Valeu Telê!

  

 

Mesmo sendo santista, claro que fiquei triste com a morte do Telê. Imagino se fosse são-paulino.

 

Infelizmente na Copa de 82 era um pirralho e tenho poucas lembranças. Lembro mais da revolta do pessoal na rua depois da tragédia do Sarriá. Mas sempre que passa um tape daquela seleção fabulosa, entendo o porquê dela ter encantado o mundo.

 

Aliás ontem descobri que ele se chamava Telê mesmo, ao contrário do que todo mundo pensa não era apelido.

 

A melhor frase que ouvi, que define o que ele foi: “A diferença é que os outros técnicos são chamados de professores. Telê era o único chamado de mestre.” 



Categoria: Esportes
Escrito por mequinho às 16h34
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Santos! Santos! Gooooool!   

Uhu! Peixe Fodão!!!

 

Mais um título, cóf cóf... depois de 2000, ano sim, ano não, é Santos Campeão!

 

Luxemburgo é animal. Ninguém fala um “PORRA, CARALHO!!!” à beira do campo como ele. Só isso pra acordar o Léo Lima, um dos jogadores mais BIZARROS que eu já vi. De BOM mesmo, o Santos tem o Fábio Costa, que de vez em quando toma uns gols esquisitos, e o Maldonado, raçudo e que salva várias vezes o time. Tabata, Reinaldo, Fabinho, esses dão pro gasto. Mas quem ganhou esse Paulistão lógico que foi o Luxa, com certeza. Com qualquer outro técnico o Santos não seria campeão.

 

Legal foi a taça ter chegado via delivery! Um luxo! E QUE TAÇA! Um exagero aquilo, parecia um Colossus! Tá mais pra campeão das galáxias, isso sim.

 

Pena que o título custou o sacrifício da Lusa. Mas, pensando bem,  a Portuguesa é tão azarada, que era capaz de tirar o título do Santos ontem e, numa combinação de resultados, cair do mesmo jeito.

 

SANTOS! SANTOS! GOOOOOOL!!!! ( o hino mais Power Metal! )



Categoria: Esportes
Escrito por mequinho às 18h04
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Queensryche – Operation Mindcrime 2

Sabe aquele amigo que você não topa há anos, que perdeu o contato depois que ele começou a entrar numas roubadas, ou que ficou metido e arrogante e se afastou? Sabe quando acontece de você reencontrar essa pessoa e ela admitir que pisou na bola, mas que agora está de volta? Essa foi a sensação que eu tive ao ouvir o Operation Mindcrime 2: depois de tantos fiascos consecutivos, finalmente o Queensryche voltou aos bons tempos!

 

Após o estrondoso sucesso comercial de Empire ( 1990 ),  o Queensryche acreditou que era a banda mais madura e adulta do Universo. Promised Land ( 1994 ) já foi bem chatinho, mas foi com Hear In The New Frontier ( 1997 ) que afundaram de vez, com um som descaracterizado e pobre, quase Grunge. Esse disco é o Load deles, e mesmo ao vivo a banda já não era a mesma: quando tocaram aqui em SP eu cheguei a achar que o som, muito baixo, estava com problema, de tão morna que parecia a apresentação perto daquela energia do Rock in Rio 2.

 

Depois da queimação de filme, Chris DeGarmo pula do barco e em 1999 sai o fraquíssimo Q2K. Usando uma tática famosa, pra tentar levantar um pouco a moral lançam o providencial ao vivo Live Evolution, recheado de clássicos, mas a essa altura do campeonato já tinham perdido muitos fãs. Tribe ( 2003 ), apesar de alguns bons momentos ( todos esses álbuns tem bons momentos, claro ) passou batido, mostrando que estavam beirando o ostracismo. De uma banda energética e inteligente, o Queensryche tinha se transformado num grupelho pretensioso, devagaaaaar quase parando, desanimado, CHATO mesmo. O clima de decadência era tão grande, que eu achava que a qualquer momento eles anunciariam o fim das atividades.

 

Só que quando a água bate na bunda as pessoas caem na real, e em 2005 foi confirmado que eles finalmente fariam a sequência do seu melhor disco, o espetacular Operation: Mindcrime ( 1988 ), um dos melhores álbuns conceituais de todos os tempos. Por anos e anos eles rejeitaram essa idéia, com aquele papo furado de “isso seria retroceder, nós estamos interessados em outras coisas hoje, nosso novo disco é o melhor de todos!”. A verdade é que eles não estavam com moral pra encarar uma empreitada dessas, e sabiam que podiam passar vergonha ao tentar igualar um clássico. Mexer com um clássico é mexer num vespeiro, como mostra o Helloween com sua desastrosa sequência dos Keepers. Mas eles conseguiram! Eu não imaginava que OM2 ficaria tão bom, tinha medo que eles fizessem mais um disco chato e apenas usassem a “grife” OM pra chamar a atenção.

 

Na primeira parte Nikki é um jovem sem perspectiva nenhuma, que acaba tornando-se capataz de Dr. X, um líder político que o convence a participar de uma tal “revolução”, que no fundo é apenas um pretexto pro garoto sair matando quem está no caminho do Dr. X. Uma das vítimas escolhidas é Sister Mary, uma ex-prostituta que agora é freira mas segundo X “sabe demais!” e precisa sumir do mapa – apenas mais uma missão pro nosso amigo Nikki. O problema é que ele é apaixonado justo por Mary e jamais faria algo contra ela. Quando a encontra assassinada, se torna o primeiro suspeito. Só aí percebe o quanto foi usado, feito um fantoche, e agora, além de dependente químico, era também um condenado.

