Gol de Bike no WE10 

Meu gol de bicicleta no Winning Eleven 10:

 

 

 

Estava jogando com o Goiás, contra a Ponte Preta de Tripé, o folclórico, em nossa réplica do Campeonato Brasileiro. Primeiro gol de bike que eu faço no PS2. Acho que desde 2001 ou 2002 não saía um gol de bicicleta num campeonato nosso.

 

Aliás, tá um fiasco esse campeonato. 5 caras, 4 times pra cada um, em pontos corridos... não dá certo. Um de nós já disparou na frente e tá cheio de jogo mala, que se a gente não avacalhar não tem graça nenhuma. Fala sério, um Figueirense x Fortaleza sem valer nada é mais chato e torturante que fazer review de disco da Yoko Ono. Nós sabíamos que ia ser assim, mas quisemos pagar pra ver.

 

Eu só tô jogando sério agora com o Goiás, o único que ainda tem um fiapo de chances (ho-ho-ho...). Apesar que sobram calúnias e inverdades no tapetão: dizem até que houve um infame “cai-cai” no último jogo do Santos, com a partida acabando aos 25 do segundo tempo após 5 expulsões do Peixe. Mas é que o time tava de cabeça quente mesmo e saiu dando pontapé pra todo lado, manja?

 

Pensava que a estrela bizarra da vez seria o épico André Belezinha do Santos, mas quem roubou a cena acabou sendo o mágico bicicleteiro Johnson.



Categoria: Games
Escrito por mequinho às 21h27
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Superman II - The Richard Donner Cut

 

Assisti esses dias à Superman II. Não aquela versão que todo mundo cansou de ver na Globo, mas a versão do diretor do primeiro filme, Richard Donner.

 

Realmente, como tinham me falado: é OUTRO filme!

 

Ficaria inviável explicar aqui, em detalhes, do que se trata essa edição especial. Existem matérias específicas pra isso, como esta do site A Arca, que mostra cena a cena as (enormes) diferenças.

 

(se bem que o ideal é só ler depois de assistir ao filme, pra não perder as surpresas... vai por mim!)

 

Basicamente o que aconteceu foi isso: o projeto inicial dos filmes do Superman era gravar os dois ao mesmo tempo, deixando o final do primeiro ligado diretamente ao começo do segundo, como se fosse um único filme de 4 horas dividido em dois. Mas logo após o lançamento do Superman I nos cinemas, quando ainda finalizavam o II, fechou o tempo na produção: o diretor Richard Donner brigou feio com os produtores e foi demitido. Para o seu lugar foi contratado Richard Lester, que, provavelmente pressionado por um revanchismo ou orgulho dos produtores, não aproveitou quase nada do que Donner havia filmado. Fizeram mudanças importantíssimas no roteiro, inseriram uma veia mais cômica em algumas cenas, e o resultado é o filme lançado em 1980. A versão do Donner, que representa como seria o verdadeiro Superman II, até já circulava em montagens extra-oficiais entre os fãs, mas só chegou oficialmente ao mercado em 2006.

 

Quem não sabe dessa história, e guarda na lembrança aqueles dias em que a Tela Quente parava o Brasil, com certeza se assusta ou pelo menos fica encucado. O começo já é completamente diferente, pois não há a sequência em Paris e a ligação com o primeiro filme é DIRETA. Várias gags (piadinhas), como a do sorvete na cara quando a cidade é palco da luta entre Superman e o trio do General Zod, simplesmente não existem aqui, deixando o clima um pouco mais sóbrio (isso não quer dizer que o humor foi excluído: as piadas relevantes permanecem, e eu rachei o bico com o Zod metralhando os guardas da Casa Branca feito um psicopata). Também não há a cena patética do monte Rushmore (aquele com rostos de presidentes americanos esculpidos). Jor-El, o pai do Superman, interpretado pelo Marlon Brando, aparece com destaque (na versão normal ele foi substituído pela mãe, por problemas contratuais com o ator) e, o que eu mais gostei: a maneira como Lois Lane descobre que Clark Kent é o Superman é completamente diferente. E melhor!

