Bem legal essa banda, que teoricamente toca o chamado death metal melódico. Sorriso

Os resquícios de death ficam mais pelos vocais guturais mesmo, porque no instrumental passa longe. Está mais para um prog metal com influência de metal extremo, mesclando vocais guturais com normais. É como uma mistura de Symphony X com Fear Factory e Arch Enemy.

Em várias momentos é possível perceber a mistura dessas três bandas que eu citei. Por exemplo, The Three-Dimensional Shadow, Morphogenesis e na faixa-título.

 Achei interessante. Nesse estilo, muito melhor que In Flames, por exemplo.

Journey - Revelation

Ano retrasado, quando o ótimo Jeff Scott Soto passou voando pelo Journey, pensei: ué, o que será que aconteceu? Ele é muito bom, por que será que não quiseram mantê-lo? Decepção

A resposta é esse Revelation. Tá na cara: os outros integrantes encontraram um CLONE de Steve Perry! Olho no dinheiro

O nome do sujeito é Arnel Pineda. Ele cantava covers numa banda filipina e chamou a atenção dos fãs no Youtube.

A semelhança dele com o vocalista clássico da banda é ainda maior que no caso Ripper Owens / Rob Halford. Tanto que a edição que eu ouvi vem com um segundo CD só com os maiores clássicos regravados. É incrível como ficou igualzinho! Em caso de dúvida, compare Dont Stop Believin e Separate Ways com as versões originais.

Quanto à banda em si, continua a mesma coisa. Pode até ser tachado de brega, datado, mas é melhor e mais caprichado que muita banda atual. Never Walk Away lembra Van Halen (fase Sammy Hagar) e Like A Sunshower é linda. E a última, The Journey (Revelation), é a instrumental onde o vocalista sai de cena para deixar os amigos soltarem suas lombrigas progressivas. Lembra o Yes da fase Trevor Rabin, e Steve Vai também.

Se você quer um CD de Hard Rock (AOR) que pega leve, com clima de anos 80 e ideal para ouvir na estrada ou num sábado enquanto lava o carro (?), recomendo!

Believe - Yesterday Is a Friend

Essa banda é polonesa. Mas como não sou o Massari, não é só por isso que vou falar que é boa. Piscadela

Não sei se é possível classificá-la como metal progressivo. É um som sinistro, triste, mas nada é escancaradamente pesado. E as guitarras são utilizadas com sutileza, inclusive dividindo espaço com um violino.

É mais soturno e depressivo do que virtuose, e mesmo assim as músicas são fáceis de assimilar. What They Want Is My Life e Mistery is Closer são duas que você escuta uma vez e já memoriza.

Se você gosta da vertente do Tool, Riverside, Pain of Salvation, pode conferir o Believe também.

Black Tide - Light From Above

O Black Tide está sendo "hypado" como a nova esperança do metal americano.

Fizeram um bom cover da Prowler no tributo da Kerrang ao Iron Maiden, que eu já comentei aqui.

Sinceramente, não vi nada de mais. Me lembrou muito a NWOBHM, um som bem simples. Até aí, tudo ótimo, mas não tem brilho, não tem aquelas músicas especiais que te fazem querer apresentar a banda aos amigos.

Potencial tem, e se você imagina que é uma banda de garotos de 20 anos (o vocalista tem 15 ou 16) tentando fazer Heavy Metal tradicional nos EUA, merece respeito. Mas não é nada que outras bandas novatas já não façam melhor (Trivium, por exemplo). De chamativo mesmo, só o cover da Hit The Lights (Metallica).

Kaiser Chiefs - Off With Their Heads

Outro álbum muito legal desses caras! É simples, é POP, mas tem qualidade!

Ano passado o Angry Mob foi ótimo, adorei. Esse novo é um pouquinho inferior, mas ainda muito bom. Li uma resenha falando que perderam a manha de criar hits... besteira: isso aqui é CD "chiclete", e no máximo na segunda audição você já decora as músicas. Tem vários potenciais hits aqui sim.

Engraçado que me lembrou mais Ramones que o anterior, tanto em alguns vocais quanto na letra de Never Miss a Beat, que é Ramones puro. Vários momentos são bem anos 80 também (Duran Duran, Clash, Talking Heads, etc), talvez por isso eu tenha me identificado.

Se você quer alguma coisa atual, que seja ROCK mas sem ser essas porcarias "indie", ou imundices emo, e nem seja hard ou metal, recomendo!

Guns N´Roses - Chinese Democracy

Ah??? O quê??? Saiu mesmo essa joça??? Surpresa

Bah, então perdeu a graça. Certas coisas são muito melhores quando não acontecem. É como o Rubinho: se ganhasse um campeonato mundial, o preço seria caro demais, o fim de um personagem, a perda do carisma. 

Chinese Democracy já foi tão avacalhado antes mesmo de nascer, já chega tão ridicularizado, que com certeza vai apanhar feito boneco do Judas em todo lugar, nem que seja por inércia.

E não é para tanto. Se você encará-lo como um álbum solo do Axl, automaticamente ele se transforma num produto muito mais decente. Medíocre, mas longe de ser um vexame.

Durante os mais de 10 anos de gravações e outros tantos milhões de dólares contribuindo para afundar ainda mais sua gravadora nessa época de MP3, Axl contratou um batalhão de zé ninguéns e mercenários para ajudá-lo. E lógico, nenhum deles com o talento de Izzy e Slash. Nesse sentido talvez seja o álbum mais bagunçado desde o Union, do Yes, em que hoje nem os próprios integrantes conseguem identificar quem gravou tal trecho. Só por isso já seria muito melhor o Axl lançar como projeto solo.

Problema maior é que as composições em si não tem nada a ver com Guns. Não é a mesma banda que gravou Rocket Queen, You Are Crazy, Mr. Brownstone, etc. Quase tudo é num andamento moderado e superproduzido, como se Axl quisesse mostrar o tempo todo que está amadurecido, adulto.

Quando ele tenta fazer algo mais heavy, mais como nos velhos tempos, comete "troços" como a ridícula Shackler's Revenge, com uns barulhinhos que deveriam ter sido esquecidos junto com o Nu Metal.

Outra coisa que testa a paciência são as irritantes batidas eletrônicas que aparecem enchendo o saco a todo momento. Será que ninguém teve peito para avisá-lo que isso não deixaria o álbum mais moderno? Quando o Guns estava no auge, lá por 1990, 1991, isso de fazer rock misturado a batidas dançantes virou moda, com bandas como Happy Mondays, Soup Dragons e outras. Do que adianta ficar com medo de emular sua sonoridade antiga, se você usa no lugar um truque mil vezes mais datado?

Mas, como eu disse, não é tão ruim assim. Tem momentos bons, como Better, Street Of Dreams e I.R.S. A If The World também é bacana, com cara de filme de 007 (um milhão de vezes melhor que aquela imundice Die Another Day, por exemplo). Para quem gostava do Guns de November Rain e Coma, Chinese Democracy não é "perda total".

Ah, e o Axl está cantando muito, muito mesmo! Esse detalhe foi o que mais me surpreendeu, porque ele faz a garganta funcionar como (aí sim!) nos bons tempos. Nesse ponto, ainda é como antes. 

O resto, não é Guns ´N Roses nem na China. Indeciso