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Lost - Final da Temporada
SPOI...bah, você sabe que se não assistiu e ler meu post, não passa de uma besta. 
Sexta nos reunimos para assistir ao final da terceira temporada. Acredito que você já viu também, e por isso ficou tão surpreso quanto eu. Assim que começou, com aquele Jack acabadão e barbudo no avião, na hora eu comentei “Caramba, é o Jack velhão! Estão mostrando o FUTURO!!! Que viagem!!!”. O queixo já caiu ali. Entretanto, com o decorrer do episódio, fui achando que a viagem era minha, e que se tratava de um flashback como os anteriores, apesar de esquisito por mostrar o Jack com uma personalidade diferente. Ao final, quando se confirmou que era mesmo um flashfoward, a sensação foi de um impacto que não se sentia desde a primeira temporada, quando tudo era novidade.
Tem que se tirar o chapéu para os produtores por essa decisão. Não apenas deram uma rasteira genial em todo mundo, mas também deixaram a série com um ar de épico dramático, eliminando qualquer possibilidade de finalzinho feliz e clichê. Ao mostrar um pouquinho do que acontece com Jack e Kate anos mais tarde, fica confirmado que nem todos irão se salvar e, mesmo resgatados, isso não quer dizer que os remanescentes conseguirão se libertar do pesadelo.
Jack, agora um viciado em remédios controlados (“você está péssimo”, dispara Kate ao vê-lo naquele estado), carrega um fardo de culpa enorme nos ombros. Na tomada em que aparece em seu apartamento, está cercado por mapas e esquadros, o que dá uma dica do porquê: alguma coisa errada foi feita para que pudesse ser resgatado, uma escolha cruel, uma traição, alguma maldade acobertada, e o remorso alimenta sua obsessão em retornar para corrigir isso. Só que é impossível de se localizar a ilha. A misteriosa pessoa dentro daquele caixão, que ele lamenta tanto a morte apesar de não ser parente nem amigo, provavelmente era sua última esperança real de reencontrá-la.
Aliás, já estão rolando as apostas sobre quem seria o homem do caixão. Sawyer não deve ser, pois ele deve estar casado com a Kate. Hurley, er... não caberia. Parece que o velório se passa num bairro negro, então seriam Walt ou Michael? Um dos dois teria que estar morto a mais tempo ou preso novamente à ilha, neste caso. No Locke eu só não voto porque ele deve ficar na ilha para sempre, por opção própria (ou será que foi tirado à força e se revoltou?). Eu apostaria no Ben, ou alguém que não apareceu ainda. O próprio Jacob, quem sabe. O nome na notinha de jornal começa com J, mas isso não garante nada: Johnatam pode ser o nome de quem encontrou o corpo (pegadinha!).
A partir de agora será que os eventos da ilha é que serão o passado? Pode ser, porque já estão praticamente esgotadas as idéias para bons flashbacks de antes do acidente. A única certeza para a quarta temporada é que alguma coisa de ruim vai acontecer para aqueles ingênuos survivors, e Ben e Locke são os únicos que sabem o que é. Jack, ao pedir resgate pelo rádio da Naomi, também sabe que pode estar fazendo merda, mas já está numa fase de pagar pra ver. Os Outros estão praticamente extintos, com Tom morto, Juliet mudando de lado e Ben em descrédito. O mais óbvio é que os grupos se unam contra o mal comum que está por vir. Mas como o óbvio de Lost é nunca ser óbvio...
Difícil vai ser esperar até 2008.
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Cinema
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mequinho
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22h45
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Symphony X - Paradise Lost
Ouvindo esse novo e excelente álbum do Symphony X, fica até estranho colocá-lo no mesmo rótulo do que o Dream Theater anda fazendo. É interessante como dentro de um subgênero do Metal pode haver tanta diferença de uma banda para outra.

O Prog Metal aqui é extremamente direto, se aproximando constantemente do metal tradicional (ou Power Metal). Não seria exagero dizer que o som dessa ótima banda americana é uma ótima mistura entre DT, Malmsteen e Dio.
Não mudaram praticamente nada desde o anterior, Odyssey. Russell Allen está cantando um pouco mais agressivamente, chegando perto do gutural até, mas o espaço dedicado aos teclados e riffs malmsteneanos de Michel Romeo foi preservado.
