Copa no Brasil

Não sou necessariamente contra uma Copa do Mundo no Brasil.

 

Por merecimento e importância que tem para o futebol, não existe país que mereça mais receber esse evento do que o nosso. Ainda mais que desde 1950 as outras “mecas” do esporte já realizaram até duas Copas (Alemanha, Argentina), e até o México já teve duas oportunidades (1970 e 1986).

 

O que dá raiva é ver que a Copa virá para este Brasil, cheio de problemas gravíssimos, com muitas outras prioridades, e dirigido por canalhas e ladrões. Se fosse um evento honesto, transparente e sem farra com o dinheiro público (aliás, o NOSSO dinheiro), vá lá.

 

Mas como ficar animado, se já na cerimônia de confirmação, realizada hoje na sede da FIFA, já assistimos à empáfia do Ricardo Teixeira ao responder a uma inevitável e natural questão sobre a segurança, ao ponto de retrucar a uma jornalista canadense dizendo que no Brasil não vemos estudantes enlouquecidos baleando colegas nas escolas, e que no Canadá os atletas brasileiros tiveram “problemas”?

 

Nessa hora você se questiona: será que algumas pessoas são mesmo tão, mas TÃO cara-de-pau, que são capazes de equiparar a violência do Brasil com a dos EUA e Canadá?

 

E a viagem dos governadores, usando o NOSSO dinheiro para dar uma voltinha inútil na Suíça e aparecer na foto?

 

E o Pelé? Cadê o Pelé nessa festa? Tinha até Paulo Coelho (!) e Dunga, e cadê o Pelé??? Como você abre mão do maior embaixador mundial do futebol apenas por birra, motivos pessoais? Lamentável.

 

(já colocaram panos quentes nesse assunto, mas acredite quem quiser)

 

Tem tudo para ser como o nosso “glorioso” PAN: antes, a promessa de investimentos privados, o Governo construindo metrô, uma ou outra coisinha, mais nada. Depois, a gente já sabe: rombo estratosférico no orçamento, estouro proposital nos prazos pra fazer tudo sem licitação, chantagem em forma de ameaça de vexame...

 

Que venha a Copa! Mas que, pelo menos, haja um mínimo de seriedade por parte desse pessoal. Se for tudo feito direitinho, juro que assisto até a Trinidad Tobago x Arábia Saudita no Morumbi.



Categoria: Esportes
Escrito por mequinho às 22h00
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Uns Filmes

Alguns filmes que vi nos últimos dias. Recomendo os três.

 

Bicho de Sete Cabeças: baseado no livro “Canto dos Malditos”, em que Austregésilo Carrano conta sua via crucis por manicômios e hospícios brasileiros. Quem interpreta Austregésilo, “Neto” no filme, é o Rodrigo Santoro. Após encontrar um cigarro de maconha em suas roupas, o pai dele o manda para um sanatório porco, imundo, verdadeiro depósito de loucos.

 

Uma vez eu vi uma entrevista no Jô em que um especialista na área contou sobre um hospício onde lavavam os internos com vassoura e sabão em pó. Nos anos 80 o Goulart de Andrade fez uma reportagem sobre o infame Juqueri, um chiqueiro. O filme retrata bem esse tipo de condição deplorável em que são largados os loucos brasileiros que não tem condições de ir para uma clínica decente.

 

Muito bom, mesmo com a trilha sonora de Arnaldo Antunes. Se bem que, cá entre nós, tem tudo a ver.

 

O Ano Em que Meus Pais Saíram de Férias: o indicado brasileiro ao Oscar 2008 (quer dizer, candidato a indicado) me pareceu no nível do Central do Brasil. Em 1970, enquanto o Brasil se prepara para a Copa do Mundo, um casal de jovens comunistas foge da repressão e deixa o menino do título com seu avô, prometendo voltar antes da estréia de Pelé e companhia no México.

 

Filme belo e bem “sessão da tarde” apesar do tema pesado que envolve. Assisti no dia do falecimento do Paulo Autran, que faz uma rápida participação especial. Gostei do modo como retrata a São Paulo daquela época, a convivência entre as colônias judaica e italiana, os jogos de várzea, etc.

 

Uma Verdade Incoveniente: excelente documentário sobre o Aquecimento Global. Al Gore recentemente ganhou até o Nobel da Paz por este trabalho, pois consideraram que um planeta em crise ambiental está mais propenso a guerras e matanças.

