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Viva! Brasil na Copa!
Hoje fui assistir lá no Rudge, com o pessoal, ao primeiro jogo do Brasil na Copa. Sim, primeiro jogo, porque os outros dois...
Antes da Copa eu achava que o Japão seria o adversário mais difícil, porque de 10 anos pra cá vivem complicando a nossa vida ( ano passado na Copa das Confederações, por exemplo ). Tava revendo posts de dezembro, disse aqui que acreditava num empate. Acabou sendo o mais fácil, talvez por ser na verdade um time horroroso mesmo, talvez pelo fato do Brasil em Copa do Mundo jogar com outro espírito. Mas o que fez diferença mesmo foi a entrada dos reservas, claro. É OUTRO time esse com Juninho, Robinho, Cicinho e cia. O DURO é pensar na possibilidade de contra Gana o Parreira voltar com Adriano e Ronaldo na frente... aí vai ser dose pra leão!
Na entrada do Rogério Ceni que foi engraçado: o nosso amigo mais folclórico de todos, fanático pelo São Paulo e pelo goleiro, tinha brincado quando estava 3 a 1 que seria legal ele entrar, e todo mundo deu risada, falou que ia virar jogo circense. Quando anunciaram, o maluco até se ajoelhou na frente da TV hahaha! Apesar de eu ter zoado achei bem legal, é uma pena que não saiu nenhuma falta pra ele bater.
Interessante é imaginar quais foram as intenções do Parreira com essa substituição inusitada:
Oficialmente:
1 – a versão oficial: passar que a Seleção é um GRUPO, formado não apenas pelos 11 titulares
2 – internamente, passar que todos, sem exceção, são importantes e poderão ser aproveitados
E o que ficou nas entrelinhas: um belo tapa de luva de pelica, uma tremenda indireta na imprensa, algo do tipo “olha aí, vocês falaram tanto que eu tinha algo contra o Rogério, que não só eu o convoquei como vou colocar pra jogar, coisa que nem o Felipão, que vocês adoram, fez” ( essa semana o clima entre o treinador e a imprensa ficou tenso de verdade ).
A substituição também pode ser usada pra justificar uma volta ao velho esquema nas Oitavas de Final. Ele vai falar “olha, aquele jogo contra o Japão foi um caso isolado, tanto que fizemos algumas substituições atípicas... não podemos tomar decisões baseadas numa partida como aquela”.
E o Ronaldo começou a calar a nossa boca, felizmente. O massacre que ele recebeu deve ter despertado a fera. 
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Esportes
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mequinho
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22h43
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A Matter of Life And Death
Pensei que só veria isso depois da Copa, mas hoje anunciaram o nome e tracklist do novo do Iron Maiden: A Matter Of Life And Death.
01. Different Worlds (Smith/Harris) 4:17
02. These Colours Don't Run (Smith/Harris/Dickinson) 6:52
03. Brighter Than a Thousand Suns (Smith/Harris/Dickinson) 8:44
04. The Pilgrim (Gers/Harris) 5:07
05. The Longest Day (Smith/Harris/Dickinson) 7:48
06. Out Of the Shadows (Dickinson/Harris) 5:36
07. The Reincarnation of Benjamin Breeg (Murray/Harris) 7:21
08. For The Greater Good of God (Harris) 9:24
09. Lord Of Light (Smith/Harris/Dickinson) 7:23
10. The Legacy (Gers/Harris) 9:20
Os comentários do produtor Kevin Shirley, do Harris e do Bruce no site oficial são bons, mas nem dá pra levar em conta já que todo álbum novo é assim. Não acredito que seja muito melhor que Brave New World, mas deve superar Dance of Death fácil. De qualquer maneira eu fico otimista só de ver que a trinca Smith/Harris/Dickinson é responsável por quase metade das composições, assim como no Seventh Son of a Seventh Son. É ótimo ver o Adrian Smith compondo bastante! Sem contar que o Harris é creditado em TODAS as músicas, o que nem sempre acontece mesmo sendo ele o “formatador oficial de músicas do Iron Maiden”.
Outro detalhe que chama a atenção é a complexidade e profundidade dos títulos, que nesse sentido remetem ao Brave New World ( Out of the Silent Planet, The Thin Line Between Love And Hate, etc ). A duração das faixas é típica. Nenhum grande épico como Sign of the Cross, mas também nenhuma curtinha como Futureal ou Wrathchild.
Tava comentando com um GRANDE fã de Maiden agora no MSN, ele não gostou porque novamente usaram “Death”. Realmente... mas é aquela coisa, a palavra Death é a Love do Heavy Metal. Se o Coverdale fosse um cara um pouco menos romântico nós teríamos Is This Death, Death Aint No Stranger...
