Primal Fear - New Religion

Muito bom o álbum novo do Judas Fear! Digo, Primal Priest! Ops, Primal Fear!

 

É a banda que melhor emula o Judas Priest clássico. Copiar de qualquer jeito é moleza, mas fazer isso com qualidade, só mesmo quem manja.

 

Pensa que é fácil cantar num tom absurdamente alto e agudo, como o Rob Halford dos bons tempos fazia com uma facilidade também absurda, e como o gigante Ralph Scheepers consegue logo na abertura, Sign of Fear? É assim o disco todo, com uma atuação espetacular do Ralph, a melhor da carreira do ex-Gamma Ray e talvez a que mais se assemelhe ao Metal God. Como diria aquele ex-jogador que adora levar vantagem em tudo, é brincadeira o que esse homem faz em músicas como Psycho Impossível algum verdadeiro fã de Metal clássico não cantar junto um refrão desses.

 

bacana esse "New Religion" feito no MS Word...

Outro momento que eu gostei demais foi Face The Emptiness: rápida, bem melódica mas sem excessos e com uma leve orquestração que lembra um pouco aquele clima AOR do Place Vendome, excelente projeto com o Mike Kiske. Minha preferida até o momento. Os riffs estão matadores e bem definidos, com um som de guitarras cortantes nota 10. A faixa-título gruda fácil na sua cabeça, numa linha que lembra o Fight. Pena que o refrão seja tão esquisito, parece fora do tom, sei lá.

 

Alguns álbuns do Primal realmente possuem um estilo repetitivo, mas os dois últimos são mais variados nesse aspecto, com a banda se arriscando um pouco mais. A função de ousar aqui cabe a Everytime It Rains, com seu começo muito parecido com Evanescence (nãaaaaaaao!!!!). Mas tudo bem, a música é linda e quem faz dueto com Ralph é a gatíssima Simone Simons, do Epica. Ufa!

 

 

Viper - All My Life

É chato falar mal de uma banda nacional histórica, que gravou um dos maiores clássicos do Metal brasileiro, Theatre of Fate. Mas como isso aqui é um BLOG, não tenho alternativa nem obrigação de ser político: o tal álbum de retorno da antiga banda do André Mattos é fraco, muito fraco.

Produção old school é uma coisa legal quando bem usada. Aqui ela só joga contra, deixando o álbum com cara de CD de banda pequena do meio dos anos 90. A sensação é essa mesmo: que se trata do primeiro disco de uma banda principiante de metal melódico brasileira, com algumas boas idéias sendo mal aproveitadas em meio a um som tosco. Isso é agravado pelos títulos, mais clichê impossível: Come on Come On, Love is All, Dreamer,  Do It All Again, etc. Ou seja, faltou aquele toque de criatividade com a maturidade que uma banda com anos de estrada deveria mostrar... a começar pelo nome das músicas.

Bons momentos? Dreamer, com sua levada ala Maiden antigo, a boa Cross The Line, que com um som bom ficaria 10, e a instrumental Soldier Boy.

Infelizmente o Viper saltou do bonde do Metal quando tentou fazer punk rock com o Coma Rage, e depois chutou de vez o pau da barraca com o trágico Tem Pra Todo Mundo. De 10, 12 anos pra cá, o mercado mudou, o público é mais exigente com as bandas nacionais do que em 1992 e já tivemos bandas bem sucedidas nessa linha deles, como o Angra, Shaaman e recentemente o Tribuzy. Não será fácil conseguirem voltar com um bom trabalho inédito, e o Viper de 2007 terá de lutar muito se quiser voltar a ser uma banda de verdade, não apenas uma nostalgia para os fãs incondicionais de André Mattos.


Categoria: Música
Escrito por mequinho às 21h15
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Vale a Pena Ver (e ficar nervoso) de Novo

Esses dias deu uma louca de parar com Winning Eleven, God of War, etc, e jogar pra valer algo bem antigo. Coisa de retrogamer: claro que sempre jogo velharias em emuladores, mas é raro encarar até o fim um game de 15, 20 anos, pegar um game de NES e ter paciência de ir até o final.