Na intro Oculus ex Inferni é legal que em certo momento ela se parece muito com uma trilha para God of War, o jogaço de PS2 (estou jogando o 2, só não postei ainda porque não terminei). Até lembra o coral cantando “KRATOS! KRATOS!”. Muito boa. Depois dela, tudo o que um fã gosta: muito peso, virtuose na medida certa e um dos melhores vocalistas de metal da nova geração. Gostei muito de Domination, The Serpent´s Kiss, a viagem de The Walls of Babylon (que lembra Therion na primeira parte), Seven (que refrão!), The Sacrifice... mas se fosse para escolher apenas uma, acho que seria a última: Revelation (Divus Pennae ex Tragoedia), com certeza uma das melhores que eles já fizeram.
Excelente! Quem sabe eu vou ao show mês que vem.
PS: por falar em Paradise Lost, o novo dos reis do Gothic Metal também está chegando. Se for tão bom quanto o anterior, ótimo!
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Música
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mequinho
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23h21
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Dream Theater - Systematic Chaos
“O Dream Theater não tem feeling! É um som feito por músicos apenas para outros músicos!”
Interessante como uma frase muda de sentido dependendo do contexto histórico. Em 2001, eu diria que a frase acima era sem cabimento. Até abril último, diria que ela só era aplicável (feito um auditor falando...) a momentos isolados dos últimos álbuns. Hoje, após o que Portnoy e CIA apresentam em Systematic Chaos, sou obrigado a dizer: taí, detratores, o álbum que infelizmente dá razão a vocês. Ainda que pela primeira e, espero, única vez.
Chatíssimo esse álbum. A primeira audição foi uma tortura, e não estou falando daquela sensação de estranhamento, falo de incômodo mesmo, de sentir que você está num barco furado logo de cara. Parece até que eles tentam fazer jams sessions em todas as músicas! É isso o que os afasta dos anos de ouro: dando munição de graça a quem os detesta, o DT de hoje se preocupa demais em encher as músicas com solos, virtuose e vocais lamuriosos, independente de existir ou não inspiração para tanto. Isso acaba esticando as composições desnecessariamente, destruindo o maior diferencial deles em relação aos concorrentes: a capacidade de fazer cada segundo parecer necessário e genial. A verdade que o DT não quer aceitar é que não é SEMPRE que se tem cacife para fazer outro épico de 15 ou 20 minutos.

congestionamento de idéias!
In The Presence of Enemies Part 1 (reparem como o título já te avisa que não vem coisa boa pela frente) tem exatos 9 minutos, sendo que mais da metade compõem a introdução. Parece mesmo ser apenas parte de outra música. Forsaken ganha um troféu por ser a mais curta (5min35s) mas, tadinha, ganha também uma menção desonrosa de “refrão menos inspirado”. The Dark Eternal Night aponta para uma nova vertente: imitar o Metallica de St. Anger, aquele tal disco das latas. Pior que não é nem a influência de Nu Metal que me incomodou (se o Lixanger fosse bem gravado, seria como isso aqui), mas a enrolação no meio da música, típica do que eu falei acima. Pena, pois o refrão é bom. A interminável Repentance, continuação de Glass Prison e This Dying Soul, ganha o “Prêmio Marilena Chaui”: 10 minutos da História da Humanidade jogados no lixo. Um porre. Nada mal para uma música que completa a tal “trilogia sobre o fim do alcoolismo”...
Recentemente o Pain of Salvation gravou Disco Queen, uma cômica disco music. Não gosto muito deles, então não me diz respeito. Mas claro, os REIS, os donos do estilo não poderiam ficar pra trás, então resolveram gravar Prophets of War, sua própria versão de Pet Shop Boys e Village People. Será que está nascendo um novo subgênero e eu não me dei conta, o Progay Metal? Já The Ministry of Lost Souls parece uma continuação de Octavarium (a música). Bons momentos isolados (também né, em 15 min.) e tem até um clima de encerramento, mas no geral sobra um cheiro de engodo. E In The Presence of Enemies Part 2, que quando começa parece o Pink Floyd de Echoes e One of These Days, apesar dos irritantes excessos é uma que com boa vontade até se salva, além da já conhecida Constant Motion, com sua excelente mistura entre Faith No More e Metallica.
