Queen + Paul Rodgers - The Cosmos Rocks

O correto não seria Queen - Freddie Mercury?

 

Quando surgiram os boatos de que a banda voltaria mesmo sem um dos vocalistas mais insubstituíveis de todos os tempos, eu também fiquei irritado. Falou-se que George (eca!) Michael (ECA!!!) assumiria o posto (acabou assumindo outras coisas...), e o ótimo Jeff Scott Soto também foi citado entre os possíveis substitutos.

 

Mas, peralá: será que valia a pena cogitar uma volta do Queen sem o Freddie Mercury? Isso não parece tão nonsense quanto Beatles sem John Lennon?

 

Menos mal é que tiveram o simancol de deixarem claro que se trata de Queen AND Paul Rodgers. Aquele Queen clássico, que nunca sequer passou por uma mudança de formação em todos os seus álbuns, obviamente está morto e enterrado. Eles também sabem disso, não querem ludibriar ninguém e já deixam claro na capa e em todo material de divulgação. Detalhe que, por exemplo, o “Thin Lizzy” de John Sykes não se preocupa.

 

Há cerca de 3 anos o grupo (sem o baixista John Deacon, que não condenou a idéia mas não estava a fim de voltar à rotina de uma banda de rock) fez uma bem sucedida tour, registrada no ao vivo Return of the Champions. E agora lançaram esse The Cosmos Rocks.

 

É bem o que se poderia esperar da união do Queen com Bad Company, a antiga banda do Rodgers. Não ficou com cheiro de caricatura, com o vocalista tentando imitar uma lenda como o Mercury. Existem sim momentos em que é possível imaginá-lo cantando, onde ele se encaixaria perfeitamente, como Time To Shine. Mesmo assim, aqueles backing vocals característicos, uma das marcas registradas do Queen, nem são usados com tanta freqüência.

 

Apesar do título, há muito mais baladas do que músicas agitadas ou pesadas. São muitos momentos cadenciados, e eles mandam bem especialmente em três: Small, We Believe e Some Things That Glitter, três baladas realmente muito bonitas.

 

Through The Night também é bela, e uma das que mais mostram como seria o Bad Company com a guitarra do Brian May.

 

No lado mais Hard / Classic Rock, duas que se destacam são Cosmos Rockin e Warboys, justamente a abertura e o encerramento. O single, C-Lebrity, também é pesado, mas não gostei.

 

Não é um álbum perfeito, maravilhoso: é apenas um bom disco do que hoje se classifica como “classic rock”, com uma sonoridade 100% final dos anos 70/começo dos 80. Mas é muito melhor ver esses caras lançando material novo, seja lá com qual nome usarem (Queen Turbo, Queen Reloaded, Princess, etc), do que um puta guitarrista como o Brian May ficar parado. E se for com um sujeito “do ramo”, como o Paul Rodgers, tudo bem.

 

 

AC/DC - Black Ice

 

"Tudo que você precisa saber sobre o AC/DC é isto: nós paramos de crescer musicalmente quando tínhamos 17 anos. Quando você tem 17, você escreve músicas as quais você espera que atraiam outros jovens de 17 anos. E nós ainda escrevemos músicas para jovens de 17 anos."

 

Quem fala isso é o Angus Young, guitarrista e alma dessa lendária banda. E, apesar de a música dele certamente não atrair apenas jovens de 17 anos (infelizmente a maioria dos jovens de 17 em 2008 acham que Fresno e NX Zero são o Rock...), ele define bem o que é o AC/DC: eles vão fazer o mesmo som eternamente, goste você ou não, queiram os críticos de plantão ou não.

 

E será que eles estão errados? Será que alguém, em sã-consciência, espera algum dia ouvir um AC/DC “maduro”, flertando com jazz ou escrevendo letras “adultas”? Quando o Angus baixa o calção escolar e mostra a bunda nos shows, a mensagem é clara: fazemos o que amamos, nossos fãs adoram isso, vamos continuar assim e foda-se quem não gostar.

 

Black Ice é um dos melhores álbuns de 2008 por ser extremamente simples, agradável e eficiente! São quinze músicas que passam voando, sendo que nenhuma chega aos cinco minutos. Ironicamente, é até uma pena isso, porque algumas poderiam ser um pouquinho mais longas, como Rock ´n Roll Dream.