Ah, e os THEs nos títulos voltaram com a força toda. Agora só faltam as perninhas no santo-logotipo. 
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Música
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mequinho
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16h58
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Threshold - Subsurface
Sábado passei na Galeria, apesar da pressa ( recebi sem pedir e sem querer um intensivão de 10 min. na Santa Ifigênia sobre antenas, parabólicas, sinal digital... ). Fui mesmo só pra aproveitar a promoção da Hellion ou pegar algum que pintasse na hora, como sempre acontece. Acabei pegando um duplo ao vivo da Lana Lane, que ainda não escutei direito, e um que eu já conhecia: Subsurface ( 2004 ), o último do Threshold.

Das bandas grandes do chamado Metal Progressivo, essa com certeza é uma das mais acessíveis e menos chatas. Não tem quebradeira sem necessidade, aquele clichê das bandas medíocres que insistem em querer fazer bonito nos instrumentos sem boas composições. As linhas vocais são quase sempre com harmonias, meio “aéreos”, com profundidade. Nesse ponto eles lembram um pouco os americanos do Shadow Gallery. Bom que não é uma banda “pra baixo” também: músicas como Mission Profile, Ground Control e Pressure passam um ar otimista mesmo que o tema nem seja. E apesar deles não abrirem mão do peso ( as linhas de guitarra estão perfeitas, certinhas ), tem um pouco de AOR também, com melodias que grudam fácil.
Tenho também o Hyphotetical ( 2001 ), que é do mesmo nível. Quem gosta de um não tem como não gostar do outro. Infelizmente a Hellion só lançou esses dois aqui, o resto só na facada do importado ( aliás a banda é inglesa ). Pena que até hoje eles não tiveram o devido reconhecimento...
Site:
http://www.thresh.net/
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Música
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mequinho
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20h32
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Ronalducho, o Perderello
Bem que logo que eu vi aquela figura fantasmagórica entrando no estádio pra assistir ao jogo, senti um calafrio... um sentimento de “fudeu, já era! alguém pelo amor de Deus alguém segura homem, não deixa ele entrar!!!”.
Kaká salvou a nossa estréia. Ele, Emerson e até a dupla estabanada Lúcio-Dida, que segurou as pontas no núcleo operário da seleção enquanto do meio pra frente a Croácia travava o tal quadrado mágico. Quadrado arredondado, por assim dizer, já que o ex-fenômeno ( que tá ficando com um olhar muito parecido com o do técnico Paulo Altuori, podem reparar ) parecia um pneu velho de trator abandonado na frente da área, mais atrapalhando que jogando. Mais um pouco e ele ficaria com uma mobilidade igual a do Cláudio Lembo, a múmia. Como diz o folclórico Chico Lang, hoje em dia ele parece uma “índia velha”: não serve pra mais nada ( caçar, procriar ) e só fica murmurando...
Ronaldo tá romariando muito cedo, que pena... 
Mas domingo será melhor, com certeza. Todo primeiro jogo do Brasil em Copa é sofrível mesmo. Foi assim contra a Rússia em 94 e até contra a ridícula Escócia em 98 ( que tinha um jogador banguela, quem lembra? ). Nem preciso falar da Turquia em 2002, quando só ganhamos na base da malandragem.
Até que o mau presságio não se consumou inteiramente, afinal o Brasil ganhou, ora! Vai ver o o Rubinho 4-5-1sónocontra-ataquerello teve que sair às pressas pra acertar seu Pois é e a urucubaca não teve tempo de se concretizar.
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Esportes
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mequinho
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21h04
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Cães de Aluguel
Dia desses passei numa loja da Marechal e, como tinha que fazer uma hora, dei uma vasculhada boa naquelas prateleiras com DVDs baratos ( a equivalente da sétima arte daquilo que eu chamo de “vala comum para CDs”, o famoso “cestão da humilhação” ). Assim como acontece com CDs, no meio daquela montanha de filmes bisonhos de pancadaria e desenho animado, claro que sempre tem coisa boa. Acabei pegando Lua de Fel, que até tenho num VHS da Folha, e Cães de Aluguel, que sempre me recomendaram por eu adorar Pulp Fiction.
O roteiro é simples: uma quadrilha é formada pra assaltar uma joalheria, sendo que os seis gangsters não se conhecem e nem sabem os nomes uns dos outros, utilizando codinomes como Mr. Orange, Mr. Blue, Mr. Blonde, etc. Durante o assalto a Polícia chega antes do esperado e fica evidente que havia algum traíra no grupo. Entre mortos e feridos, os sobreviventes aos poucos vão se reunindo num galpão e as inevitáveis farpas e acusações mútuas têm início.