Há alguns anos o Portnoy disse numa entrevista à Roadie Crew, todo cheio de moral, que reclamar da duração das músicas seria tolher sua criatividade. Pois é, meu chapa: dessa vez sua casa caiu. Só espero que não sobrem chiliques para os fãs. Sabe aquele disco “pois é”, o Fusquinha que parece que vai pegar, que você fala “oba agora vai”, mas ele morre de novo? Então. SC é o Fusquinha do DT.
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Música
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mequinho
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23h15
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Mais Uma
Na última sexta participei de mais uma auditoria da ISO (ou ISSO, como essa desgraça petulante do Word insiste em corrigir... maldita auto-correção!). Foi tranquilo. Fisionomicamente o auditor era uma mistura de Charles Bronson (mas sem bigode) com o Sub Zero (mas o sem máscara!). Além de auditor também é professor, então soube auditar “didaticamente”, dando dicas do que precisa ser feito e lembrado. Ou seja, como tem que ser.
É aquela velha história: depois que passa, parece que foi fácil, e podem até achar que você exagerou nos controles, em querer pegar desesperadamente no dia anterior todos os casos que apresentassem risco de não-conformidade. Mas é sempre melhor adotar essa postura conservadora, de se preparar para o pior, do que contar com a sorte. Nunca se sabe com qual tipo de auditor nós vamos lidar.
No papel está tudo ótimo, digno de elogios do organismo certificador. Duro mesmo é fazer toda a ótima estrutura criada funcionar na prática, na real mesmo. Mas isso só se consegue com o tempo, quando as atribulações do dia-a-dia permitirem.
Lost - Últimos Episódios
Se tudo der certo, eu e meus chapas vamos assistir juntos ao último episódio, nessa sexta. Sábado assisti ao EP 21, com mais uma daquelas reviravoltas absurdas no final. Vou deixar pra comentar depois de ver o encerramento.
Aprendiz 4: o Sócio
Também estou acompanhando, claro. Pensei que seria mais diferente dos anteriores, mas o que mudou mesmo foi a premiação. Perdi o primeiro programa, mas dei uma olhada pelo bendito Youtube. Ficou parecendo o começo do Ídolos, com alguns candidatos patéticos que só foram colocados ali para provocar risos.
Assim como os anteriores, mais uma boa oportunidade de enxergar defeitos e erros comuns que cometemos na nossa vida corporativa. 
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mequinho
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22h34
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Rush - Snakes and Arrows
Jurei que só ouviria algo além de Far Cry com o CD em mãos, mas quando a Warner me respondeu que o nacional só chegaria no fim de maio, não resisti. Tarde de primeiro de maio, dia mundial do ócio, eu coçando em casa... por que não? Quis ouvir enquanto ainda fazia sol... mas aí já é maluquice mesmo hehe. Sei que tem disco que é tão horroroso e fantasmagórico que dá até medo ouvir no escuro, mas não era o caso aqui.
Minha primeira impressão de Snakes And Arrows foi, acredito, a mesma de muitos fãs: uma mistura de desapontamento com falta de empolgação. E você só tem como saber se isso foi um sentimento enganoso ou verdadeiro depois que escuta mais vezes, porque quando chega um álbum novo de uma banda que você ama, e que já está acostumado com os outros álbuns há 10, 15 anos, é inevitável que a cada mudança de faixa você fique com a expectativa de uma nova Freewill ou Spirit of Radio. Em se tratando de Rush, uma banda mutante por natureza, é claro que a assimilação tende a não acontecer rapidamente, e no primeiro momento é compreensível uma certa frustração. Imagine o fã dos anos 70 ouvindo pela primeira vez um Signals, ou Grace Under Pressure...
São 5 anos desde Vapor Trails, mas parece que foram mais. Snakes And Arrows é melhor resolvido, e com uma gravação decente. Claro que há momentos que lembram o trabalho anterior, mas no geral o clima é de uma mistura extremamente equilibrada dele com Counterparts, Test For Echo, Feedback e o solo do Geddy Lee, My Favourite Headache.

Olhando o tracklist, com as 13 músicas na ordem, nas minhas audições elas acabaram se dividindo em “grupos”. É como se Armor And Sword, Workin Them Angels e The Larger Bowl, que juntas montam o começo do álbum, competissem com Faithless, Bravest Face e Good News First, o “miolo”.