 

Aliás, nada menos que quatro possuem Rock´n Roll no título, e a carro chefe é uma delas: Rock´n Roll Train já nasceu clássica!

 

Não há muito o que falar: o disco inteiro é bom, “pega” rápido, é lotado de bons riffs (claro) e é um caso raro de álbum de banda “dinossauro” que soa tão bom quanto os seus clássicos. Aula de Hard Rock.

 

AC-DC é tão legal que mereceu até uma versão do clipe de Rock´n Roll Train no Excel!!! Olha que coisa de doido (as macros precisam estar ativadas para que funcione).

 

http://www.acdcrocks.com/excel/acdc.xls

 

Malmsteen - Perpetual Flame

 

Abaixo segue a tradução livre de um bilhete encontrado no bolso de um empresário musical sueco:

 

“Querido amigo, a coisa tá preta. Faz quase 10 anos que você não lança um disco decente, e a chapa tá esquentando pro seu lado. Você já foi considerado um TOP 3 mundial da guitarra, e hoje já tem fã achando que você dedilha as cordas usando luva de madeira.

 

Seguinte: você vai tomar as seguintes providências:

 

1-contrate um produtor de primeira e dê carta branca a ele;

2-ouça novamente Rising Force, Marching Out e Seventh Sign;

2-jure, por escrito, que nunca mais vai fuçar naqueles botõezinhos da mesa de som;

3-aqui está o endereço de um sujeito bacana: Andy Sneap;

4-quando quiser um som mais prog, anota aí: Arjen Lucassen. Esse nem mora tão longe;

5-cuidado: Ripper Owens é como o Lula: popular, mas não é Midas, que onde toca vira ouro;

6-escute mais um pouco Rising Force, Marching Out e Seventh Sign. Notou a diferença?

7-pare com essas capas ridículas! pelo amor de deus cara!

8-desista, você não é cantor; reserve essa voz de bêbado às sessões de karaokê com seus puxa-sacos;

9-já que não quer o Jeff, chame pelo menos o Michael Vescera;

10-só lance um álbum novamente quando possuir composições dignas da sua carreira.”

 

Infelizmente, ele morreu atropelado e não conseguiu entregá-lo ao seu destinatário.

 

E eis que, em outubro de 2008, Perpetual Flame chegou às lojas.

 

Programa Music Box

Estreou dia 15 último o programa Music Box, na emissora UPTV.

 

Transmitido exclusivamente online, vai ao ar às 18h, toda quarta-feira, e é apresentado por Melissa Stranieri e Marina Senedesse. A Marina é vocalista da banda Seven Notes, antigo Aura, que fazia covers do Nightwish e Evanescence É um programa de entrevistas voltado ao meio musical. Já participaram a banda folk Merrow, o DT Cover (Dream Theater) e o Seventh Seal, banda de metal famosa na região do ABC Paulista. O próximo é imperdível: Beatles Forever! Esse eu não perco.

 

O link da emissora: http://www.uptv.com.br. O vídeo do programa mais recente fica em arquivo.

 



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 00h42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Filmes

 

Tenho assistido a menos filmes porque ando vendo todo o conteúdo do excelente site Gametrailers (www.gametrailers.com), principalmente o sensacional Angry Videogame Nerd.

 

Vou comentar bem rapidinho sobre os últimos que vi. Fora os que fui ao cinema, claro: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, com suas referências ao Eram Os Deuses Astronautas, livro que me fascinou quando eu tinha meus 11, 12 anos, e o espetacular Batman The Dark Knight.

 

O Caçador de Pipas realmente é um filme bonito, mas não tão belo quanto eu esperava. A história é boa, sobre o refugiado afeganistão que, já adulto e vivendo nos EUA, volta ao país natal para tentar remediar uma traição que cometeu na infância.

 

É bom, com algumas cenas fortes e outras tocantes, mas seria muito melhor com uma solução mais convincente no desfecho. Um protagonista que lembra o desajeitado Monk (aquele da série mesmo, o vidente) se transformar em Chuck Norris de repente, num determinado momento, foi um tanto forçado.

 

Se você gosta de filmes como A Vida É Bela e O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, provavelmente vai curtir.

