Heaven And Hell - 15 de maio de 2009

Sexta, 15/05, fomos até o Credicard Hall conferir o Black Sabbath.

Estava praticamente lotado.

Ótimo show. Uma aula de Heavy Metal clássico com quem tem autoridade no assunto! Diabólico

Mas poderia ter sido ainda melhor se alguns detalhes técnicos fossem sanados, e algumas opções dos músicos repensadas. Indeciso

O som estava estridente, estourado e pode se dizer que até bizarro, com o volume da guitarra aumentando assustadora e repentinamente no meio das músicas. Semelhante ao que acontece no solo da Trashed, do Born Again.

Houve momentos em que o vocal simplesmente desapareceu, como na primeira parte de Bible Black. Os célebres “look out!” na Children of the Sea, pelo menos ali no setor onde estávamos, soaram RI-DÍ-CU-LOS, pois usaram um efeito de eco que fazia o Dio satirizar a si mesmo. Passando mal

Não culpo mais a casa de espetáculos por esse tipo de problema. Ano passado assisti ao Queensryche na pista, e o som estava perfeito. Até o Dio mesmo, em 2000 ou 2001, também não teve problemas desse nível. Portanto, quem pisou na bola foi a banda, sua equipe, quem montou ou comandou a aparelhagem, sei lá.

Outro ponto negativo foi o chatíssimo solo do Tony Iommi em Heaven And Hell. Eu sei que é uma tradição, um costume que vem desde os anos 70, quando bandas como Rainbow e Led tocavam versões ao vivo de quinze, vinte minutos ou até mais de seus clássicos. Mas hoje, com toda certeza, a imensa maioria dos fãs trocaria os improvisos por duas ou três músicas completas, que fariam uma baita diferença no set.

Que, diga-se de passagem, é inferior ao registrado no DVD Live From the Radio City Music Hall. Desanimado

Meu amigo e eu pensamos numa mesma alternativa que seria muito mais bacana: o “bigode” fazer um apanhado, um medley com alguns dos seus riffs históricos. Com certeza o público se empolgaria ao ouvir o de Into The Void, por exemplo.

Já o solo do “torturador medieval” Vinny Appice foi muito legal. Mais uma prova de que solos de bateria não são necessariamente chatos: é só saber fazer.

Outro destaque foi a performance do Gezzer Butler. A postura é idêntica à do Ian Hill do Judas Priest, mas o PESO, o punch que sai daquelas cordas, meu amigo... sensacional!

De todos os clássicos apresentados, o que mais empolgou foi Die Young. Time Machine também balançou o Credicard Hall, talvez porque muitos gente ali começou a curtir na época do Dehumanizer.

 

 

A maravilhosa Falling Off The Edge of the World compensou um pouquinho as lamentáveis ausências de Voodoo, Lady Evil e Sign of the Southern Cross. Uma pena também que apenas o comecinho de Country Girl tenha sido usado, já no encore.

Do álbum novo, tocaram Bibble Black, Fear e Follow The Tears. Rock´n Roll Angel poderia ser lembrada. Também gostaria que abrissem com Atom & Evil, já que deixaram Computer God de fora. Aliás, é um absurdo esta última ser preterida em favor de I, que de música obscura passou a roubar o lugar de outras melhores do Dehumanizer, como TV Crimes ou a própria Computer God.

Apesar de todos os problemas que eu citei, curti muito. Agora posso dizer, com muito orgulho, que assisti ao Black Sabbath com Dio, que vi Children of the Sea e Neon Knights ao vivo.

Um dos bootlegs que eu mais ouvi na vida é um com essa formação, tocando em 1992 em Boston, e no dia 15 de maio de 2009 ele meio que se materializou para mim. Jóia

 

pérolas!!!  Rindo a toa

Set List:

01. E5150
02. Mob Rules
03. Children of the Sea
04. I
05. Bible Black
06. Time Machine
07. Drum Solo
08. Fear
09. Falling off the Edge of the World
10. Follow the Tears
11. Die Young
12. Heaven & Hell
Encore :
13. Country Girl (só o começo)
14. Neon Knights

Roadie Crew Especial Classic Rock

A Roadie Crew de maio está muito boa pra quem curte bandas antigas.