 

O ex-Vice Presidente americano mostra, de uma maneira fácil de entender, o que está acontecendo com a Terra, o que é esse tal “aquecimento global”, que todo mundo pensa que sabe o que é, mas não faz idéia da gravidade do assunto até ver algumas imagens e gráficos impressionantes que são mostrados aqui. O que professores arcaicos e chatos não conseguem fazer num semestre inteiro, ele o faz com uma linguagem super acessível, e até com algum humor.

 

Um lado interessante são as analogias que ele faz com o 11 de setembro. Uma delas está explícita, no gráfico em que ele mostra que se o nível dos oceanos subir conforme o previsto, a área dos atentados em NY ficará submersa. A outra, e que talvez não seja perceptível para a maioria dos norte-americanos, é que assim como o 11/09 foi a consequência da maneira irresponsável com a qual o problema do Oriente Médio foi tratado pelos EUA, podemos estar agindo da mesma forma com o problema da emissão de carbono, e quando uma quantidade de gelo do tamanho da Groelândia e do Ártico derreterem, não haverá mais volta...

 

Ah, caso você não se lembre, Al Gore era o vice de Bill Clinton, e só não se elegeu em 2000 devido àquele patético erro na contagem de votos, que acabou levando o Bush ao poder. Gore havia feito um “acordo de cavalheiros” para assinar o Protocolo de Quioto, que seria ratificado no seu mandato. Mas aí, infelizmente uma desgraça chamada George Bush chegou e tudo regrediu. Evidentemente que é impossível assistir a este documentário sem imaginar a que nível o rumo da Humanidade poderia ser diferente se os EUA não usassem mais cédulas de papel com furinhos em pleno ano 2000... já ouviu falar em Teoria do Caos?



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 22h08
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F-1

 

Adorei o resultado da corrida ontem! Tava torcendo muito pro Kimi levar o campeonato, não queria que a equipe Dick Vigarista ficasse impune. Pra você ver, até torcer pro azedo do Alonso na outra prova eu torci, de tanto que queria ver a Mclaren pagando pelo que fez.

 

Nada contra o Hamilton, que cometeu uma das maiores PIPOCADAS que já vi na vida. É como se o São Paulo, com 13 pontos de diferença, perdesse o Campeonato Brasileiro em 6 rodadas.

 

A Ferrari fez certinho ontem. Ali sim, não teria o menor cabimento deixar o brasileiro ganhar. Muito diferente daquela cena patética de anos atrás...

 

Aliás, o Zerorello quebrou com seu carro "verdade incoveniente", pra variar... nenhuma novidade. Ô carrinho bonito, mas ordinário!

 

Esse ano foi legal ter acompanhado a F-1. Teve disputa, pelo menos.

 

Ah, e o Nakagima atropelando o mecânico??? 2008 tem tudo pra ser mais divertido ainda: imagina o japonês fazendo trapalhada pra cima justo do Nelsinho Piquet, aí o Galvão, revivendo aquela época mágica do Senna, falando "ahhhh, ESSSSE é o Nakagima, sempre ele ho ho"...

 

Brasileirão

 

Chances do corinthians cair: 68%. Com 50 pontos não cai, com 49 dificilmente cai. (  )

 

Praticamente as mesmas chances do Santos ir pra Libertadores: 67%. Palmeiras 88%, Cruzeiro se não me engano 73%.

 

Romário de jogador e TÉCNICO no próximo jogo do Vasco será um barato (é, dispensaram o Celso Burroth). A preleção dele será naquele estilo "peitada" de quando ele tava no Fluminense. Vacilou, ele "implanta a filosofia" ali mesmo no gramado.

 



Categoria: Esportes
Escrito por mequinho às 21h20
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Street Fighter 4!!!

Essa semana a Capcom está realizando um evento especial para mostrar seus próximos lançamentos. Alguns anúncios bastante interessantes, como o port de Lost Planet para o PS3 e a volta do clássico Bionic Commando foram completamente ofuscados por uma BOMBA: o histórico anúncio de Street Fighter 4!

 

Muita gente até já tinha desacreditado que isso aconteceria um dia, principalmente depois que a Capcom japonesa vendeu os direitos da franquia para a sua divisão americana. Hoje em dia o mercado de games de luta nem se compara com que foi nos anos 90, se restringe basicamente aos grandes nomes em 3D (Tekken, Virtua Fighter, Soul Calibur e eventualmente Mortal Kombat) e ao 2D Guilty Gear, uma série bem sucedida mas apenas de nicho. A primeira versão de Street Fighter 3 saiu há dez anos, seguida de duas atualizações.

 

Será que abrirão mão de desenvolver o jogo em 3D? Porque, infelizmente, hoje em dia existe aquela “neura” contra jogos 2D, muito sujeito babaca deixa de jogar se o game não for em 3D. Daqui até saírem mais detalhes, essa com certeza é a grande discussão entre os jogadores, e a maioria, pelo que eu percebo nos fóruns, prefere o tradicional 2D, ou pelo menos algo híbrido como em Marvel vs Capcom 2.