 

Lembra dessa cena? Sim??!?! Cara, o que você tá usando???

São muitas, muitas diferenças MESMO. Normalmente, quando se fala em Director´s Cut se cai naquele clichê de cenas não aproveitadas, que são até interessantes pros fãs mas que não acrescentam nada, não mudam o curso da história. Aqui não: não é exagero falar que é outro filme, porque há mudanças substanciais no roteiro. Inclusive o decepcionante final, que é a única bola fora: se acabasse 5 minutos antes ficaria muito melhor.

 

Sempre gostei tanto do II quanto do primeiro, e essa edição especial valeu a pena pela curtição.



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 21h40
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Rush - Far Cry

Hoje foi um dia movimentado para os rushólotras! Finalmente pudemos ouvir Far Cry na íntegra, o primeiro single de Snakes And Arrows.

 

No rush.com é possível escutá-la, e a mp3 já tem por aí também.

 

Não me pareceu muito diferente de Vapor Trails, pelo menos nas guitarras minimalistas e linhas vocais, que seguem o mesmo estilo. Chama mais atenção é um riff com cara de Counterparts e um bendito segundo, no começo e no finzinho, que com um pouco de imaginação remete à Hemispheres!

 

A letra é excelente, pra variar. No T4E comentaram que pode ser sobre o aquecimento global, mas não tenho certeza disso... me pareceu uma letra no estilo da Between the Wheels, sei lá, algo mais pessoal, alguém que perde e renova as esperanças num ritmo diário.

 

Agora, só em maio! Não ouvirei mais nada, só com o CD em mãos. São 13 músicas (segundo o boato de hoje, TRÊS instrumentais!!!), e uma já estarei enjoado de ouvir até lá.

 

Ah, estava ouvindo novamente o Vapor Trails. Adoro o disco, como todos os outros. O problema é a produção, o som, que soa embolado mesmo, não tem jeito. Sweet Miracle é maravilhosa, um grande momento do Rush. Ela, Vapor Trail, Peaceable Kingdom, Ghost Rider e Earthshine são o legado desse álbum, com um ouvido 5 anos mais velho.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 22h28
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O Labirinto do Fauno 

Há um mês nunca tinha ouvido falar desse filme. Um amigo tinha comentado que recomendaram pra ele, e que estava interessado. Depois vi que tinha várias indicações ao Oscar, e faturou quatro. Dei um jeito e assisti no sábado.

 

Cara... fiquei chapado.

 

Encontrei várias descrições pela net. “Conto de fadas para adultos” foi uma que gostei. Apesar de enganoso, é bem por aí: uma história envolvendo fadas, monstros, um sapo gigante... porém, não indicado para crianças pela sua violência e tristeza.

 

Na Espanha de 1944, em plena guerra civil do ditador Franco, Ofélia, uma menina de uns 10 anos, viaja junto com a mãe para uma pequena base militar no meio da floresta. Lá a garota precisa conviver com a crueldade do padrasto, o asqueroso Capitão Vidal. Ao lado da base ela conhece as ruínas de um labirinto, e nele começa a materializar (ou imaginar) suas fantasias: um fauno, mais ou menos a mistura de um humano com um bode, a convence de que ela é a “há muito desaparecida princesa do reino subterrâneo”, e que precisa cumprir três provas para voltar ao seu verdadeiro mundo.

 

 

Olhando assim, até parece um filmeco bobo de fantasia, sem nada de mais. A diferença é que aqui tudo foi feito de um modo que você não se incomoda com a presença de fadas voando pela tela, já que aquilo faz sentido na mente de uma criança assustada com a terrível realidade dos adultos. Ofélia, apesar de toda imaginação, não é alienada: ela é inteligentíssima e percebe a maldade ao seu redor assim que chega à base e o capitão a recebe com frieza e desinteresse. A extrema violência do mundo real, com as tropas do Capião Vidal combatendo os guerrilheiros na floresta, reforça ainda mais a necessidade da garota em se refugiar num mundo próprio.