É edição especial Classic Rock, só com bandas como Blue Oyster Cult, Nazareth, Uriah Heep, Budgie, Rainbow, Thin Lizzy, Triumph, Grand Funk Railroad, Captain Beyond, etc.

 

 

O destaque são as três entrevistas com personagens da “família Deep Purple”, em que sobram farpas, e a continuação da biografia do Kiss (além da cobertura sobre o show de SP).

O poster é do Born Again, o álbum do Black Sabbath que os fãs brasileiros idolatram como nenhum outro.

Muito boa leitura para quem gosta do rock pesado dos anos 60, 70 e 80. Para os fãs do Purple, então, é indispensável. Jóia

 



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 16h24
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Digitalizando Velharias

Feriado de primeiro de maio aproveitei para brincar com os “bolachões” daqui de casa.

Dos discos de vinil que são realmente meus, não existe mais nada que já não tenha substituído por CD ou MP3.

Mas dos meus pais, algumas preciosidades permaneciam condenadas ao fundo do guarda-roupa e também da minha memória, do que eu ainda lembrava sobre eles de quando era criança e fazia meu pai arrancar os cabelos... “cuidado com essa agulha, isso aí é caríssimo!!!”.

Dentre muitos álbuns dos maestros Ray Conniff e Billy Vaughn, uma ou outra trilha de novela dos anos 70 e bizarrices, escolhi alguns  a dedo para digitalizar.

Melhor fazer isso quando ainda tenho tempo, uma pickup e, principalmente, vontade de fazer. De bico

Detalhe: alguns são realmente raros, tanto que não encontrei praticamente nenhuma imagem das respectivas capas. Quanto mais MP3.

Um deles foi Zizi Barnier – Avec Emotion.

Zizi é uma cantora e dançarina francesa que ama o Brasil, tanto fixou residência no Ceará.

Esse álbum é um show dela de 1987, interpretando clássicos da música francesa, de Charles Aznavour, Edith Piaf, etc.

Gravado no restaurante Inverno & Verão, de São Paulo, a capa é totalmente vermelha, com uma pequena foto da intérprete ao centro. A razão de ser assim é que é um lançamento patrocinado por uma famosa distribuidora de cartões alimentícios.

Ela canta muito, claro. E sim, sim, tem Ne me Quitte Pas. Piscadela

Outro que meu pai adorava, por coincidência também de origem francesa, é o Concerto Pour Une Voix, de Saint-Preux.

Nunca ouviu falar de Saint-Preux? É um maestro francês que faz o chamado “neoclássico”, ou seja, sinfonias com um enfoque mais pop, que não se prende a conceitos estabelecidos pelos compositores clássicos.

Mas o tal Concerto Para Uma Voz eu duvido que você nunca tenha escutado, já que é famosíssimo, vira e mexe se escuta por aí em alguma reportagem, vinheta, etc.

Tanto que eu nem vou colocá-lo aqui, você pode saciar sua curiosidade no Youtube. Vou deixar outra, tão bonita quanto, só que instrumental. Se chama Prelude Pour Piano e é ao mesmo tempo triste e lindíssima.

 

 

Na contracapa ele está muito parecido com um pianista brasileiro, famoso amigo de um tal Charlie Brown. Brincalhão

Lembra que eu falei em “bizarrices”?

A primeira é o Casatschock, o “ritmo sensação do momento na Europa”.

Europa de 1969, claro.

É um ritmo russo que virou moda naquela época. Na contracapa vem até alguns desenhos ensinando a dança casatshock. Você pode ter uma ideia de como é também pesquisando no Youtube.

No caso do meu vinil são versões de músicas populares, como A Banda, Ob-la-di Ob-la-da dos Beatles, o tema de Doutor Jivago e até Those Were The Days, a célebre música de abertura do Show de Calouros do Silvio Santos.