 

Nova artwork do Ryu!

Recentemente a Capcom anunciou seu primeiro arcade de luta 2D em muitos anos, Sengoku Basara X, desenvolvido em conjunto com a Arc Systems de Guilty Gear. Claro que isso pode ser encarado como um teste pra avaliar a viabilidade REAL desse gênero em pleno 2007/2008.

 

Street Fighter 3 é um jogaço, eu ainda jogo Third Strike, seu último upgrade. Mas ele desagradou muita gente com seus vários personagens bizarros ou sem carisma. Se dependesse de mim, traria todo o cast original de Street Fighter 2 World Warrior, mais a Cammy, dois ou três gatos pingados de SF3, provavelmente Alex, Elena e Dudley, e o mais uns 8 novos. As músicas precisariam voltar às origens também: nada de funks, technos, metal brega, etc, mas músicas que pelo menos TENTEM ser marcantes e diferenciadas, como foram as clássicas.

 

Link da Gamespot com um teaser trailer ANIMAL para download:

 

AH, e hoje apareceu a primeira imagem do remake em Alta Definição de SSF2 Turbo:

  

  

Segundo o Sirlin, um dos produtores, haverá mudanças na jogabilidade, ou seja, ao contrário do que tinha sido afirmado farão mais do que simples mudanças gráficas.

 

Meu chapa Rodrigo da Cineplayers está fazendo um fotolog só de games antigos, só pra relembrar os clássicos. Dê uma conferida, clique aqui.



Categoria: Games
Escrito por mequinho às 22h58
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Rush:  mais um DVD!

Pois é: mais uma tour, mais um DVD obrigatório pros rushólotras de plantão!

 

Dessa vez o show escolhido foi o de Roterdam (Holanda pô!), na Aroy Arena. 

 

Galeria com fotos do show:

http://www.mojo.nl/concertphotos/concertphoto.asp?cphid=231&page=1

 

Eu acho bem normal uma banda clássica e grande lançar um DVD a cada turnê, a cada álbum de estúdio. Já foi o tempo em que se acumulavam 4, 5 ou até mais discos para só então se lançar um live album, que inevitavelmente deixava muita coisa boa de fora. Estamos na era do DVD, hoje é bem mais fácil registrar os shows e o fã de verdade adora esses lançamentos, não é um mercado em decadência com o de CDs.

 

E cá entre nós, como que uma tour com um set list cheio de raridades como esse não seria registrado com dignidade? O fã não fica desesperado atrás de bootleg? Então, por que não um release oficial, com som perfeito, etc?

 

Set List da Snakes and Arrows Tour:

 

Set 1:

Limelight

Digital Man

Entre Nous

Mission

Freewill

The Main Monkey Business

The Larger Bowl

Secret Touch

Circumstances

Between The Wheels

Dreamline

 

Intervalo

 

Set2:

Far Cry

Workin Them Angels

Armor and Sword

Spindrift

The Way the Wind Blows

Subdivisions

Natural Science

Witch Hunt

Malignant Narcissism

Solo do Neil Peart

Hope 

Distant Early Warning

The Spirit of Radio

Tom Sawyer

 

Encore:

One Little Victory

A Passage to Bangkok

YYZ



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 22h24
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Metal, A Headbanger´s Journey

Assisti a dois documentários excelentes esses dias.

Metal, A Headbanger´s Journey (Metal, Uma Viagem Headbanger), é obra do jovem antropólogo e metalhead Sam Dunn, que faz um levantamento completo sobre o estilo, mostrando suas origens, seus inúmeros sub-rótulos, como pensam fãs e músicos e, principalmente, o porquê de ser um gênero tão marginalizado e ao mesmo tempo tão inabalável.

 

Sabe aqueles especiais da TV aberta que se utilizam de cortes rápidos, falas curtas, que cometem omissões grosseiras? Então esquece, porque quem fez este aqui é entendido do assunto. Justamente por ser um autêntico fã de Metal, o autor sabe exatamente do que está falando, e consegue fazer um documentário que tanto é agradável para quem já acorda ouvindo Reign in Blood quanto é didático para quem mal conhece Enter Sandman e gostaria de aprender um pouco antes de falar besteira.

