Rogério Ceni, Santos, Brasil de 82

Dei uma olhada rápida em Maioridade Penal, a autobiografia do Rogério Ceni, que um amigo fanático pelo goleiro são-paulino adquiriu.

Achei interessante pelo formato: são 57 histórias que marcaram seus 18 anos de carreira, contadas de maneira bem simples e fácil de ler. É o tipo de livro que você não precisa ler os capítulos necessariamente na ordem.

 

 

Pelos trechos que li, percebi que ele até se preocupa em deixar claro que não guarda mágoas desse ou aquele episódio, porém as farpas existem sim nas entrelinhas.

O ex-goleiro chileno Roberto Rojas, aquele do episódio da fogueteira do Maracanã em 1989, que depois trabalhou no São Paulo como auxiliar da comissão técnica e até como treinador, é sutilmente cutucado em pelo menos duas ocasiões.

Já sobre Mário Sérgio, o único técnico até hoje que o proibiu de cobrar faltas, Ceni garante não guardar ressentimentos. Convencido

Nós fomos na festa de lançamento, numa livraria famosa em São Paulo. Estava muito lotado e desorganizado (me veio o nome Mondo à cabeça na hora, não sei por que...), e meu amigo viu logo que não conseguiria sua sonhada cópia autografada.

A bateria da máquina acabou e foi inevitável culpar o suposto narcisismo do astro, que teria sugado todo o flash. Riso

Foi bacana por ver tantas celebridades e figuras “folclóricas” do meio esportivo, como Osmar Santos, Fernando Meligeni, Marco Aurélio Cunha, Muricy, Neto, o pessoal do CQC, além de jogadores e ex-jogadores como Mauro Silva, Borges, Bosco, Milton Cruz e muitos outros.

O palmeirense Mauro Beting estava muito simpático e conversando e tirando foto com todo mundo. Quando eu falei que adorava ouvir suas palhaçadas junto com o Milton Neves, ele brincou “azar seu!”. Rindo a toa

Nasi do Ira! estava lá. Ah, o Andreas Kisser também. Aliás, onde ele não está? Em dúvida

Quem eu não vi por lá foi a Milly Lacombe. Por que será hein?

Mas enfim, para quem gosta de futebol e tem curiosidade sobre o que acontece nos bastidores, vale a pena. Jóia

Ah sim, o Santos! Não tenho muito o que falar. O Corinthians é um time medíocre, mas que tem um gênio plantado lá na frente. Um gênio gordo, velho, com joelhos remendados, mas que está humilhando zagueiros 10 anos mais novos. Falar o quê?

O Santos é mais medíocre ainda, e chegou a essa final não sei como. Comparar esse time com o de 2002 chega a doer nos ouvidos.

O vice já é uma vitória e tanto. Insatisfeito

E pra matar a saudade do que é (era) uma Seleção Brasileira de verdade, olha que vídeo lindo, mostrando 11 gols da inesquecível seleção de 1982:

 

De chorar! Triste



Escrito por mequinho às 00h28
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 Heaven And Hell Black Sabbath - The Devil You Know

Usando o pseudônimo Heaven And Hell, o Black Sabbath finalmente lança um álbum inteiro de inéditas.

O anterior foi o fraco Forbidden, de 1995, ainda com Tony Martin nos vocais. Depois disso, um decepcionante retorno com a formação original, que após mais de 10 anos rendeu apenas duas composições novas, incluídas como bônus no ao vivo Reunion, e mais três ano retrasado, para a coletânea que abordou apenas a fase com Dio.

Quando eu chamo de decepcionante o retorno com Ozzy, é porque eu esperava que fosse uma volta com tudo mesmo. Algo como o Iron Maiden fez, ou seja, gravando novos álbuns e seguindo em frente com dignidade.

Não foi isso o que aconteceu: Ozzy e sua “dona”, a asquerosa Sharon Osbourne, condenaram o BS a passar o resto dos seus dias como uma verdadeira atração de circo, como se fosse uma atração qualquer do seu festival itinerante Ozzfest.

Nada de músicas novas, nada de mudanças no set, praticamente nada de tours fora dos EUA... frustrante. Insatisfeito

O tédio e a morosidade ficaram tão insuportáveis, conforme os próprios Tony Iommi e Gezzer Butler confirmam nos extras do DVD Live From Radio City Music Hall, que a solução para não terem de tocar Iron Man e Paranoid pela milionésima noite seguida foi recrutar Dio e Vinny Appice e sair em turnê se concentrando apenas no material dos álbuns Heaven And Hell (1980), Mob Rules (1981) e Dehumanizer (1992), ou seja, um set list 100% diferente do que vinham tocando nos últimos 10 anos.