 

Certamente eu não teria ido atrás de Stardust: O Mistério da Estrela, se dois amigo(a)s que nunca se viram não tivessem me recomendado. Quando é assim, não custa nada dar uma conferida, não é?

 

Achei legal, e se soubesse que tinha participação do De Niro, já teria visto antes.

 

É um conto de fadas muito bem feito, muito mesmo. Típico filme para se ver com toda família.

 

Só discordo quando o comparam com O Labirinto do Fauno (maravilhoso!). Tudo bem, ambos são contos, fantasias, só que as semelhanças param por aí. Enquanto um pende mais para o lado Harry Potter, todo feliz e otimista, o outro é infinitamente mais profundo e nem é recomendável para crianças.

 

Por falar no De Niro, é fato que ele ser um dos maiores atores de todos os tempos não garante que só faça filmaços.

 

O Amigo Oculto é um verdadeiro ENGODO.

 

Ele interpreta o pai de uma garotinha (a “encantadora por decreto” Dakota Fanning) traumatizada pelo suicídio da mãe. Os dois se mudam para uma casa bem isolada, para tentar seguir em frente e tal, porém coisas estranhas começam a acontecer, e a menina afirma que a culpa é de um amigo que só ela vê.

 

O filme inteiro se sustenta nesse mistério: quem será o tal amigo oculto? Um espírito? Só a imaginação dela? O vizinho?

 

Um amigo me disse que o final parecia o de Sexto Sentido, e foi isso que me despertou interessse. Só que a explicação é tão idiota, tão babaca, que é uma insanidade sequer comparar as duas obras. O Amigo Oculto é uma tremenda picaretagem, que te faz se sentir enganado nos minutos finais após tantos buracos que ficam com a solução usada.

 

Um que, se não é ruim, também não é nada do que eu esperava, é Sentinela. Vi o trailer no cinema, não lembro em qual que fui assistir, e fiquei bastante interessado, principalmente por ter o Kiefer Sutherland, o Jack Bauer da série 24 Horas. Recentemente surgiu uma oportunidade de pegar o DVD, aí lembrei e aproveitei.

 

Mas nem valeu a pena. É um filme policial comum sobre uma conspiração para matar o presidente americano. Nada de mais. Não há uma história mais sofisticada, uma trama sensacional, nada que se equipare a um Os Infiltrados. É filme de passar no Supercine e ninguém notar.

 

E que coisa curiosa: é muito menos divertido que o cult Stallone Cobra, que é ruim de doer mas, como não se propõe a ser nada além de um típico filme de ação dos anos 80, se torna muito mais divertido. Principalmente se você puder compartilhar entre amigos as gargalhadas na antológica frase

 

“Cretino... você adora dar tiro... eu odeio gente assim. Você é um maluco. Você é um... cocô. Eu vou matar você.”

 

Só que para a experiência ser plena, tem que ser a versão com a dublagem clássica, a que passa no Sistema B de Televisão. E dá pra achar fácil por aí...

 

Ah, outro dia, passando por uma banca no centro de SBC, vi uma capinha diferente de O Iluminado. Perguntei se era DVD mesmo, e então descobri a interessante coleção Cinemateca Veja.

 

É boa mesmo, principalmente pelo livrinho que acompanha, muito caprichado e com muitas informações e curiosidades bacanas. A série completa tem 30 filmes, e eu pretendo pegar uns 7, 8, principalmente clássicos como o 2001 Uma Odisséia no Espaço. Vale a pena.

 

 

Heroes - Terceira Temporada

Já assisti aos cinco primeiros episódios da terceira temporada dessa série que foi tão legal no começo, e que depois estragaram.

 

O estrago foi tão grande, que é muito difícil voltar a ser como antes, ao tempo em que a série chegou a ser comparada a Lost.

 

Aparentemente estão tentando voltar às origens, mas criaram uma bagunça tão grande na história, banalizaram tanto os poderes, ressuscitações e reviravoltas, que fica quase impossível levar Heroes a sério de novo.

 

Até porque as lambanças continuam. No terceiro episódio os produtores tinham uma possibilidade legal de deixar as esdrúxulas viagens no tempo de lado, e partir para uma fase inspirada no Superman II. Mas não: rapidinho resolveram tudo no ep. seguinte e as papagaiadas retornaram.