Armor and Sword tem um riff arrastado e “gordo” que lembra Rush antigo, e até um cheirinho de Pearl Jam mais a frente. Working Them Angels usa uma levada que dá até pra chamar de country (!!!), o que não deve espantar os fãs de uma banda que já usou influência até de reggae. Aqui já fica notória a utilização maciça de violões, com uma frequência e importância inéditas. O que foram os teclados para o Rush em álbuns como Power Windows e Hold Your Fire, hoje são os violões e instrumentos de corda para S&A. Se me contassem que The Larger Bowl era mais um cover gravado para Feedback, eu acreditaria. Quem gostou do EP lançado em 2004 vai adorar: além do arranjo, que parece terem achado num baú do final dos anos 60, o solo é lindíssimo! Mais uma vantagem sobre Vapor Trails: em S&A o Lifeson sola. Nada daquela conversa fiada de “camadas e texturas”...
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Música
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mequinho
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17h55
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O segundo “grupo” é mais Hard Rock que o primeiro. Faithless, em que Neil Peart tenta explicar porque não é um homem de fé (nesse sentido me lembrou a God do John Lennon, porém com um enfoque positivista, não de desilusão), começa com um vocal sussurado tipo Enya (!!!) ao fundo. Linda música, belo solo, e que pelo uso de melotron e violino, além do tipo de vocal usado, acabou lembrando o solo de Geddy Lee. Em Bravest Face, com uma letra no estilo Roll The Bones e Stick it Out, no sentido de “mexa-se! aguente firme, você consegue!”, o destaque é o vocal no empolgante refrão rimado, um dos momentos em que Geddy mais solta a voz. Música altamente motivacional e vibrante, digamos assim. Good News First começa rápida e totalmente com cara de Rush, mas de repente fica soturna e cheia de efeitos no vocal. No refrão tudo muda outra vez, e a música fica ultra-melódica e até radiofônica, especialmente na parte logo antes do solo.
Existe também um grupo das que não se enquadram muito bem nos outros dois. Começando pela pior: a inexpressiva We Hold On, que lembra demais o My Favourite Headache, tem aquelas infames guitarrinhas modernas fazendo “barulhinhos”, coisa que não combina mesmo com o Rush. Ainda bem que é a última faixa. Já Spindrift é simplesmente uma das melhores: o momento mais “Heavy Metal”, mais nervoso e tenso do disco, com um riff pesadíssimo ala Black Sabbath fazendo um contraponto a um refrão swingado no estilo Counterparts. O vocal também se destaca, com o Geddy cantando em tons altos como antigamente. Sem contar o Neil descendo o braço com gosto, principalmente perto do final, quando começa o fadeout. E quem não lembrou de Witch Hunt no comecinho? Resumindo: maravilhosa. Outra que é interessante é The Way The Wind Blows, talvez a mais diversificada: o riff e o solo são puro Blues, o refrão parece Country, há um riff típico de Vapor Trails ali no meio e, claro: violões, muitos violões. Se você quiser converter alguém para o Rush e a pessoa adorar sertanejo, não tenha dúvidas: essa é A música para se apresentar!
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Música
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mequinho
às
17h54
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O melhor eu deixei pro final. Nem precisa falar do que os fãs sentiram quando foi anunciado que o álbum teria TRÊS instrumentais, né? Tudo bem que as 3 são curtinhas, mas valeu a expectativa. Hope é um número solo do Lifeson no violão. Extremamente simples, não tem cara de violão clássico, como Broon´s Bane, está mais para um clima rural mesmo, country. Eu gostei, e não entendo como fãs dos anos 70 conseguem rejeitá-la (curiosidade: nos créditos aparece o tradicional humor do Rush). Já sobre Malignant Narcissism (Malnar para os íntimos... essa o próprio título já faz a piada), todo agradecimento dos fãs é pouco para o produtor Nick Raskulinecz: o cara tem um nomezinho desgraçado, mas se não fosse ele ter prestado atenção naquele momento em que o Geddy brincava com o baixo, num canto do estúdio, esse ótimo som nunca teria existido. Apesar de simples para os padrões da banda, é o oposto de Hope, cheia de virtuose e paradinhas ala YYZ. Sabe Where´s My Thing e Leave That Thing Alone? Então: não seria estranho se a chamassem de algo como Oh No That Darn Thing Again!.