Após o grande sucesso do DVD ao vivo, lançado em 2007, eles decidiram continuar juntos por mais algum tempo, e o resultado é o ótimo The Devil You Know.

Conforme declarações recentes, o título é justamente o que os fãs mais atentos já haviam notado: este é sim o “velho diabo” que você conhece e gosta. Pode chamar de Black Sabbath à vontade, porque É! Diabólico

Todo aquele peso e som arrastado, característico dos álbuns com Dio, estão de volta. Atom And Evil já abre o disco com uma paulada do “pancadeirista” Appice, que martela a bateria com gosto! Maravilhosa!

Fear tem um riff sensacional do mestre Iommi (novidade...). O solo é lindo, e o efeito no vocal do Dio durante o refrão também! Apaixonado

Em seguida vem a que está se destacando como a preferida dos fãs: Bible Black. Uma típica música que começa linda, como balada, e logo se transforma no chamado arrasa-quarteirão.

Double The Pain, que começa com uma intro do Gezzer, só não tem refrão marcante, mas no resto é perfeita. Rock And Roll Angel já se aproxima ainda mais da sonoridade anos 80, e conta com mais um solo lindo do “bigode”.

Só após The Turn Of The Screw, outra com um senhor riff, vem a primeira com andamento rápido: Eating The Cannibals. Essa me lembrou a TV Crimes do Dehumanizer.

Até aqui, a sonoridade é a mais BS possível. A primeira surpresa surge no riff que inicia Follow The Tears, com uma afinação mais moderna e que me lembrou Bruce Dickinson solo ou até o Judas Priest da fase Ripper Owens. Ao lado de Bible Black, outra candidata a virar clássico.

A velocidade volta com Neverwhere, que parece uma homenagem ao Mob Rules de tanto que se assemelha no estilo. Quem até aqui estava sentindo falta de alguma coisa na linha de Neon Knights ou Turn Up The Night vai adorar essa!

Breaking Into Heaven encerra tudo trazendo de volta o clima arrastado que caracteriza The Devil You Know. Será essa música a despedida definitiva dessa encarnação maravilhosa do Black Sabbath?

Não sei, mas o que tenho certeza é que prefiro ver os pais do Heavy Metal dizendo adeus assim, a ficar esperando o Sr. Reality Show tomar vergonha na cara e aceitar gravar algo novo. A cada ano que passa tenho mais respeito e admiração por Iommi, Dio e Gezzer, e menos por Ozzy e sua esposa monstruosa, que faz dele um fantoche patético e decadente.

Ah, e outra certeza é que em maio estarei lá no Credicard Hall batendo palmas pessoalmente para os mestres. Jóia



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 01h06
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 Filmes, TV, etc

Último filme que vi no cinema foi Watchmen.

Adorei a história original em quadrinhos, mas também não sou um fã hardcore, daqueles que lembram de todos os detalhes.

Talvez por isso mesmo tenha gostado tanto da adaptação. Alguns amigos mais fanáticos não curtiram tanto quanto eu imaginava. E, ora ora, justo quem eu pensava que fosse detestar, adorou!

Como foi muito bem divulgado nas melhores críticas: quem assistir esperando um filme de heróis normal, tipo Spider Man, sem saber do que se trata, dificilmente vai entender o que é Watchmen.

 

Um que vi esses dias foi Wall-e. Eu não ligo muito para animações e desenhos, mas esse aqui fiz questão de ir atrás.

Muito bom, adorei! O carisma do robozinho é tão marcante que, como um crítico disse: as próximas animações vão ter muito trabalho para chegar perto do nível que Wall-e atingiu. Não deixe de ver. Jóia

 

Peguei emprestado Caminho Para Perdição (não para a perdição, como é tentador falar). Nunca tinha ouvido falar, apesar de ser filme envolvendo máfia, tema que gosto muito, e o elenco ter nada menos que Tom Hanks, o atual James Bom Daniel Craig e o inesquecível Paul Newman.