 

Ok, é série de super heróis, mas há momentos que simplesmente ofendem a inteligência de quem assiste. A audiência caiu muito (óbvio: estão achando que os fãs são trouxas, aceitam qualquer porcaria) e acho que a série não sobrevive muito mais tempo não. Uma pena: Heroes tinha um potencial enorme na primeira temporada, mas jogaram uma mina de ouro no lixo.

 

 

Terça Insana

 

Vi também o DVD do Terça Insana, o grupo de humor que há anos faz muito sucesso no teatro.

 

Sinceramente: pensava que era muito mais engraçado. Rir, mas RIR mesmo, só nas participações do ator moreno, o que faz a velhinha do curso de pobreza, e na parte da freira.

 

O resto, tirando um e outro quadro (são uns 20, todos filmados diretamente no teatro, como se você estivesse na platéia), são naquele humor que você acredita que é engraçado, mas se sente culpado por não estar rindo...

 

 

Karate Kid - Final Alternativo

 

Já que sobrou um espacinho, nada melhor do que um final alternativo e, er... humilhante para o Karate Kid.

 

  



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 21h54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Iced Earth - The Crucible Of Man

 

Sou obrigado a reconhecer: por mais que goste do Ripper Owens, o Iced sempre soará melhor com Matt Barlow, não tem jeito.

 

Os fãs mais hardcore acharam que não está no mesmo nível dos clássicos, mas por mim está ótimo assim mesmo. Realmente ele não traz novidades, até por ser a terceira e última parte da trilogia Something Wicked, mas, justamente por ser tão fiel à fórmula consagrada, mantém a banda diferenciada frente a outras similares.

 

Momentos que eu adorei: as “cavalgadas” animais em The Revealing; a belíssima A Gift or a Curse; The Dimension Gauntlet, novamente com palhetadas sensacionais na guitarra, além de backing vocals que fazem toda a diferença; I Walk Alone, com aquele clima grandioso e épico; Crucify The King, uma AULA de Heavy tradicional, e a última, Come What May, com uma performance emocionante e sensacional do Matt. Se você quer saber o tanto que esse cidadão canta, escolha essa!

 

Tomara que o Matt possa se dedicar 100% ao Iced, esquecendo essa história de ser policial.

 

Maiden Heaven - A Tribute To Iron Maiden

 

Ainda estou pra ver um tributo ao Maiden que seja 100% bem sucedido. Incrível como Maiden é difícil de fazer cover bom.

 

Este foi organizado pela revista inglesa Kerrang. Não é nenhuma maravilha, mas pelo menos não é um VEXAME como aquele tenebroso Numbers of the Beast, e tem versões interessantes. O tracklist tem algumas que chamam a atenção só de ver quem toca:

 

1- Black Tide - Prowler. Bem fiel. Ficou legal.

2- Metallica - Remember Tomorrow. EXATAMENTE como soaria o Metallica, numa garagem, tocando Maiden num ensaio, sem muita pretensão.

3- Avenged Sevenfold - Flash Of The Blade. Mesmo caso da Prowler.

4- Glamour Of The Kill - 2 Minutes To Midnight

5- Coheed And Cambria - The Trooper. Duas bem ruinzinhas, principalmente pelos vocais. The Tropper tem que ser interpretada com RAIVA, não com pompa, BARALHO...

6- Devildriver - Wasted Years. Justo essa com vocais de Black Metal? Haha! Até que ficou divertida…

7- Sign - Run to the Hills. A primeira bizarra, totalmente diferente da original. Adorei!

8- Dream Theater - To Tame A Land. Essa decepciona, porque esperava mais capricho, principalmente do Labrie.

9- Madina Lake - Caught Somewhere In Time. Outra do time das bizarras. Nada a ver com a original. Ficou meio Evergrey, meio Paradise Lost, com um clima gothic. Curti muito!

10- Gallows – Wrathchild. Tosca ao ponto de parecer com Gangland no início.

11- Fightstar - Fear Of The Dark

12- Machine Head - Hallowed Be Thy Name 

13- Trivium - Iron Maiden. Essas 3 são bastante fiéis e boas, e a do Machine Head realmente ficou matadora.

14- Year Long Disaster - Running Free. Fidelíssima à versão original, até na produção.