As duas são ótimas. Agora, o que acontece em Main Monkey Business, é daqueles momentos especiais. Como já havia adiantado um review em inglês, os caras pegaram um riff de Cygnus X-1, mais especificamente aquele do verso “Through the void To be destroyed”, viraram do avesso, adicionaram uma base viajante cheia de violões e teclados e criaram mais uma instrumental antológica. Talvez pela presença maciça dos violões, ela não se parece com as antigas. Pelo vocal de fundo, Limbo é a referência mais próxima, mas bem sutilmente. Curioso é que eu reconheci ali no meio um riff nervoso parecido com The Unbeliever, do Iron Maiden, e o solo lembra o estilo do Steve Howe. É o momento mais progressivo e genial do álbum.
Acho que já deu pra perceber que a minha impressão inicial era passageira, não é? 
O Rush sempre foi uma banda que absorveu o melhor dos movimentos musicais ao seu redor. Hoje, como não existe nenhuma tendência “aproveitável” delineando os caminhos da decadente música POP, o jeito foi buscar inspiração neles mesmos. Snakes And Arrows não soa pretensioso: é agradável de ouvir e, do primeiro ao último minuto, passa uma impressão de que é o disco que eles estavam a fim de gravar, se divertindo pra valer. Não parece forçado, feito “na marra” ou tentando adaptar e vender a banda a fãs de emo, nu metal ou rock alternativo. Longe de ser revolucionário, mantém a tradição da banda em "mudar para continuar a mesma".
É complicado ficar comparando, mas neste momento diria que é o melhor desde Counterparts. Vence facilmente Vapor Trails não só pelo que eu já falei lá em cima, mas até pelo fato de ter 13 músicas, teoricamente um exagero, e apenas uma parecer desnecessária. Supera tranquilamente também Presto e Roll The Bones. Sobre outros, só o tempo dirá. Claro, isso tudo dentro do MEU gosto: tem fã de achou o melhor desde o Moving Pictures, e outros que consideram o pior álbum do Rush. Nos dois casos eu considero um exagero.
O que vale é que eu fiquei satisfeito. Por mim, podem tocar o que quiserem dele nos shows por aqui, lá por novembro ou dezembro, quando o NOSSO Papa, Peart Primeiro, nos visitar. 
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Música
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mequinho
às
17h50
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Megadeth - United Abominations
Apesar de eu gostar muito, o Megadeth nunca esteve entre as minhas 5 ou 6 bandas favoritas. Sou fã mesmo é dos clássicos dos primeiros discos, e do auge alcançado entre Rust In Peace (1990), Countdown to Extinction (1992) e Youthanasia (1994). Após o fiasco da época do Risk, não gostei da primeira tentativa de volta às origens, com The World Needs a Hero (2001), um álbum bem intencionado porém chato. Depois o Dave Mustaine ficou doente, “aposentou” e, sem surpresas, voltou em 2004 com o ótimo The System Has Failed, esse sim um álbum digno do nome Megadeth, independente de a formação ser totalmente diferente, com músicos “provisórios”.
A partir do final de 2006 vazaram os primeiros sons do novo trabalho: Gears of War e Sleepwalker já davam pinta de que vinha coisa boa pros fãs! Duas porradas: a Gears com seu andamento meio Symphony of Destruction, e a Sleep com riffs rápidos no estilo Rust in Peace. Aliás, mais que no estilo: a parte do solo parecia MESMO com o Rust!
Agora que saiu o disco completo, dá pra dizer sem medo: o Megadeth está sim de volta, definitivamente! As outras músicas confirmam as expectativas: United Abominations parece ser o elo perdido entre Rust in Peace e Youthanasia, como se fosse um quarto álbum daquele saudoso começo dos anos 90.

De cara o que mais me impressionou foi a enorme quantidade de solos. Não passa muito tempo até que um bom solo rasgado de guitarra apareça, fazendo com que você não sinta falta nenhuma de Marty Friedman. É um álbum nitidamente guiado pela guitarra, sem frescuras (no Metal não pode haver democracia nesse sentido: a guitarra deve aparecer mais que os outros instrumentos, sempre!). Confesso que tá difícil decorar os nomes dos integrantes desde que a banda voltou, mas tenho que dar os parabéns aos irmãos Gleen Drover (guitarra) e Shawn Drover (bateria), que já eram fãs antes de ingressarem na banda e com certeza motivaram o Mustaine a tocar Thrash Metal novamente. Tomara que continuem, pra que não vire a banda de um chefão mais uns zé-ninguém de estúdio...