 

Escolhi um clássico absoluto: Ninja Gaiden II, um dos melhores games de ação 2D já feitos (o primeiro da série sempre achei um lixo, que hoje só serve pra passar nervoso). Não tenho mais um NES em casa, então comecei usando o ótimo emulador NESTERDC, que simula com perfeição um Nintendo 8 bits no Dreamcast. Já terminei o Castlevania II assim, mas dessa vez a coisa ficou preta: NGII exige que você movimente o personagem pra baixo muito rápido, e o controle do último console da Sega mais uma vez se mostrou ridículo, inviável para esse game. Por sorte, lá pela quarta fase, numa hora de extremo nervoso, quase um delirium tremens, me atrapalhei depois de uns palavrões básicos madrugada adentro e resetei tudo sem salvar...

 

Resolvi dar uma chance aos emuladores de PC mesmo. Meu PC é ligado à televisão e tenho um controle USB que parece muito com o do Playstation 2. O Nester não ficou legal, preferi o JNES, que deu conta do recado. Agora sim! Eu estava disposto a passar nervoso com o jogo em si, não com uma merda de controle tosco. Aliás, não sei como terminei Ninja Gaiden em 1992 naquele controle tipo manche de Dynavision 3...

 

Já falei que joguei pra passar nervoso?

 

Haha! Impressionante como os jogos antigos eram apelões. Assim como em Megaman, aqui os inimigos também ficam reaparecendo a qualquer recuada que você der na tela. Era um truque fuleiro (e extremamente irritante) que os programadores usavam para aumentar a dificuldade. Hoje em dia isso praticamente elimina a diversão de vários games daquela época, sobrevivendo apenas os realmente bons. E, como diria na Players, Ninja Gaiden II continua belo e implacável, perdão.

 

Em seguida coloquei Snake´s Revenge, a continuação não-oficial de Metal Gear. Foi um dos primeiros que eu e meu primo jogamos, lá por 1990 ou 1991. Mas aí a paciência durou pouco, e depois de uma olhadela em S.C.A.T., Heavy Barrel e outros, incluindo uma bizarra versão de Sonic, coloquei Ninja Gaiden III e, assim como seu antecessor, fui até o fim. A versão japonesa, a mesma que joguei em 1992, é fácil até demais, porém não tive saco de encarar a americana, desbalanceada e apelona demais. Na minha opinião esse jogo tem os melhores gráficos de um console 8 bits, ao lado do Batman Return of the Joker, que se aproximava de um jogo de Mega Drive. Sem contar a trilha sonora nota 10.

 

Nunca deixarei de jogar essas “velharias”.

 

Momento patético: quando estava terminando o NG2, fui colocar os fones de ouvido pra prestar atenção nuns detalhes, mas o plug que o liga no system caiu, e como estava escuro fiquei me sentindo o verdadeiro Mr. Bean procurando aquele puto daquele plug maldito no chão, enquanto o jogo continuava! Ainda bem que tinha mais um guardado... ha-ha. Até hoje não reencontrei o safado, nem vou tirar os móveis do lugar pra procurar, não.... vou é comprar outro pra deixar de reserva.



Categoria: Games
Escrito por mequinho às 21h01
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Paradise Lost - Requiem

Adorei o excelente novo álbum do Paradise Lost, Requiem.

 

Não sabia mais o que rolava com esses caras até ano passado, quando por sorte ouvi sem querer o surpreendente auto-intitulado álbum de 2005 (tá num post antigo, acho que junto com um sobre o AMoLaD do Maiden), que recuperou boa parte do peso perdido com a malfadada tentativa de se tornarem um novo Sisters of Mercy.

 

Requiem é melhor ainda. Muito mais pesado e mais gótico, com vocais rasgados intercalados com melódicos, dá pra dizer sem medo que é a continuação perfeita do clássico Draconian Times. Aquele era o “ponto” ideal em que eles deviam ter investido: nem Metal Extremo, nem comercial em excesso. Aqui também acontece isso: o melhor Gothic Metal do planeta está novamente nas mãos dos precursores do estilo, com muito peso e ao mesmo tempo refrãos grudentos, radiofônicos. A afinação das guitarras e alguns riffs em especial são puro Paradise Lost antigo.