É engraçado como em todas as faixas, lá pela metade a banda quebra o ritmo e entra um “lamento”, como se o coral masculino estivesse reclamando. É fácil imaginar aquele monte de russos barbudos, ala Zangief, encharcados de vodka, reclamando que a banda parou. Mas só ouvindo para entender. Rindo a toa

Outro é Eh Toro, com músicas de touradas interpretadas pela banda da aviação espanhola.

Assim como rodeio, eu detesto tourada, considero uma tradição ridícula, arcaica, covarde. Sempre torço pelo touro. Mas independente disso, não vou misturar as coisas, a música não tem culpa e é interessante.

Juca Chaves Ao Vivo, gravado em 1972, é ousado para a época, a começar pela capa:

 

 

Ouvindo hoje, claro que perde muito da graça, até porque muitas das piadas do nosso menestrel citam personalidades e situações que soam estranhas a quem não viveu aqueles anos de ditadura.

Mesmo assim, Sou Sim, E Daí, com a célebre “essa é a vida que eu sempre quis, eu sou cornudo mas eu sou feliz”, ainda pode render boas risadas. Rindo a toa

Mas o grande motivo que me fez tirar esses vinis do fundo do baú foi esse aqui:

Stereo Espetacular, da gravadora Audio Fidelity.

É uma demonstração do então impressionante recém-lançado efeito estéreo, a grande novidade daquele fim de anos 60, começo dos 70.

Não sei se você se lembra, mas os discos do Beatles, por exemplo, foram gravados originalmente em Mono. Até hoje, em tempos de Blu-Ray, HDMI e som 5.1, alguns fãs rejeitam a separação entre canais esquerdo e direito que o efeito propicia. O Milton Nascimento é um que eu já vi falando sobre isso.

Este álbum contém, no Lado A, amostras de outros discos de efeitos sonoros da mesma gravadora. Não em seqüência, burocraticamente, mas com a explicação bem humorada de um narrador.

 

 

No caso da versão brasileira, a voz é do locutor Franco Neto, na época da Rádio Bandeirantes e que depois foi para a Jovem Pan AM, onde permanece até hoje.

Quer ouvir um texto muito bonito narrado por ele? Então escute Paradoxo.

Lá por 1987, 1988, quando meu primo vinha aqui em casa nós chorávamos de rir com os tais efeitos.

Os mais engraçados eram o de um caminhão de bombeiros saindo em disparada e um de metralhadora da Segunda Guerra, com um grito louco de kamikaze e a esperada explosão no final.

Às vezes colocávamos as caixas de som perto da janela do banheiro, que dava saída para o quintal de uma outra casa, só para assustar o vizinho japonês com o som dos tiros. Espero que ele não se importe se ler isso um dia. Diabólico

Estou disponibilizando o Lado A digitalizado. Clique aqui para fazer o download.

Se você tiver problemas para baixar o arquivo, por favor me avise. Jóia

Fiz o melhor que pude, levando em conta as condições do meu vinil e da agulha da minha pickup, que não é das melhores (a do som da minha sala, muito mais antigo, era infinitamente superior). Algumas “derrapagens” eu não tive como evitar.

Você também pode baixar uma versão narrada em inglês, mas com som melhor, aqui:

http://recordbrother.typepad.com/imagesilike/2005/02/stereo_sound_sp.html

Existem outros que eu ainda estou pensando em digitalizar, ou tentar encontrar em CD, o que me pouparia um bom trabalho. Por exemplo, a trilha de A Pantera Cor de Rosa, do Henry Mancini.

Agora quero mexer no meu acervo de fitas cassete. Mas antes preciso arrumar o meu som, que não roda uma fitinha dessas a quase dez anos.



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 16h12
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EGM Brasil, Fim da EGM USA, Patches de WE

 

A EGM Brasil que está nas bancas traz uma matéria especial sobre a febre dos games musicais.