Se passa na época de Al Capone, durante a Lei Seca nos EUA. Apesar dos poucos momentos de ação, é bastante violento. Hanks é uma espécie de capataz e filho adotivo do chefão local (Newman), e precisa fugir quando uma reviravolta acontece em sua vida.

Bom filme, apesar de não chegar perto de Os Intocáveis, por exemplo. Sorriso

 

Agora, o troféu engodo desse post vai para Sombras do Mal. Passando mal

Ganhei o DVD há muito tempo, mas só agora, no feriadão, resolvi assistir.

Já disse que gosto de filmes de máfia, certo? Agora imagine um chamado Sombras do Mal, com o Roberto De Niro, e que na capa diz:

ele teve que enfrentar a máfia e a fúria de um marido traído!

Opa, deve ser bom para quem gosta do estilo, hein!

Há-há! Insatisfeito

Primeiro: o título em português não tem nada a ver com o filme. Nada. Na-da. Sugere uma trama tensa ou até macabra, quando o clima é de... quase comedia!

É uma mentira tão grande que seria como se os mesmos gênios traduzissem Corra Que a Polícia Vem Aí como “Perseguições Mortais". Na correria

Além disso, a já citada frase que vem na capinha, sugere o quê? Depois que você assiste, comédia, sátira, claro. Mas com ela impressa ao lado justo da figura do De Niro, um dos maiores intérpretes de filmes envolvendo máfia e crime organizado, é quase impossível não comprar gato por lebre.

E a sinopse, na contracapa? Sabe aquelas que contam mais da metade do filme? Que, depois do que ela conta, não sobra praticamente mais nada para acontecer na história? Pois é.

Ah, e a qualidade da imagem é exatamente a mesma de quando você passa aquele seu VHS caquético com cenas do Cine Privê para DVD-R. Um lixo. Passando mal

Pior que o filme em si não é horrível: é nível daqueles que passam no SBT, legendados, de madrugada. Mas nada além disso, tanto que é obscuro e se encontra pouca informação dele na net. Descobri que é uma refilmagem.

A cena com a freira picareta sendo literalmente chutada do bar para o meio da rua é a melhor.

Mas enfim, cuidado com esse DVD, porque mesmo nas famosas promoções de R$ 9,99 não vale a pena. Desanimado

Sugestão: guarde seus reais para E O Vento Levou, da coleção da Folha. Edição belíssima, em DVD duplo mais um terceiro com extras, e acompanhado de um livro cheio de detalhes do clássico. Dessa série, pretendo comprar Doutor Jivago ainda.

Big Brother, O Aprendiz, E24, Lost, etc

Gostei muito do resultado do BBB9.

Devido não só à chatice impressionante da insuportável Ana Carolina, mas também pela virulência e prepotência da sua torcida, acabei criando raiva dessa infeliz, e torci muito pelo tal “lado B”.

Principalmente pela Francine, que viveu aqui pertinho, em SBC e rendeu os momentos mais engraçados dessa edição. O Max mereceu, mas se dependesse de mim, pelo menos o segundo lugar iria para a Fran.

Estou achando O Aprendiz: O Universitário mais fraco que os anteriores. Ainda não “pegou no breu”, e eu não tenho nenhum palpite sobre quem pode ganhar.

O CQC continua excelente. Por mim, tirava apenas o CQ-Teste, único momento que eu mudo de canal, e o novo quadro Palavras Cruzadas, que não pegou. Em compensação, o Fala Na Cara é ótimo!

O , faz tempo que eu apenas zapeio, vejo quando me interessa o entrevistado. Semana passada dei sorte e vi o divino INRI Cristo, foi muito engraçado, como sempre.

E um programa novo que me chamou a atenção foi o E24, na Band. Lembra um pouco o também ótimo Profissão Repórter. São mostrados, em blocos de 4 ou 5 minutos, atendimentos no setor de emergência, desde fraturas expostas a enfartos.

Não é apelativo nem sensacionalista, muito menos tem um apresentador estúpido xingando a produção e fazendo discurso.

É apenas a realidade do que acontece nos hospitais. Não estava muito a fim de ver, mas como a Record jogou O Aprendiz para quase meia-noite, dei uma chance e gostei, não consegui mudar de canal.

Lost estou acompanhando, mas está ainda mais complicado (!) e acho bobagem querer entender tudo neste momento. Já Heroes parei de vez, não vi nada da temporada atual.



Categoria: Cinema
Escrito por mequinho às 00h59
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