 

 

E quando falo em “peso” é PESO, de banda de Metal mesmo, não aquela patifaria de algumas bandas que tocam massivamente nas rádios rock. Falo isso apenas porque li ontem um review até positivo, mas que fez uma comparação totalmente infeliz com uma banda inegavelmente comercial e picareta, o que pode afastar de antemão alguns ouvintes mais temerosos.

 

Gostei de todas, desde as mais acessíveis Praise Lamented Shade e Unreachable, até as mais Heavy, como Never For The Damned (um exemplo prático do que é Gothic Metal), Ash Debris e The Enemy. Quem curte vocais mais góticos vai adorar Beneath Black Skies, a mais “Sisters of Mercy” do álbum. O vocal da pesadíssima e excelente faixa-título é o que mais se aproxima do gutural de começo de carreira. Aliás em alguns momentos o Nick Holmes tem um timbre bem parecido com o do James Hetfield dos bons tempos.

 

Bom demais. Outro discaço desse ano que vale a pena comprar.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 21h50
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Heroes - Fim da Primeira Temporada

Sábado terminei a primeira temporada de Heroes.  Foi bom, mas agora que pude ler os comentários, finalmente entendi o que os fãs acharam decepcionante, como tanto se falou.

 

SPOILERS!!!

 

Os últimos episódios foram bastante trágicos, com mortes de vários personagens, reviravoltas e traições. Não esperava que Linderman e Thompson partissem tão cedo, e acho que as próximas temporadas perdem muito sem esses vilões. Já o Isaac dançou mais pelo seu poder de prever o futuro: não faria mesmo muito sentido sua presença permanente na série.

 

A história melhorou muito do meio pro fim, com os últimos momentos dos episódios dando aquele gostinho de “preciso saber o que acontece agora!”. Five Years Gone foi sensacional, mostrando um futuro alternativo bastante sombrio, em que NY realmente explodiu e pessoas com capacidades especiais passaram a ser discriminadas e isoladas tal qual em X-Men. Mais legal que conhecer os personagens envelhecidos e desiludidos foi vê-los agindo em conjunto, com um Peter Petrelli superpoderoso e seguro fazendo dupla com o Hiro samurai. Com certeza o melhor da temporada.

 

E o season finale tinha tudo para ser tão bom quanto. So What´s the problem, dude?!?!

 

Simples: o esperadíssimo confronto entre Sylar e Peter foi um completo fiasco. Sylar foi um puta dum supervilão, daqueles que faz você até torcer por ele às vezes, e o Peter tinha se tornado praticamente tão poderoso quanto, até por já ter se aproximado fisicamente do sujeito e consequentemente absorvido seus poderes. A tomada com Sylar no terraço, explodindo as mãos todo ansioso pela destruição histórica que causaria a seguir, aumentou ainda mais a expectativa. Só que, na hora H, os produtores resolveram tudo de maneira simplória, com outros heroes saindo rapidamente do combate, sendo que Peter e Sylar praticamente... não se enfrentam! Quem decide a parada é o carismático Hiro, cravando a espada nas costas do todo poderoso Sylar. Que, estranhamente, nem esboçou reação...

 

Eu esperava algo mais ou menos na linha do embate de Superman II, com ônibus sendo arremessados, hidrantes estourando, raios, pessoas correndo apavoradas, etc. Tudo com os outros heroes tentando ajudar, usando seus poderes de maneira criativa. Mas não: como foi feito, NY parece até uma cidade absurdamente deserta, como se a população já soubesse da bomba e tivesse fugido.

 

Mas essa tremenda bola fora não tira o mérito da série. Apesar da execução tosca do que seria o clímax de tudo, a conclusão em si foi corajosa, praticamente fechando um ciclo como se não houvesse novas temporadas a caminho. Agora em setembro começa a segunda temporada, com 11 episódios. Acho que aguentam mais algumas, até que as habilidades especiais comecem a se tornar repetitivas ou ridículas.