A capa aproveita o lançamento do Guitar Hero: Metallica e faz referência ao clássico Black Album.

 

 

É impressionante como, a partir de Guitar Hero e depois com Rock Band, os jogos desse tipo ganharam espaço e popularidade no mundo todo.

Esse é o lado fato. O que a revista coloca em discussão é se eles, neste momento de decadência alarmante da indústria fonográfica, realmente contribuem para o surgimento de uma nova geração de aficionados por música pop.

Ou melhor: consumidores.

Acredito que incentivam sim muita gente a ir atrás de bandas clássicas. Um garoto de 15 anos, que não presenciou o Van Halen no auge ou nunca ouviu falar em Blue Oyster Cult, pode muito bem ficar alucinado ao ouvir (e tentar “tocar”) uma Running With the Devil ou Dont Fear the Reaper. Jóia

O problema é que ele não vai, necessariamente, comprar os CDs, e sim cumprir o ritual mais praticado pela geração torrent: baixar a discografia... Piscadela

Apesar de admirar e achar bacana, eu não jogo Guitar Hero e similares. Nunca fui muito fã de jogos musicais. Aqueles de dançar então, que empestearam os shoppings, eu tenho nojo. Os únicos até hoje que eu gostei foram o genial Parrapa The Rapper e o experimental Rez.

E o fim da Electronic Gaming Monthly, a EGM USA hein? Que baque. Desanimado

Comprei todo mês por uns dez anos, até 2002. Apesar de cara, valia o preço porque era muito superior às equivalentes nacionais. Como ainda não havia o imediatismo da informação na internet, era mais essencial ainda.

Essa é a capa da primeira que eu comprei, quando Super Street Fighter 2 estava para ser lançado nos arcades americanos.

 

 

Depois encontrei algumas mais antigas.

No auge da geração 16 bits, algumas edições atingiram tamanha quantidade de conteúdo, que ultrapassaram 400 páginas! O recorde foi a nº 65, com X-Men na capa, em dezembro de 1994.

 

 

Foram muitos os momentos, matérias e acontecimentos marcantes na história da revista. Por exemplo, quando pegaram o mundo todo pela segunda vez com Sheng Long em seu april´s fool de 1997, incluindo aí a Capcom americana, que reclamou com a matriz japonesa por não ter sido avisada sobre o suposto personagem secreto em Street Fighter 3.

Inclusive a Ação Games caiu na pegadinha, mas os editores não tiveram depois a humildade de reconher a "barrigada".

É triste, mas várias publicações impressas já acabaram ou estão condenadas. Recentemente li que a brasileira Set também já se foi.

Os últimos jogos longos que eu terminei foram Sillent Hill 2 e 3, no finzinho de 2008. Depois terminei novamente Resident Evil: Code Veronica. A versão X, para PS2.

Neste último um detalhe foi curioso. Apesar de ser um dos melhores RE, possui uma falha de design lamentável, grotesca: perto do final, dependendo do que você fizer com suas armas fica impossível terminar o jogo. Por sorte eu tinha um save um pouco mais antigo, e pude consertar tudo.

Winning Eleven tenho jogado semanalmente, como sempre.

Contra o lendário “homem de 1 milhão de gols perdidos”, fui campeão com o faraônico EGITO (!).

Já avisei: campeão mais inusitado que esse, só se for algo no nível Nepal, Vietnã... Rindo a toa

Estamos usando um patch chamado Torcidas Future 2009. Está atualizado até fev-09, as camisas estão bonitas e até as telas de fundo nos menus humilham os oficiais da Konami, que parecem remendos de festa junina.

Antes testamos outro, o Mix Rivals 2009, mas está muito bugado, não recomendo. Até tentamos usá-lo apesar de alguns erros ridículos, mas quando um merchandising sonoro disparou e ficou se repetindo até o fim da partida, foi a hora de jogar a toalha.

Se alguém estiver com dificuldade para encontrar esses patches, entre em contato. Jóia



Categoria: Games
Escrito por mequinho às 02h18
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