 

Dois detalhes importantes: a produção é mexicana (antes de qualquer preconceito, lembre-se que ganhou Oscars em categorias técnicas) e ele é todo falado em espanhol. É capaz de muita gente deixar de ver só por não ser em inglês. Bobeira: é surpreendente como o resultado ficou bom, e eu não consigo imaginar o fauno falando outra língua.

 

O filme é BELÍSSIMO e, pelo seu desfecho, extremamente tocante. Vi gente classificando-o como terror, mas não tem nada a ver. O único momento mais aterrorizante é a cena com a (sensacional!) criatura com olhos nas palmas das mãos. Pra ter uma vaga idéia do que se trata, tente imaginar um O Jardim Secreto misturado com A Cura, só que com o lado da fantasia aflorado e muito mais sombrio.

 

A não ser que você seja um POSTE, não tem como não ficar emocionado. Dá pra imaginar as pessoas batendo palmas e com lágrimas nos olhos nos cinemas. Aliás, se sua mina não chorar, parte pra outra. Se for esposa, se prepare, pois é capaz dela não chorar nem seu enterro hehe!



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 22h02
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Os Infiltrados - Errata

 

Falei bobagem sobre Os Infiltrados. Errei quando disse que o começo é confuso. Assistindo de novo, há uma cena dentro do carro de Frank Costello, com ele cumprimentando o recém-formado Colin Sullivan.

 

Ou seja, na primeira vez não prestei atenção justo a essa cena e por isso confundi ele com o DiCaprio.

 

Independente disso, é um filme que quando você assiste pela segunda vez, várias cenas ficam mais fáceis de ligar com o resto da história.

 

Novo Blog - Futebol Sem Rabo Preso

 

Estou participando de um novo Blog, exclusivo para se falar sobre o ópio do povo, aquele esporte que não é uma questão de vida ou de morte: é muito mais que isso hehe!

 

Clique aqui para visitar, ou no link à esquerda.



Escrito por mequinho às 20h13
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Lost - Terceira Temporada 

A terceira temporada da melhor série ever retornou há cerca de 1 mês, depois de um descanso providencial.

 

SPOILERS!

 

Muita gente não estava curtindo essa temporada, provavelmente porque ela dividiu o grupo de sobreviventes em dois, e o lado que ficou com os Outros só se ferrou, comeu o pão que o diabo amassou. Quase todos os flashbacks não estavam à altura dos antigos, e o receio de um começo de enrolação precoce deixou muitos fãs com o pé atrás.

 

Nessa retomada, assisti do sétimo até o décimo episódio. Estão alternando assim: um mostra o Jack sendo usado pelos Outros, enquanto que o seguinte mostra o outro grupo, agora novamente com Kate e Sawyer (James é a mãe!).  Enquanto que os do Jack são mais sombrios, os do outro lado da ilha experimentam mais, como no sensacional flashback de Desmond, que mistura sonho com alucinações, viagens no tempo e delírios (e com uma revelação de dar calafrios nos fãs do Charlie... se bem que não devem existir muitos hehe), e no divertido episódio de Hurley, o gordão mais azarado e literalmente desgracento do mundo. Os que mostram os Outros, apesar de mais chatos tem a vantagem de dar prosseguimento real à história, enquanto que os restantes fazem a gente gostar ainda mais de personagens como Locke, Desmond, etc.

 

O episódio de Hugo, pra variar cheio de humor negro (engraçado mesmo), em que eles encontram nada menos que uma KOMBI cheia de latas de cerveja no meio da floresta (como diria o Homer, isso sim que é ilha! e pra quem já achou até urso polar ali, isso não espanta mais ninguém), não teve muita utilidade pra história, mas com certeza agradou aos fãs, assim como o do Desmond, cheio de auto-referências e mensagens subliminares.

 

É evidente que a partir de agora os caminhos dos dois grupos vão se cruzar novamente, com Kate voltando para tentar resgatar Jack. Está melhorando, e talvez o problema com essa temporada tenha sio mesmo a interrupção.