Com exceção da versão piorada de A Tout Le Monde, numa regravação totalmente desnecessária (com a participação da Cristina Scabbia, que como vocalista é uma linda musa italiana), todas as músicas são boas. Além de Speepwalker, as que eu gostei mais foram a faixa-título, Blessed Are the Dead, Pray For Blood e as três últimas (Burnt Ice encerra tudo numa quebradeira nível Rust in Peace, coisa linda haha!). Aliás, olha o título dessas: Washington is Next, Amerikhanstan... precisa lembrar que o Mustaine está adorando falar de política internacional novamente? Sem contar a própria faixa-título, em que ele ridiculariza e avacalha a ONU.
Adorei. Tem saído discos muito bons em 2007, e esse com certeza vai aparecer em várias listas dos melhores. Passei vários dias viciado nele, até que chegou outro...
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Música
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mequinho
às
00h24
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Agora quem dá bola é o Santos!
Haha tá ficando até costumeiro ver o Peixe campeão. Quem diria! Quanto tempo eu tive de ouvir o clássico “seu time não ganha nada faz décadas” vindo de torcedores do “trio de lata” (LOL).
O São Caetano entrou muito seguro de si mesmo, acreditando que 2 a 0 era uma vantagem inalcançável, e o Santos administrou o jogo certinho. No fim, foi a velha história da camisa do time grande contra o pequeno, que fica sempre no “quase”... na hora H, parece que falta alguma coisa.
E uma dessas coisas, com certeza, é o Luxemburgo. O Luxa É FODA mesmo, não tem jeito. Numa final como essa com o São Caetano ele mostra o quanto está acima dos técnicos comuns. Escalou o time certinho, passou um vídeo na preleção que deixou os jogadores com aquela vontade de corrar atrás da bola como se fosse um prato de comida, e no segundo tempo, comprovando a sua estrela, colocou em campo justo o moleque que faria o gol do título.
Aliás, é só impressão minha que o Casagrande, que eu sempre considerei um dos melhores jogadores-comentaristas, tá dando uma bola fora por jogo? Por exemplo: no primeiro jogo com o São Caetano, foi só o Fábio Costa salvar uma bola difícil pra ele defender a sua convocação para a Seleção; não deu 10 minutos, o cara fez aquela cagada colossal, um pênalti que até a mãe dele marcaria. Domingo, quando o Luxemburgo colocou Carlinhos e Moraes, o Casa disse que era um erro, que o técnico tinha mexido mal. Aí o Moraes vai lá e faz o gol hehe... sem contar que, aos 30 do segundo tempo, ele disse que o Santos devia levar no banho-maria, dar uma puxada no freio, pra voltar mais disposto no segundo tempo(!!!). Alguns comentários têm sido bem no estilo “chutar o pau da barraca”, e independente dele estar certo ou não, dá pra notar o constrangimento do Cléber Machado e Arnaldo.
Mas voltando ao Santos: eu só espero que a garra demonstrada nessa final continue, pelo menos durante a Libertadores. Quinta tem um jogo teoricamente fácil, mas depois o bicho pega.
Winning Eleven
Começamos um novo camp. . O outro antecipamos os jogos importantes pra acabar mais cedo. Pra se ter uma idéia do ridículo da coisa: o segundo colocado estava a uns 10 pontos de diferença do líder, com uns 3 jogos a mais. Tem condições? 
O novo faremos uma Copa da Europa, com 6 times cada um (30 no total). Os meus: Inter, Manchester United, Atlético de Madrid, Mônaco, Werder Bremen e Olympiakos. Usaremos o WE Pro Evo Soccer 2007, com um option file editado.
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Esportes
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mequinho
às
22h08
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Lost - Eps. 15, 16, 17 e 18
SPOILERS! (o rly?!?!?)
A partir do episódio 15 da terceira temporada as coisas deslancharam de vez. Daqui até o final pelo jeito não haverá mais espaço para enrolação, ou episódios “floridos” (mas divertidos) como o do Hurley e sua infame Kombi.