15- Ghostlines - Brave New World. Você já imaginou Iron Maiden estilo Bossa Nova? Merece destaque não só pela escolha da música, da muitas vezes menosprezada fase recente, mas também pela ousadia. Claro que não se trata literalmente de Bossa Nova, mas sem dúvida é o mais próximo disso que um cover deles já chegou. E sem fazer feio (eu não gosto nada de Bossa, diga-se).

 

 

Evergrey - Torn

 

Mais um álbum, mais uma vez a pergunta “será que volta ao nível de Recreation Day e In Search of Truth?”

 

E, novamente...

 

Porém, sem dúvidas, é melhor que os dois últimos, principalmente o tedioso The Inner Circle. Está bem mais Heavy. Ainda falta um pouco mais de teclados e de passagens prog. Quando não usa isso, o Evergrey faz um prog-power um tanto comum e repetitivo, por isso não empolga.

 

Nenhuma música é daquelas que ficam na memória, que você escuta e fica admirado. Só para citar algumas que curti: Broken Wings, Soak, Fail, Nothing Is Erased e These Scars, esta última com uma estrofe cantada (totalmente sem necessidade, aliás) por Carina Englund, esposa do vocalista Tom Englund. E o baixista novo é Jari Kainulainen, chutado do decadente e recém-finado Stratovarius.

 

Revolution Renaissance - New Era

 

Por falar em Stratovarius: o tal “disco perdido”, que o Timmo Tolki está lançando com esse nome de Revolution Renaissance, seria melhor se continuasse perdido em alguma lata de lixo finlandesa. Fraquíssimo.

 

Não adianta ter ótimos músicos por trás se o repertório é medíocre. O lendário Mike Kiske aparece em nada menos que CINCO músicas, e como o estilo é bem na linha Stratovarius antigo, no papel parece sonho para os fãs de de Helloween, né? Mas...

 

As radiofônicas I Did It My Way e Last Night On Earth são nível “dá pra ouvir”. Já as outras, a chatice e risco são por sua conta. Em Keep The Flame Alive ele chega a repetir um verso da A Tale That Wasnt Right.

 

A outra grande participação especial é do Tobias Sammet. Heroes é Stratovarius puro, e Glorious And Divine pode agradar quem curte os trabalhos dele junto ao Edguy e Avantasia.

 

Infelizmente, mais um álbum que será esquecido na vala comum do metal melódico. E a culpa com certeza é do próprio Tolki, que a partir do Destiny (1998) começou a se repetir de maneira impressionante, repetindo seus arranjos ala Malmsteen manjadíssimos em todos os álbuns. Por incrível que pareça, o disco de 2005, chamado apenas Stratovarius, foi a melhor coisa que ele lançou em 10 anos, justamente por variar um pouco.

 

A propósito: já imaginou uma banda permanente com ele e o Kiske? Dois “pancadas” se agüentando? O Tolki, num dos seus surtos esquizofrênicos, chegou a declarar que era Jesus Cristo, e o Kiske se faz de Cristo frente aos fãs de Metal... quem sabe daria certo.

 

Motorhead - Motorizer

 

Espaço acabando, então vou ser bem rápido: puta discão! Lemmy, o último fodão do Rock ataca novamente.

 

Lógico, não muda, é o mesmo Motorhead de sempre, e ainda bem que é assim.

 

Pancadaria que satisfaz em apenas 38 minutos, sem enrolação nenhuma. Uma das minhas preferidas deles é a clássica The Chase Is Better Than The Catch, e a nova The Thousand Names of God segue o mesmo estilo. Bom demais!

 

Em caso de dúvida, chame o velho Lemmão, que ele vai teach you how to sing the blues.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 13h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Isso é Yes? No!

Deplorável a decisão do Yes em realizar a tal turnê dos 40 anos mesmo sem o Jon Anderson.

 

Há alguns meses o vocalista ficou doente e recebeu ordens médicas de só voltar ao batente em 2009. Ou seja, a tour comemorativa seria, conseqüente e naturalmente, adiada. Mas não: semana passada a banda anunciou que fará a tour com ou sem ele, contratando um “zé ninguém” para o posto.

 

Dá pra piorar? Sim, dá! O Jon declarou sua decepção também por nenhum integrante da banda ter entrado em contato perguntando como ele estava, sobre o tratamento e tal. Apenas uma ligação fria do baterista Alan White comunicando sobre os shows com um substituto.

