Sexta, 15/05, fomos até o Credicard Hall conferir o Black Sabbath.
Estava praticamente lotado.
Ótimo show. Uma aula de Heavy Metal clássico com quem tem autoridade no assunto! ![]()
Mas poderia ter sido ainda melhor se alguns detalhes técnicos fossem sanados, e algumas opções dos músicos repensadas. ![]()
O som estava estridente, estourado e pode se dizer que até bizarro, com o volume da guitarra aumentando assustadora e repentinamente no meio das músicas. Semelhante ao que acontece no solo da Trashed, do Born Again.
Houve momentos em que o vocal simplesmente desapareceu, como na primeira parte de Bible Black. Os célebres “look out!” na Children of the Sea, pelo menos ali no setor onde estávamos, soaram RI-DÍ-CU-LOS, pois usaram um efeito de eco que fazia o Dio satirizar a si mesmo. ![]()
Não culpo mais a casa de espetáculos por esse tipo de problema. Ano passado assisti ao Queensryche na pista, e o som estava perfeito. Até o Dio mesmo, em 2000 ou 2001, também não teve problemas desse nível. Portanto, quem pisou na bola foi a banda, sua equipe, quem montou ou comandou a aparelhagem, sei lá.
Outro ponto negativo foi o chatíssimo solo do Tony Iommi em Heaven And Hell. Eu sei que é uma tradição, um costume que vem desde os anos 70, quando bandas como Rainbow e Led tocavam versões ao vivo de quinze, vinte minutos ou até mais de seus clássicos. Mas hoje, com toda certeza, a imensa maioria dos fãs trocaria os improvisos por duas ou três músicas completas, que fariam uma baita diferença no set.
Que, diga-se de passagem, é inferior ao registrado no DVD Live From the Radio City Music Hall. ![]()
Meu amigo e eu pensamos numa mesma alternativa que seria muito mais bacana: o “bigode” fazer um apanhado, um medley com alguns dos seus riffs históricos. Com certeza o público se empolgaria ao ouvir o de Into The Void, por exemplo.
Já o solo do “torturador medieval” Vinny Appice foi muito legal. Mais uma prova de que solos de bateria não são necessariamente chatos: é só saber fazer.
Outro destaque foi a performance do Gezzer Butler. A postura é idêntica à do Ian Hill do Judas Priest, mas o PESO, o punch que sai daquelas cordas, meu amigo... sensacional!
De todos os clássicos apresentados, o que mais empolgou foi Die Young. Time Machine também balançou o Credicard Hall, talvez porque muitos gente ali começou a curtir na época do Dehumanizer.
A maravilhosa Falling Off The Edge of the World compensou um pouquinho as lamentáveis ausências de Voodoo, Lady Evil e Sign of the Southern Cross. Uma pena também que apenas o comecinho de Country Girl tenha sido usado, já no encore.
Do álbum novo, tocaram Bibble Black, Fear e Follow The Tears. Rock´n Roll Angel poderia ser lembrada. Também gostaria que abrissem com Atom & Evil, já que deixaram Computer God de fora. Aliás, é um absurdo esta última ser preterida em favor de I, que de música obscura passou a roubar o lugar de outras melhores do Dehumanizer, como TV Crimes ou a própria Computer God.
Apesar de todos os problemas que eu citei, curti muito. Agora posso dizer, com muito orgulho, que assisti ao Black Sabbath com Dio, que vi Children of the Sea e Neon Knights ao vivo.
Um dos bootlegs que eu mais ouvi na vida é um com essa formação, tocando em 1992 em Boston, e no dia 15 de maio de 2009 ele meio que se materializou para mim. ![]()

pérolas!!! ![]()
Set List:
01. E5150
02. Mob Rules
03. Children of the Sea
04. I
05. Bible Black
06. Time Machine
07. Drum Solo
08. Fear
09. Falling off the Edge of the World
10. Follow the Tears
11. Die Young
12. Heaven & Hell
Encore :
13. Country Girl (só o começo)
14. Neon Knights
Roadie Crew Especial Classic Rock A Roadie Crew de maio está muito boa pra quem curte bandas antigas. É edição especial Classic Rock, só com bandas como Blue Oyster Cult, Nazareth, Uriah Heep, Budgie, Rainbow, Thin Lizzy, Triumph, Grand Funk Railroad, Captain Beyond, etc.

O destaque são as três entrevistas com personagens da “família Deep Purple”, em que sobram farpas, e a continuação da biografia do Kiss (além da cobertura sobre o show de SP).
O poster é do Born Again, o álbum do Black Sabbath que os fãs brasileiros idolatram como nenhum outro.
Muito boa leitura para quem gosta do rock pesado dos anos 60, 70 e 80. Para os fãs do Purple, então, é indispensável. ![]()
Escrito por
mequinho
às
16h24







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