No 15º, Left Behind, Kate é abandonada na vila dos Outros, da noite pro dia. Quando retoma a consciência, está no meio da floresta algemada a ninguém menos que Juliet. Estranhíssimo hehe! E em seu flashback, justo com quem ela se envolve? Com a ex-namorada do Sawyer, que a ajuda a rever sua mãe.
O que importa mesmo é que não teria sentido os Outros abandonarem a Juliet. Estava mais que óbvio que ali tinha coisa, que era algum esquema. E o passado dela, sua chegada à ilha com uma proposta de trabalho da Dharma, é mostrado no ep. 16, One Of Us, que dá pistas sobre os objetivos da companhia e de como Ben a convence a não voltar pra casa.
Os excelentes episódios 17, Catch 22, e 18, D.O.C, são quase um só. No 17, Desmond por muito pouco não cái na tentação de deixar Charlie morrer para que uma de suas visões se concretize 100% e ele possa reencontrar sua amada Penny, que aparentemente cairia na ilha de helicóptero se tudo acontecesse como na sua previsão. No último segundo ele se arrepende e salva Charlie. No 18, além de ficar claro que a Juliet se infiltrou (contra a vontade) no grupo de sobreviventes para tirar proveito da gravidez de Sun, acontece um momento chocante como há muito não se via: o grupo de Desmond encontra não Penny, mas a piloto do helicóptero, que, após ser socorrida por Mikhail (EPA!!! COMO ISSO???), quando Hurley pergunta se ela faz parte de alguma equipe de resgate, ela simplesmente responde que isso não faz sentido, porque... o avião em que eles estavam, do vôo 815, já foi encontrado, e todos os passageiros morreram!
Ai ai... agora segura a teoria do purgatório! E pior que não é isso, então, como já estamos acostumados a dizer no último minutos dos melhores episódios de Lost... WHAT THE FUCK!??!? 
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Cinema
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mequinho
às
00h08
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Threshold - Dead Reckoning
Durante a semana passada inteira escutei o novo álbum do Threshold.

Difícil eles decepcionarem. Como eu já postei aqui: Prog Metal sem firulas, sem enrolação, do jeito que presta pra alguma coisa. O álbum seria lançado como Pilot In The Sky Of Dreams, e mudaram de última hora para Dead Reckoning. Certíssimo, pois o título condiz melhor com o direcionamento um pouco mais pesado. Os teclados perderam um pouco de espaçao para os riffs, mas a melodia e as excepcionais linhas vocais permanecem intactas.
As primeiras faixas são pauladas, músicas bem diretas e agressivas, rolando até (quem diria) um vocal gutural básico em duas delas: Slipstream e Elusive. Apenas um versinho ou backing em cada uma (participação especial de Dan Swano), mas é o suficiente para provar que esse tipo de vocal está mesmo se tornando popular entre bandas distantes do Metal extremo. Funcionou melhor em Slipstream, soando meio desnecessário em Elusive (cá entre nós: não é QUALQUER frase que deve ser cantada com uma adorável voz de urso). Essa última tem um ritmo daqueles que ficam na sua cabeça fácil fácil. Entre elas fica This is Your Life, a menos pesada da trinca, mas legal também.
Hollow continua com o lado mais Metal, mas dá a primeira quebrada mais melódica, que chega pra valer na antiga faixa-título. O começo levinho e super melódico de Pilot In The Sky Of Dreams lembra um pouco o Dream Theater de Images And Words. Mas isso não dura nem 3 minutos, e logo a música acelera. É o tipo de som que combina mais com uma viagem de carro do que com um palco.
Fighting For Breath e Disappear são duas aulas de Metal Progressivo. A primeira é bem pesada, e na segunda o interessante é que ela começa com um pianinho parecendo um daqueles hits românticos dos anos 80 (I Like Chopin, lembra???), mas de repente entra o riff mais cortante e swingado do álbum, seguido de outro refrão marcante. Safe To Fly é a mais arrastada, e pelo teclado me lembrou alguma coisa do Savatage na época do Wake of Magellan. E One Degree Down, talvez a melhor, encerra o álbum com 8 fazendo uma espécie de mescla do que rolou antes. O solo e o belo backing vocal ao final te pegam fácil.
Tão bom quanto o ótimo Subsurface, que inclusive pode ser encontrado a menos de 10 reais em certas lojas online.
Categoria:
Música
Escrito por
mequinho
às
23h30
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