Últimos de 2008

Só porque o furacão Death Magnetic (Magnetike?) já está passando não quer dizer que 2008 não tenha mais nada de interessante pra sair. Alguns lançamentos que eu espero até dezembro:

 

Motorhead - Motorizer

Já saiu. Ainda não escutei, mas já sei como é, afinal é o Motorhead. Bip-bip.

 

Evergrey - Torn (19/09)

Também já está disponível, devo ouvir esses dias. A banda disponibilizou a música Fail (epa!), que é bem no estilo In Search Of Truth / Recreation Day (eba!). Se você quiser conferir:

http://www.evergrey.net/mp3/Evergrey-Fail.mp3

 

Yngwie Malmsteen - Perpetual Flame (13/10)

Depois dos vexames nos últimos trabalhos, em que o egocêntrico sueco tentou produzir seus próprios discos e passou vergonha, dessa vez ele teve o bom senso de chamar Roy Z para ajudá-lo, o que deve melhorar o panorama pelo menos um pouco. Mas se depender do horripilante show recente que escutei, a união Malmsteen & Ripper Owens tem tudo para ser um dos fiascos do ano. Espero estar errado, mas...

 

AC-DC - Black Ice (17/10)

Oito anos sem lançar nada, mas parece que a espera será recompensada. O primeiro single, Rock ´n Roll Train, agradou todo mundo. AC-DC é uma das bandas que tem, merecidamente, licença para se repetir ad infinitum, então é muito raro darem bola fora.

 

Saxon - ??? (outubro)

Não divulgaram o nome ainda, mas está previsto para outubro. Será? Muito em cima, duvido que não seja adiado. Lionheart foi muito fraco, mas The Inner Sanctum foi um dos melhores de 2007. Se for no mesmo nível, ótimo. Ah, e as Inretes, aquelas chacretes cantoras que acompanham o INRI Cristo, gravaram sua versão para CRUSADER! Sensacional!

 

Rammstein - ??? (novembro)

Não foi confirmado o título nem a data. As últimas notícias que eu encontrei colocam como previsto para novembro, e segundo a banda será (ainda) mais pesado que Rosenrot e Reise Reise. Do Mutter em diante eles só lançaram discos bons,  duvido que percam a linha agora.

 

E tem um que infelizmente foi adiado para 2009: o novo do U2. How To Dismantle An Atomic Bomb foi excelente, e para o novo, que segundo os boatos se chamará No Line on the Horizon, parece que querem criar algo experimental no nível do antológico Achtung Baby. Difícil hein.

 

Mais Metallica (afinal é o Metallicaaaa pô \m/)

 

Tá foda, não consigo parar de ouvir, ler e conversar sobre essa merda. Algumas notícias, notas, etc.

 

Death Magnetic - mais uma vítima da falta de senso 1

 

Lembra da praga da compressão absurda nas gravações atuais, que recentemente foi motivo de matéria na Rolling Stone e que eu comentei aqui usando o Vapor Trails do Rush como exemplo? Então, novamente segundo a revista tem razão de ser as críticas que o som do Death Magnetic tem recebido, supostamente soando estridente e barulhento como tantos outros lançamentos recentes.

 

Resumindo o assunto: essa tal “compressão” consiste em deixar os álbuns novos com som altíssimo para que eles soem mais poderosos, fortes, “modernos”. Você pode facilmente comprovar na prática essa mania irritante comparando um CD antigo de alguma banda clássica com seu lançamento mais recente. Só para usar o próprio Metallica como exemplo: coloque o And Justice For All e logo em seguida o Death: a diferença de volume é absurda, e se você estiver escutando o primeiro num volume muito alto, prepare-se para tomar um susto quando mudar para o outro. Fica insuportável.

 

Duas perguntas que todo mundo tá fazendo: quem será o IMBECIL que decretou que “som mais alto = som mais poderoso”, e como que tantos artistas têm deixado seus trabalhos serem prejudicados por essa tendência idiota. E pasmen: segundo a RS, a versão para o Guitar Hero soa melhor que a em CD. Link:

http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=3504

 

Death Magnetic - mais uma vítima da falta de senso 2

 

Ia pegar a versão nacional em CD, mas depois de ler uma bem-vinda matéria no Whiplash, alertando sobre a porquice que fizeram, desisti. Devo pegar um importado, por alguns poucos trocados a mais. No CD nacional usaram caixinha preta, que apesar de ultrapassada eu até aceito dependendo do caso, e acabaram com a graça do encarte, que em qualquer versão decente possui o formato do caixão recortado.