O estilo é muito parecido com o filme que consagraria Quentin Tarantino dois anos mais tarde. Assim como em Pulp Fiction, aqui também estão presentes os traços marcantes do diretor: muita violência, muito sangue, humor negro, diálogos realistas e vários flashbacks. A diferença é que dessa vez se trata de apenas uma história, não várias que acabam se entrelaçando em algum momento. O que faz de Pulp ser mais interessante é justamente isso, o elo muito bem bolado entre as histórias e personagens, que são mostradas sem compromisso com a cronologia dos acontecimentos. Cães de Aluguel excelente porém mais simples, como se fosse uma das histórias de Pulp Fiction alongada por um filme inteiro.
Claro que é impossível não comentar a violência explícita, que em algumas cenas chega a ser cômica. O legal de um filme do Tarantino é que ele mostra situações chocantes de um modo que você não se sente mal ao soltar uma gargalhada ( reparem como ele utiliza a trilha sonora ). Não se trata de riso involuntário, provocado por um personagem patético de filminho de terror pra adolescente: o próprio diretor comenta, nos extras, que filmes como os dele deveriam ficar ao lado das comédias nas locadoras, não podem ser levados tão à sério apesar de mostrarem gangsters e bandidos como eles são de verdade. Eu concordo: filme violento pra se ficar deprimido é Cidade de Deus... Pulp Fiction e afins são realistas sem deixarem o lado divertido da coisa em segundo plano.
Pra quem gosta do estilo do Tarantino, pode pegar que Cães de Aluguel é diversão garantida, não tem erro. 
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Cinema
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mequinho
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21h41
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Black Sabbath – The Born Again Demos
Cerca de 1 mês atrás foi divulgado que na Rádio Backstage iria rolar a versão demo de Born Again, um dos álbuns mais pesados, inusitados, injustiçados e mais um monte de “ados” da história do Heavy Metal. Como estou sem banda larga e não escuto nenhuma rádio online, comecei a baixar essa versão no Soulseek mesmo.
Pra quem não sabe, Born Again é o disco do Black Sabbath em que um endiabrado Ian Gillan assumiu os vocais. Em 1983 Gillan estava literalmente falido, precisando urgentemente de grana, e como o Sabbath também estava em crise após a saída conturbada do Dio, durante uma bebedeira o vocalista e Tony Iommi ( o VERDADEIRO gênio do Sabbath! ) meio que de brincadeira decidiram unir forças pra sair da lona. A espantosa notícia caiu como uma bomba tanto para os fãs do BS quanto para os que esperavam um retorno do Deep Purple, que já estava sendo planejado e precisou ser adiado por 1 ano, enquanto o “Sabbath-Purple” saía em turnê. Vendo hoje, essa união fica parecendo um crossover entre duas lendas dos quadrinhos.
Pena que a ousadia durou tão pouco, sendo tão mal interpretada pela maioria. Tony Iommi odiou a mixagem, que deixou o som um tanto abafado ( na minha opinião isso deu até um charme a mais ), Ian Gillan detestou a capa, a imprensa dita especializada ridicularizou... uma pena. O Brasil provavelmente é o único lugar onde o álbum é cultuado pelos fãs como um dos melhores de todos os tempos. Pra mim poucos discos transmitem tanto o conceito do que é o mais puro HEAVY METAL quanto esse, com sons pesadíssimos como Trashed, Disturbing The Priest, Zero The Hero, Hot Line, etc.
Pra falar a verdade ainda nem terminei de baixar tudo, mas o que me interessava já veio: a inédita sobra de estúdio The Fallen. Eu nem sabia que existia alguma sobra desse disco, até mesmo porque, assim como tantos outros do Sabbath, no tracklist dele também há algumas músicas curtinhas que são meras vinhetas, introduções, então o mais lógico seria pensar que todo o material que eles registraram em estúdio havia entrado no disco. A dita cuja é uma boa música acelerada, com destaque pro baterista Bill Ward. O riff tem um pouquinho de Jimmy Page, eu achei.
À propósito, recentemente Gillan lançou seu Gillan´s Inn, com regravações de clássicos de toda a sua carreira. Infelizmente ele e Iommi ( acompanhados de Roger Glover e Ian Paice ) gravaram uma nova versão fraquíssima da Trashed, uma vergonha perto da maravilhosa original. Claro que seria impossível o vocalista repetir seus agudos de 20 anos atrás ( em Born Again ele parece possuído, nunca cantou tão agressivamente como naquela época ), mas esperava algo mais digno. Lamentável.
Categoria:
Música
Escrito por
mequinho
às
21h07
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