 

Entrevistas com mestres do calibre de Tony Iommi, Bruce Dickinson, Geddy Lee, Alice Cooper, Dio, Dee Snider, Tom Araya, Kerry King e Lemmy, todos inteligentes e sabiamente escolhidos a dedo, além de produtores, jornalistas e fãs, ajudam a entender o que define o tal “Heavy Metal”, abordando desde o som em si, inclusive as influências da música erudita, ópera e blues (exemplo de detalhe que um trabalho feito por leigos dificilmente traria), o visual, as letras e as maiores fontes de polêmica: o sexismo e a suposta ligação com o satanismo.

 

Sobre este último tópico, é bom que ele esclarece para leigos em geral a diferença entre o uso caricato do “satanismo” que as grandes bandas de Metal fazem, algo completamente inofensivo e mais para “festa de Halloween”, e o satanismo pregado pelas bandas de Black Metal norueguês, esse sim condenável. Dois dos melhores momentos vem justamente daí: as entrevistas com o Mayhem durante o festival Wacken, com os integrantes completamente mamados dando um vexame (uma mistura entre o discurso circense do Manowar e o Sex Pistols mal-educado versão 1996 - assista e entenda), e a com o posudo líder do Gorgoroth, defendendo a destruição de igrejas e parecendo um bruxo com taça de vinho na mão. Achei bastante interessante que o antropólogo explica que essa “guerra santa” na Noruega tem muito mais a ver com questões culturais milenares e específicas daquele país, cristãos versus vikings, do que com a música em si. Ah, e quem faz um comentário sensacional ao final desse segmento é Alice Cooper, o precursor do “rock horror show”. Assista e confira!

 

Outro momento muito bom é quando aparece Dee Snider em meados dos anos 80 defendendo o Twisted Sister das acusações do patético PMCR, um grupo liderado por dondocas reprimidas e sem nada de melhor pra fazer, dentre elas a esposa do futuro vice-presidente americano Al Gore (ele mesmo, o do Uma Verdade Incoveniente). Assista e veja um exemplo prático do que é o “rockeiro burro e maloqueiro” se revelar uma cabeça pensante e humilhar seus acusadores engravatados num tribunal. Impagável.

 

Uma delícia para quem, como eu, gosta de verdade do estilo. E como eu já disse, ótimo, até obrigatório para quem gostaria de entendê-lo um pouco melhor e falar menos asneira. Faltou algum detalhe? Sim, a discutível e leviana acusação de radicalismo e conservadorismo que o típico "metaleiro" sofre. Mas talvez a certeira frase final, mais de headbanger do que de antropólogo, encerre rapidamente o assunto:

 

“Desde que tive 12 anos, tive que defender meu amor pelo Heavy Metal contra quem o classificasse de forma de música barata. Minha resposta agora é que ou o sente, ou não. Se o Metal não te provoca essa envolvente sensação de poder, e não faz com que se arrepiem os pelos da nuca, talvez nunca o compreenda. E sabe o que mais? Tá tudo ok. Porque, a julgar pelos 40.000 metalheads que me rodeiam, estamos bastante bem sem você.”

Sam Dunn

 

Site:

http://www.metalhistory.com/



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 00h29
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Helloween - Gambling With the Devil

Dia 31 de outubro próximo, dia do Halloween para norte-americanos ou brasileiros americanizados, chega trabalho novo de quem mesmo? Halloween, claro. Ops, HELLoween, eu sei eu sei!!!

 

Gambling With the Devil... hum. Legal o título, mas quem andou apostando com o diabo nos anos recentes foi o próprio Helloween, ao despedir por telefone os ótimos Uli Kush e, principalmente, Roland Grapow. Na minha visão o resultado foi desastroso, culminando no abobalhado Rabbit Dont Come Easy (música de carrossel em 75 rpm, como definiu um amigo meu) e no decepcionante Keeper of the Seven Keys: The Legacy (ainda bem que não saiu como Keeper III).

 

Nas primeiras audições esse novo me pareceu tão fraco quanto os dois anteriores, confirmando que a banda tinha afundado mesmo. Ouvindo mais vezes até que melhorou bastante: se não chega no nível de Dark Ride, Time of The Oath e compania, pelo menos é o melhor desde aquela fase, com toda certeza.

 

 

Duas que eu gostei de cara foram Final Fortune e The Bells of the Seven Hells. A primeira parece saída direto do Master of the Rings, extremamente tradicional e simples, e The Bells, mais pesada, é mais ou menos o que eles já fizeram em Revelation. Outra muito legal é Paint a New World, com uma linha vocal muito boa e as melhores guitarras em harmonia do disco.

 

Eu considero o The Dark Ride o melhor álbum com Andi Deris, e por isso acabei me acostumando com I.M.E., a que mais remete àquele tipo de som. The Saints, Dreambound e Heaven Tell No Lies são mais melódicas e passam no teste também.