 

Olha, essa me surpreendeu. Pensava que as brigas tinham sido enterradas junto com os anos 80, e que aquele patético álbum Union tinha servido pelo menos para isso. Mas parece que Chris Squire, um monstro, um gênio do baixo, também é um rei da patifaria quando o assunto é $$$. Lamentável e triste. Yes sem Jon Anderson aconteceu apenas uma vez, no álbum Drama, e foi uma exceção histórica. Tour comemorativa sem ele, nessas circunstâncias de doença, além de uma atitude mesquinha só pode ser encarado como piada.

 

Rush...

Será que o DVD novo demora pra sair aqui?

 

 

...na Rolling Stone

 

A matéria na Rolling Stone, revista que sempre os desprezou, não é nada de mais, valendo apenas pelo ineditismo. É totalmente com cara de “oh depois de 40 anos descobrimos o Rush!”, além de admirar como a banda é cultuada, mesmo sem ser moda, por milhões de fãs “nerds” espalhados pelo mundo. Não acrescenta nada.

 

A reportagem sobre aquele traste da Amy “Gore” Winehouse é outra picaretagem, não estando à altura da ótima chamada de capa (“Na Lama com Amy”). Mais interessante é o artigo sobre o tal disco conceitual perdido do Zé Ramalho, Paêbirû: Caminho da Montanha do Sol. Não é meu tipo de música, lógico, mas difícil não se interessar pela história de um disco composto num local “místico” e que quase todas as cópias foram destruídas numa enchente, tornando as sobreviventes mais valiosas que o célebre primeiro álbum do Roberto Carlos.

 

...na Roadie Crew

 

A entrevista com Alex é mais voltada ao novo DVD e à tour de Snakes And Arrows, enquanto  Geddy faz comentários sobre a morte de John Rutsey, Brasil, Grace Under Pressure, T4E e outros trabalhos.

 

...no Make a Wish

 

Essa notícia saiu no blog Rush is a Band, e achei tão legal que traduzi pra colocar aqui. Mostra porque o Rush é uma banda incrivelmente bacana e tranqüila.

 

A fundação Make a Wish vai até crianças e jovens com doenças graves e, para motivá-las, tenta realizar um grande desejo. O sonho da Samantha era conhecer pessoalmente o Rush, e ela conseguiu.

 

Obs: tradução livre.

 

Eu olhei para onde, em breve, 10 mil pessoas curtiriam a banda que eu estava prestes a encontrar pessoalmente. Era surreal. Desde que eu tinha 4 anos, sonhava em conhecê-los. Sonhei com isso a maior parte da minha vida. Conforme fui crescendo eles se tornaram meus heróis.

 

Fui diagnosticada com câncer em agosto de 2007, e meu mundo mudou. As únicas coisas que continuaram importantes para mim foram a minha família e a música deles. Depois de 3 meses de tratamento, a Make-a-Wish (faça um desejo), uma organização sem fins lucrativos, veio até mim e disse que eu tinha direito a um desejo. Eu poderia escolher praticamente qualquer coisa, menos um carro ou uma piscina. As opções eram numerosas. Eu fiquei pensando nas coisas que poderia escolher até o dia em que eles vieram realizar meu desejo, e finalmente decidi: disse que gostaria de conhecer pessoalmente o Rush.

 

Na manhã de 20 de julho, eu e minha família nos dirigimos para o Verizon Wireless Amphitheater, em Charlotte, Carolina do Norte. Primeiro nos encontramos com o chefe da segurança da banda, Kevin Ripa, que nos mostrou o palco, os bastidores e os camarins. Conheci os técnicos que trabalham para a banda: Bucky, que cuida da guitarra, Gump, da bateria, e Russ, técnico do baixo e teclado. Pude até me colocar no lugar do Neil Peart junto ao seu kit de bateria, e segurar a Gibson es355 1976 de Alex Lifeson.