 

O seja, colocam a venda por mais de 30 Reais uma versão capada, parecendo um pirata oficial das versões americana e européia, e depois reclamam de MP3, dólar, pirataria... na verdade sempre foi assim: o meu vinil do Ride The Lightning veio sem encarte, então desde cedo aprendi que as gravadoras daqui nunca respeitaram o consumidor. Agora estão na pior e, ao invés de enfatizarem as vantagens da mídia física e oficial frente à MP3 e aos “genéricos”, com encartes decentes que justifiquem o preço e tal, ainda agem como se fossem as rainhas da cocada preta...

 

Some Kind of Monster

 

Aproveitando o embalo, assisti ao famoso documentário Some Kind of Monster, que flagra a banda no fundo do poço durante as gravações do St. Anger.

 

 

A conclusão óbvia que fica: um documentário constrangedor, registrando uma fase melancólica e ao mesmo tempo tensa, que só poderia resultar num álbum desastroso. Eu mesmo, que costumo malhar o Bob Rock pela produção vergonhosa desse disco, tenho que reconhecer que ele tentou tirar leite de uma pedra que não tinha nada a oferecer.

 

Jason Newsted demitido por querer se divertir em projetos paralelos, James Hetfield internado em clínica de reabilitação, Lars Ulrich mais preocupado com quadros e fãs baixando músicas e do que com a própria banda, Kirk Hammett perdido, sem saber se faz ou não solos de guitarra... tudo isso acompanhado pela presença constante de um psicólogo espertalhão. Quem diria: um Metallica resmungão e cheio de chororôs precisando de um “técnico de personalidade” para definir seu rumo.

 

Deprimente.

 

Mas o vídeo tem momentos imperdíveis, e justamente por isso vale a pena assistir. Tem o Dave Mustaine de certa forma se rebaixando numa lavagem de roupa suja do tipo “discutir a relação”; o Lars perdendo a paciência com o surpreendente egocentrismo do Hetfield (sinceramente: ele até que demorou para soltar aquela série dos FUCKS! literalmente na cara do vocalista); a seleção de baixistas e o melhor de todos, que eu até postarei um vídeo.

 

Mais abaixo você confere o pai do Lars, Torben Ulrich, com sua barba estilo ZZ-Top, dando sua opinião er, sincera até demais sobre uma passagem viajante que seria usada em St. Anger. Se você não entende inglês, ele diz mais ou menos isso: “Olha, eu vou dizer: apagem isso.” Lars ri e comenta que mostrou o mesmo trecho para Cliff Burnstein, manager do Metallica, e ele adorou, achou muito bom. O velhinho insiste: “Olha, eu realmente acho que não. Apagem.”.

 

Torben Ulrich, meu novo ídolo.

 

Aliás outro momento cômico é quando se reúnem para uma audição das novas músicas. Hilário vê-los no estúdio prestando atenção naquelas músicas horrorosas e mesmo assim mexendo a cabeça com cara de “YEAH, THIS ROCKS! THIS KICKS ASS MAN! VERY GOOD!”.

 

Abaixo o vídeo com Torben e também: Lars explicando como se tira aquele som de bateria de lata e a intro invertida de Blackned, invertida (não entendeu? Confere aí que vale a pena!).

 

 
 
 



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 00h21
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Metallica - Death Magnetic

 

Demorou mas saiu! E valeu a pena!

 

A mudança de produtor trouxe um Metallica revigorado, e ainda que o resultado não esteja no mesmo nível de um Master of Puppets ou Ride The Lightning, ainda é incrível, muito bom.

 

O que é essa música de abertura? Clássico instantâneo.

 

Quantos riffs sensacionais!

 

E que sonzaço de bateria!

 

Será que esses caras nunca vão me decepcionar???

 

 

 

Ok. Agora adiante 17 anos no tempo, pare em 02 de setembro de 2008.

 

 

 

WOW! Esse demorou séculos! Parece que foi ontem que ouvia o Black Album pela primeira vez no saudoso Commando Metal!

 

Outro produtor, um novo baixista, mas o Metallica não deixa de ser Metallica nunca.

 

O que é essa música de abertura? Clássico instantâneo.

 

Parece que todos os álbuns deles possuem obrigação moral de já começar arrebentando tudo com uma arrasa-quarteirão. Se um dia eu tiver de ser uma primeira música de um CD, quero ser do Metallica, porque tenho certeza que jamais serei motivo de chacota!

 

Quantos riffs sensacionais!

 

Se o United Abominations do Megadeth é um álbum de solos de guitarra com algumas músicas no meio, o Metallica acaba de lançar um álbum praticamente inteiro só de riffs. Eles não estavam mesmo brincando quando disseram que tinham um arsenal de mais de 40 deles preparados, e convocaram só os acima da média para esse bombardeio riffal que é Death Magnetic. Chega a ser didático, uma apostila sonora de como uma guitarra deve ser usada no Metal.