 

Mantendo a tradição, após a intro (em que aparece o Biff Byford do Saxon) vem uma música muito rápida e pesada, onde o Deris força bastante a voz num tom absurdamente agudo que dificilmente vai conseguir reproduzir ao vivo na mesma intensidade. Legalzinha, mas o refrão bobo ala Manowar prejudica um pouco. As Long As I Fall é a If I Could Fly da vez, mais comercial e genérica que a outra baladinha, Fallen To Pieces, que traz um dos poucos solos dignos de nota.

 

Agora, o que eles fizeram em Can Do It? Ok ok, o Helloween sempre foi uma banda “alegrinha”, pra cima, mas... peralá: isso aqui parece aquelas músicas de filme da Disney, quando todo mundo pára a história e começa a cantar pelas ruas! Fora os gritinhos estilo FRANK AGUIAR que o Deris comete!!! Rise And Fall era uma música alegre e vibrante, mas isso aqui é parece o Heavy Metal que se ensina na High School Musical. Fora o riff no começo, em que deram uma chupinhadinha em Holier Than Thou do Metallica. Forte concorrente a uma das piores músicas do ano.

 

Mas enfim, é o Helloween de sempre, arroz com feijão, metal melódico feito pelos “donos” do estilo. Não tem o brilho de antigamente, mas é uma boa recuperação. Pelo menos soa mais inspirado.

 

Numa escala de 1 a 10, seis e meio protestos tupiniquins contra festas de Halloween do C.C.A.A. Ou sete boatos de retorno com Mike Kiske e Kai Hansen...



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 20h49
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Scarface, Trilogia Bourne

Scarface - Tony Montana, descendente de norte-americanos, chega aos EUA no comecinho dos anos 80 beneficiando-se de um indulto que permitiu a milhares de cubanos visitarem familiares fora da ilha. O Fidel, que de bobo não tem nada, aproveita pra mandar no meio da leva alguns “presentinhos” pro Tio Sam: marginais e delinquentes de toda espécie.

 

Adivinha quem logo se tornará o imperador da coca na região?

 

Scarface é como qualquer filme bom de máfia ou gangsters: muita violência, recorde de palavrões (ao ponto de ficar até engraçado) e a famosa ascensão-queda, a história de uma saga com auge e decadência ao longo dos anos, o que faz esse gênero ser tão legal. Al Pacino com sotaque hispânico é incrivelmente perfeito, carismático ao ponto de você até se esquecer que ele é um traficante safado como qualquer outro.

 

Clássico maravilhoso, imperdível. A parte final é simplesmente espetacular e sozinha vale o filme: épica e hilariante ao mesmo tempo.

 

you fucking maricone! say hello to my litte friend!!! 

Trilogia Bourne - aproveitei o lançamento de O Ultimato Bourne pra tirar o atraso dessa série de espionagem.

 

Resuminho, com o máximo cuidado pra evitar spoilers:

 

A Identidade Bourne: um homem é encontrado por pescadores boiando e baleado no Mediterrâneo. Quem seria esse sujeito, poliglota, muito inteligente e com grande habilidade manual, mas que sofre de amnésia? A resposta: Jason Bourne, um super-agente secreto da CIA, do chamado grupo “black-ops”, usado para fazer serviços sujos ou “pouco éticos” para o governo americano.

 

A Supremacia Bourne: Bourne é acusado de participar de uma conspiração envolvendo russos e chineses, e agora além de fugir da CIA, precisa provar sua inocência em atentados recentes.

 

O Ultimato Bourne: agora com a memória praticamente recuperada, o agente inverte os papéis e parte pra cima dos seus criadores.

 

Além da ótima trama, o que chama a atenção são as perseguições de carro e lutas, bem acima da média. Eu sei que falar em “perseguição de carro” lembra um dos maiores clichês hollywoodianos, mas aqui elas são boas mesmo, com um realismo impressionante, assim como as lutas. É filme de espionagem internacional, com passagens em várias capitais da Europa e saltos fenomenais entre edifícios. Isso lembra alguma coisa? Hehe, a diferença é que o James Bond daqui não usa daquelas geringonças tecnológicas: Bourne usa praticamente duas armas permanentes: um celular e sua inteligência. Além dos braços, claro.

 

É o tipo de série que não faz o menor sentido assistir a apenas um, tamanha a continuidade. É na verdade um único filme dividido em três, e se você gostar do primeiro, com certeza vai querer conhecer o resto da história. Eu gostei muito e recomendo a quem gosta de filmes policiais e de espionagem cheios de reviravoltas.



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 22h53
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