 

Ah, e quem leu a entrevista do Santoro na Rolling Stone já sabe que o destino do seu personagem já está marcado.



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 22h06
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Borat, Os Infiltrados

Borat

O “falso documentário” sobre o jornalista do Cazaquistão que cruza os EUA mostrando os costumes e a cultura do país, só vale a pena pra quem adora Jackass, Monty Phyton, South Park, Frango Robô e afins. Politicamente incorreto é pouco aqui (eba!), com trechos escatológicos que podem ofender quem não entender (ou não concordar com) o espírito da coisa. As principais vítimas são as mulheres e os judeus. Inclusive o ator inglês Sacha Baron Cohen é judeu, e assim como Mel Brooks não tem pudor algum em ridicularizar a própria origem. 

Quem curte o esculacho generalizado das séries que usei de exemplo acima, dificilmente não gostará de Borat. Vai rir o filme inteiro, mas principalmente em momentos como quando ele vai a um rodeio, incita a platéia (e é ovacionado!) com frases como “VAMOS DESTRUIR O IRAQUE ATÉ QUE SE TRANSFORME NUM DESERTO EM QUE NEM UMA LAGARTA SOBREVIVA!!!”  e canta uma versão do suposto hino do Cazaquistão com a melodia do americano; ou quando vai a uma escola de elegância e bons costumes, e durante um jantar didático pede licença, voltando minutos depois carregando as próprias fezes, dizendo que em seu país não ensinam como usar vaso sanitário... depois, de surpresa, ainda chama uma “amiga” para o jantar... A graça é ver a reação das vítimas nessas situações absurdas e surreais, de "pegadinha".

 

Não é mais engraçado e absurdo que Jackass, mas já fez sua parte na História pra desmascarar o politicamente correto.

 

Os Infiltrados

 

Filmaço que ganhou o Oscar semana passada, e que acaba de sair em DVD. Merecido? Não poderia dizer, porque dos indicados só vi esse. Mas que o prêmio ficou em boas mãos, isso posso falar, com certeza!

 

O personagem de Leonardo DiCaprio se forma na Polícia, mas quando vai começar a trabalhar leva um balde de água fria: pelo passado criminoso da sua família, logo em seu primeiro dia é humilhado pelos superiores, que garantem que ele não tem futuro ali, não engana ninguém. Só lhe dão uma alternativa: trabalhar como infiltrado na máfia, ajudando a derrubar o chefão local, o desbocado Frank Costello, interpretado pelo genial Jack Nicholson. O problema é que a máfia também infiltrou um dos seus na Polícia: Matt Damon, que é visto como o policial exemplo, intocável e brilhante, que jamais despertaria suspeitas.

 

Confunde um pouco no começo, porque você é levado a entender que o menino que é “adotado” por Costello no prelúdio é o personagem do DiCaprio, que por ser humilhado pelo passado “sujo” seria o moleque criado pelo mafioso, enquanto que Damon seria o mocinho. Se você não souber o básico da sinopse, pode até pensar “ok, agora o DiCaprio e o Damon trabalharão juntos, cada um querendo resolver as coisas ao seu modo e tal”. Nada a ver: um não sabe quem é o outro... nem o DiCaprio consegue descobrir quem é que está entregando o jogo dentro da Polícia, nem o Damon sabe quem é o traidor na quadrilha de Frank Costello, já que só um sargento e o Capitão do distrito conhecem sua identidade.

 

Em meio a pagers, celulares e mãos decepadas, a história te prende mesmo, porque você sente a tensão pelo medo de ser desmascarado. Os diálogos entre Nicholson e DiCaprio são realmente foda, principalmente quando o chefão encosta o espião na parede pra saber se é ele o traidor. Ele sabe que ali um simples soluço ou gaguejo pode lhe custar a vida. Esse é um trabalho para poucos, definitivamente hehe...

 

Mais uma obra espetacular do Martin Scorsese. Elenco excelente, tensão, ótima história... quem curte filmes policiais e de máfia vai adorar, pode pegar tranquilo!



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 21h25
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