 

PS: em tempo: sem querer, acho que encontrei o Sylar brasileiro! Haha... mas deixa pra lá.



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 21h38
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Debate Bola, o que morre e desmorre! 

Sexta passada o Milton Neves confirmou que os seus programas na Record tinham batido as botas, sairiam do ar até o mês que vem. Vários jornalistas do depto. de esportes foram demitidos, e o próprio MN ficaria na geladeira até sabe-se lá quando (ou no frigobar, como ele disse).

 

E não é que hoje à tarde, em seu mesmo blog no portal do Ig, ele afirmou que os programas não vão mais acabar, que continuarão normalmente? Parece aquela gafe do sujeito que “não morreu mais”.

 

Se bem que normalmente não é bem verdade, já que o Godoy e o Dr. Osmar foram pra Band. O Osmar inclusive já começou hoje no programa da Renata Fan e do Neto. O Zé Bonitinho fará falta... e só meia-hora de duração é ridículo: no auge o programa chegou a ter quase 1 hora e meia.

 

O Terceiro Tempo sinceramente eu nem me importo muito, mas o Debate Bola acho inexplicável que a Record sequer tenha cogitado de tirar do ar, já que dá audiência e, pelo que dizem, é rentável. Sou testemunha de que com o tempo ele se transformou numa atração até pra quem não gosta de futebol, com as palhaçadas do Morsa, do saudoso Cacá Rosset e do próprio Dr. Osmar. Lembro um dia em que deram (seriamente) o Clovis Bornay como morto e ninguém se tocou; ou quando o Milton Neves corrigiu o português de um jogador (se não me engano o Viola), pra depois ver que ele que estava errado.

 

E o dia em que o Morsa e o Cacá saíram algemados por dois PMs? E os caixões? Haha inclusive o MN queria que o último programa tivesse o enterro do próprio!

 

Entrevista com um corinthiano

 

Haha sem comentários!

 



Categoria: Esportes
Escrito por mequinho às 21h24
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Candlemass - King of the Grey Islands

Demorei pra chegar a uma conclusão sobre o novo disco dos deuses do Doom.

 

Lógico: justo depois que os caras lançam um dos melhores álbuns da carreira o Messiah Marcolin, maior ícone do estilo, embaça durante a gravação do trabalho seguinte e abandona o barco soltando farpas, dizendo que não queria cantar “aquilo” que os outros integrantes pretendiam. O que ele queria dizer com “aquilo”? Será que o Candlemass afundaria novamente, ou o vocalista é que estava com frescura?

 

Candlemass bom = ótimos riffs + capas toscas!

 

Pelo jeito era a segunda alternativa mesmo. King of the Grey Islands parece uma mistura perfeita entre o Candlemass clássico com Solitude Aeturnus, outro gigante do estilo, de onde trouxeram o vocalista Rob Lowe. Em alguns momentos parece realmente que estou ouvindo o Solitude, até porque a diferença entre as duas bandas nunca foi muito grande, apesar dos timbres dos vocalistas não serem semelhantes. O Messiah tem uma voz mais chorosa, “operística”, e o Rob é mais vocal de Heavy Metal mesmo, um pouco mais rasgado e agudo.

 

O importante é que o mais legal do som da banda permanece intacto: um festival de (bons!) riffs emulando o Black Sabbath, que deixariam o Tony “Bigode” Iommi orgulhoso. O clima fantasmagórico e depressivo sempre aparece com mais destaque que os momentos rápidos, mas o Candlemass sabe usar essas passagens arrastadas com moderação, não parecendo uma insuportável “música ambiente para UTI”.

 

Gostei de todas as músicas. Só pra citar alguns exemplos, lá vai: Of Stars And Smoke, talvez a com refrão mais bonito e melódico, as porradas Devil Seed, Emperor of the Void e Demonia 6, a cavalgada em Clearsight e as mais alongadas e épicas Destroyer e Embracing the Styx.

 

Altamente recomendável para quem é fã de riffs clássicos de Heavy Metal e morre de saudade do Black Sabbath.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 22h10
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