 

Depois fomos para os fundos aguardar pela chegada dos músicos. Esperei numa salinha de segurança e após isso voltamos ao palco para encontrá-los. Primeiro eu vi o Geddy Lee. Foi incrível. Ele sorriu e me deu um abraço. Começamos a conversar um pouquinho e então vi um homem numa camiseta branca e boné de baseball chegando próximo. Eu não percebi quem era, pensei que era só mais um sujeito qualquer, até que olhei novamente. Era Neil Peart, um dos meus heróis. Minha emoção veio à tona e comecei a chorar. Neste instante o Neil me abraçou. O último a chegar foi Alex Lifeson, muito descontraído e divertido de se conversar. Contei a ele que escutava sua música Hope direto durante minha quimioterapia, e que ela significava muito para mim. Ele sorriu. Depois de batermos um papinho, cada um se posicionou em seus respectivos lugares no palco para a checagem de som. Desci e fiquei observando na primeira fileira da platéia. Tocaram algumas canções, incluindo Subdivisions, The Trees e Ghost of a Chance.

 

Parei para pensar sobre onde eu estava, o que estava acontecendo. As memórias vieram todas de repente, fazendo eu esquecer todo o resto. Era como se eu estivesse num mundo perfeito e repleto de música.

 

Subi de novo ao palco e Alex tocou a Hope para mim, me fazendo chorar por tudo o que ela significou no meu tratamento. Quando a passagem de som acabou, eles autografaram alguns itens, incluindo minha cópia do Roadshow. Neil escreveu uma dedicatória. Contei a ele que minha doença era como as letras de Farcry, quando fala “tem dia que eu me sinto à frente da roda, e no dia seguinte ela está passando por cima de mim”. Ele também me deu os sticks que usou na bateria durante sua passagem de som. Alex e Geddy me deram um punado de palhetas. Geddy também me deu uma camiseta do Henhouse. Muito legais todos esses presentinhos. Pude dizer o quanto a banda e sua música significavam para nós, e também agradecer por isso. E então, acabou. Foram 2 horas maravilhosas, mas a noite estava apenas começando.

 

Nós ficaríamos na quinta fileira da platéia. Durante as primeiras músicas, Kevin Ripa me chamou ao palco. Depois de Ghost of a Chance, Geddy foi ao microfone e conversou com o público pela primeira vez. Após dizer olá, disse que tinham “uma tonelada” de músicas para apresentar, e completou “mas primeiro, gostaríamos de dedicar esta próxima para minha amiga Sam: é do Hold Your Fire e se chama Mission”. Mission é uma das minhas músicas prediletas, e quando conversamos o Geddy disse que era a que ele mais gostava de tocar.

 

Pela terceira vez naquele dia, chorei. Ver a banda tocando aquela música era algo indescritível, ainda mais por estarem dedicando especialmente a mim.

 

O restante do show foi fenomenal, e o dia como um todo foi inesquecível. Meu pai e eu fomos ao show em Atlanta dois dias depois (OBRIGADO PHILLIP!). Encontramos fãs que tinham ido ao de Chalotte também e me perguntaram sobre a dedicatória que o Geddy fez. Foi legal encontrar aquele pessoal. Expliquei que foram a Make-a-Wish e o Rush que fizeram tudo possível. Dois dias inacreditáveis! Obrigado Rush e obrigado Make-a-Wish.

 

Make-a-Wish é uma organização que realiza os maiores desejos de crianças com doenças graves. É maravilhosa. Eles proporcionaram esse dia especial para mim e fizeram de tudo para que fosse uma experiência sensacional. Funcionam totalmente baseados em doações. Se você quiser doar, se inspire conhecendo os desejos já realizados, ou se ofereça como voluntário em www.wish.org.

 

 

Finalizando, gostaria de deixar uma lista com minhas músicas favoritas do Rush: Resist, Mission, Test for Echo, Summertime Blues, Working Them Angels, Totem, Hope, Far Cry, Malignant Narcissism, Second Nature, Marathon , Force Ten, Everyday Glory. Os álbums que eu gusto mais são Test for Echo e Snakes and Arrows.

Obrigado por deixar que eu contasse minha história.”

Samantha Dyar



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 01h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


blogdomequinho.zip.net

 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem
MSN - sergiomequinho@hotmail.com
 
Histórico
 
Categorias
  Todas as Categorias
  Música
  Games
  Cinema
  Esportes
 
Outros sites
  Orkut
  Blog do Hagi
  Blog do Henrique
  Test 4 Echo
  Brazil Under Ice
  Cineplayers
 
Votação
  Dê uma nota para meu blog