 

Respeitando a cronologia dos lançamentos, a história de OM2 se passa 18 anos após os acontecimentos que levaram Nikki à prisão. Agora ele recebe o benefício da condicional e, óbvio, sai da cadeia sedento de vingança, louco pra esganar o Dr. X, aqui interpretado por Dio, e esclarecer a morte de Sister Mary ( Pamela Moore ), que reaparece toda hora em sua imaginação falando coisas do tipo “você não vai fazer nada? isso é o melhor que pode fazer?”.

 

Musicalmente falando, confirma-se o que Geoff Tate disse numa entrevista: OM2 é mais variado, menos “reto”. Quando li isso já fiquei preocupado, mas felizmente eles não aprontaram nenhuma palhaçada. A variação está mais no som das guitarras, que vão desde tons graves e modernos às harmonias ( guitarras “gêmeas” ) de antigamente. Quando se escuta o álbum pela primeira vez, o estranhamento vem do fato de que OM já começava no pau, com Revolution Calling, Speak, etc, e aqui a velocidade varia mais. A instrumental Freiheit Overture não tem as guitarras dobradas de Anarchy-X, é mais cinematográfica. A vinheta Convict ( apenas o som de Nikki saindo da prisão ) precede I´m American, que de cara já mostra um Queensryche rápido e agressivo como há muito não se via, praticamente Speed Metal. One Foot In Hell é mais swingada e transmite um ar de “agora que eu tô solto, se preparem, o diabão aqui vai se vingar de vocês!”. Isso que é legal em todo o álbum: cada música, cada refrão ( existem vários memoráveis aqui ) transmite bem o sentimento de Nikki. Hostage possui um dos melhores solos: uma harmonia com bastante efeito que “viaja” entre os canais, coisa linda.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 23h54
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Após o ótimo início, chega provavelmente a melhor música do Queensryche em 16 anos: Hands. O riff do começo é bem no estilo do OM1, e na minha opinião ela poderia estar em Empire também. Mas o forte mesmo são as harmonias vocais e o refrão, que são daquele nível de quando você escuta uma música e na hora já fala “criaram um hit!”. Speed Of Light remete à época do Hear In The New Frontier, porém com muito, muito mais qualidade e criatividade ( ufa! ). Apesar do título ela é cadenciada, e a velocidade se refere ao fato de a vida passar muito rápido ( ainda mais para Nikki, que lamenta ter jogado metade dela no lixo ). O ritmo se acelera de novo em Signs Say Go, onde ele percebe que não tem mais o que fazer, a não ser se vingar ( “Time for heads to roll!” ).

As próximas faixas mostram a caçada, o encontro e a vingança de Nikki contra Dr. X. Dio faz um belo dueto com Geoff Tate em The Chase, em que as vozes chegam a se confundir: é bom acompanhar uma vez com as letras pra entender quem fala o quê. Dr. X ridiculariza e provoca Nikki ( “você se acha tão esperto e orgulhoso por me desmascarar, mas enquanto mofava 18 anos assistindo TV, eu assistia a minha fortuna crescer!” ). A pesadíssima Murderer, em que Nikki decide se mata ou não Dr. X ( o dilema de ser novamente um assassino: essa palavra o persegue como uma maldição ) é provavelmente a música mais Metal que o Queensryche já fez, e acho que por isso mesmo muitos fãs vão deixar de apreciá-la.

A parte final mostra um Nikki sem saber o que fazer da vida e pensando em suicídio. Agora ele não tem mais a sua amada, nem amigos, nem um inimigo para se vingar. Em A Junkie´s Blues fica facílimo visualizá-lo sozinho numa sala escura, sem ninguém ao lado, refletindo sobre sua triste história, uma vida cheia de sangue, drogas e violência. Essa ótima música tem todo um clima de grande final, de conclusão de filme, mas logo depois vem a rápida Fear City Slide, com um puta som de guitarra e Geoff Tate numa atuação inesquecível. Tudo se encerra com All The Promises, e quem esperava uma nova Eyes Of A Stranger ficou na mão, pois aqui temos um belo dueto entre Geoff e Pamela. Finalmente fica esclarecido quem matou Mary...

 

Fiquei bastante surpreso com o resultado final. Não esperava MESMO que eles conseguissem fazer algo digno do primeiro Operation Mindcrime. Evidente, lógico, ÓBVIO que seria impossível superar, ou mesmo igualar... acho que fizeram o certo: primeiro analisaram se tinham boas idéias, pra só depois começar a PENSAR em criar uma continuação. Não se recria um disco clássico apenas querendo, é preciso estar no momento certo, com as pessoas certas e com a inspiração certa. Claro que Chris DeGarmo faz falta, mas não acredito que ele conseguiria deixar o álbum muito melhor do que já é. O legal é que mesmo que não se chamasse Operation Mindcrime, não tivesse todo esse lado conceitual por trás, esse mito todo, mesmo assim ele seria um ótimo álbum, com um Queensryche soando rápido, pesado e criativo depois de tantos anos de enrolação e chatice. É muito legal quando uma banda renasce das cinzas, quando você pode fazer as pazes com ela.

 

Agora é esperar a tour. Quem sabe eles não passam por aqui ano que vem, tocando as duas partes na íntegra? Juro que saio ajoelhado de lá!



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 23h53
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Astronauta de Pau-Brasil

  

Confesso que na hora do lançamento fiquei com receio de algo dar errado. O sentimento Macunaíma e Jeca Tatú do brasileiro iria às alturas! Ih, olha lá! Astronauta brasileiro... lógico que isso não podia dar certo! Inclusive uma parte dos críticos ficaria maravilhada se o foguete subisse de Havana.

 

Ontem, por curiosidade, peguei o Eram Os Deuses Astronautas pra reler alguns trechos. Continua fascinante e, ao mesmo tempo, decepcionante.



Escrito por mequinho às 02h00
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