 

E e que sonzaço de bateria!

 

Lars Ulrich soca o bumbo com gosto outra vez. Ele pode até não ser um Lombardo, mas uma coisa eu tenho certeza: ele sabe afinar uma bateria, sabe tirar um som decente de um kit, e nunca gravará um som que se assemelhe a, sei lá, latas Suvinil 20 litros sendo espancadas aleatoriamente por um deficiente mental.

 

O Kirk Hammett tem capacidade de fazer os solos mais alucinados e distorcidos do Thrash Metal, e mesmo assim se faz respeitar como um guitarrista sério. Interessante ele tocando aqui como se tivesse ficado um tempão sem solar.

 

Imagina, ele sem solar. Seria um desperdício de carreira, ele jamais faria isso, o homem que criou solos como o de Unforgiven. Seria como o Metallica jogando anos de carreira no lixo ao abandonar o que sabe fazer de melhor.

 

E eles deixam bem claro em pancadarias como a My Apocalypse, que começa lembrando Harvester of Sorrow e descamba num bate-estacas nível Damage Inc, que isso não irá acontecer.

                                                  

Pancadaria que também ocorre na melhor de todas, a que já virou unanimidade: All Nightmare Long. Você conhece Disorder, o single que o Slayer gravou com Ice-T? Pois o riff é bem parecido. Só que a Disorder, apesar de muito legal, fica do mesmo jeito do começo ao fim, enquanto que All Nightmare Long é outro nível, mais variada e com quase 8 minutos de guitarras aceleradíssimas. Uma das melhores da história do Metallica, e com certeza concorrente a melhor de 2008. Espetacular, uma verdadeira GUERRA em forma de Heavy Metal!

 

The End of the Line e Broken, Beat And Scarred são como “músicas volante”: não são os maiores destaques do time, aparecem mais para “somar ao grupo”, mas o trabalho como um todo não seria o mesmo sem a presença delas. São ótimas, na verdade. O riff principal da primeira lembra as palhetadas características do Kill Em All, e o solo tem tanto efeito wah-wah que parece até o Mick Box (Uriah Heep). Já a Broken tem um andamento mid-tempo, mas lá pela metade vira um puro Thrash daqueles de abrir rodinha em show.

 

The Judas Kiss é outra porrada, com (mais um!) riff sensacional. Mas aqui o que empolga também são as viradas de bateria. Juro que machuquei meu dedo indicador tentando acompanhá-las. Sinal que funciona!

 

The Day That Never Comes é a nova versão de Fade To Black. Típica balada que vira pancadaria da metade em diante (“como um trem”, conforme definiu Lars uma vez sobre One). É típica ao ponto de a parte lenta reunir todos os clichês possíveis para um balada do Metallica.

 

 

Mas é muito boa, ao contrário de Unforgiven III, que soa mais perdida que a ilha de Lost. Ela realmente não parece ser do mesmo disco que tem All Nightmare Long e My Apocalypse. E a coitada não chega nem perto da original, que é um clássico não só do Metal mas do Rock em geral.

 

Engraçado, é como se ela pertencesse ou fosse resquício de uma outra era, outra fase da banda, mais comercial...

 

E por que diabos 3? Unforgiven 3? Onde está a parte 2, WTF?!?! Ah, já sei! Eles adoram Rush, então é tipo uma daquelas brincadeiras nos nomes das músicas. Haha gostei.

 

Por falar em Rush, os canadenses são apenas uma das influências que ficam latentes na Suicide And Redemption, mais uma excelente instrumental no currículo desses cidadãos.

 

Aí vai a receita:

 

 - pegue Main Monkey Business do Rush (oba!)

 - misture a Bad Horsie, do Steve Vai

 - adicione uma colher de chá do peso de To Live Is To Die (yeah!)

 - convença o James Hetfield que o Satriani do Metallica é ele!

 - se não der, chame o próprio Satriani para solar na metade da música

 - coloque um pouquinho de Dream Theater logo após (cuidado pra não fritar!!!)

 - fale pro Lars (tentar!) mostrar o que ele faria se fosse Bonham. Antes que a música acabe, vai!

 

Pronto.

 

Será que esses caras nunca vão me decepcionar???

 

Tenho certeza que não. Foram nada menos que 17 (deus, DEZESSETE!) anos de espera. Há muitos fãs hoje que sequer viram o Metallica lançando um álbum de estúdio!

 

O Brasil não era nem TETRA!

 

Pelo menos agora é possível dizer, novamente: vou poder comprar um novo álbum do METALLLICAAAAAAA!!!!

 

Sim, esse merece.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 01h39
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