E3 2009

Ocorreu durante essa semana em Los Angeles a E3, a exposição anual de eletrônicos mais aguardada pelos gamers do mundo todo.

As últimas edições foram pífias, com poucas novidades e uma drástica redução de custos que tirou toda a graça da feira, deixando-a com cara de convenção de negócios.

Agora foi diferente: não só o formato antigo (ou parte dele) foi retomado, mas os anúncios e conferências foram muito bons!

Das três gigantes atualmente no mercado, a primeira a colocar suas cartas na mesa foi a Microsoft. Mesmo com alguns anúncios importantes, como o novo Halo, o que roubou completamente a atenção foi seu Project Natal, simplesmente sensacional. surpreso

Basicamente, o sistema Natal, integrado ao Xbox 360, é capaz de reproduzir fielmente qualquer movimento que o jogador faça na frente da televisão. É quase como o que o Nintendo Wii faz, porém num nível muito, mas muito mais avançado.

Melhor do que eu explicar, é melhor você assistir à demonstração. É impressionante, confira:

 

 

Se ele será bem utilizado, ou se ficará relegado a casual games, aí já é outra história. Em dúvida

Ah, e sabe por que ele tem esse nome curioso? Porque um dos principais desenvolvedores é brasileiro e o sugeriu para homenagear sua cidade. Legal, né?

No dia seguinte, a Sony não poderia deixar de apresentar grandes novidades, ou passaria vergonha.

E, apesar de também apresentar sua alternativa de controle sensível a movimentos (muito parecido com o do Wii), e a nova versão de PSP, o PSP Go!, o forte da sua apresentação foi... ora ora, jogos!

Fora o Metal Gear Solid Rising, que é multiplataforma e voltado mais para ação, para PSP foi revelada a verdadeira sequência de MGS4: MGS Peace Walkerprequel que mostra o que aconteceu com Naked Snake dez anos após MGS3.

Aliás o portátil talvez tenha sido a plataforma com mais novidades boas esse ano.

Para PS3, a Sony reservou como “megaton” Final Fantasy XIV. Antes mesmo do XIII estar perto de sair, já anunciam o XIV??? É que é um FF Online, nos mesmos moldes da décima primeira versão.

Além de Uncharted 2, que está lindíssimo, e God of War III, o momento mais aguardado desde o  lançamento do console, finalmente se materializou. A próxima obra-prima de Fumito Ueda, a continuação de Ico e Shadow of the Colossus, foi confirmada oficialmente.

The Last Guardian é o nome oficial, e o vídeo apresentado é bem parecido com o que vazou há algumas semanas (que, segundo contam e as diferenças entre as imagens confirmam, era de uma versão já bastante obsoleta).

 

 

Sensacional. Lindo. Emocionante! Apenas com esse trailer, o Sr. Fumito já humilha produtores medíocres que só sabem criar personagens brucutus de queixos quadrados, ou que confundem carisma com “ser bonitinho e engraçadinho”.

Shadow of the Colossus não é um mero “game”: está mais para ARTE mesmo. Foi um dos raros jogos que me deixaram (eu? haha quase todo mundo) com lágrimas nos olhos ao assistir seu final, e The Last Gardian já é o maior motivo de eu querer um PS3. Maior ainda que God of War III.

A Nintendo eu sinceramente não acompanhei muito, já que realmente não sou fã da postura da empresa hoje em dia. Mas, claro, adorei de saber que o próximo Metroid será em visão de terceira pessoa, e sobre o novo Mario Galaxy.

Shigeru Miyamoto, numa “mesa redonda” com jornalistas, revelou uma artwork do próximo Zelda, que segundo ele será bem diferente. Não foram permitidas fotos nem gravações,  mas é claro que no dia seguinte a imagem do esboço já estava na rede (não vou postar, até porque se você é fã de Zelda, a essa hora já viu).

Outro anúncio que eu gostei foi o de Castlevania: Lords of Shadows. Aparentemente, trata-se de um reboot na série, ou seja, quase começar do zero.

A produção ficará a cargo de Hideo Kojima, o gênio responsável pela saga Metal Gear.

É bom, porque já cansaram os personagens andrógenos, a estética de anime que predominou nos últimos 10 anos. Pelo vídeo, parece que finalmente reconheceram o quanto God of War trouxe de melhorias a esse tipo de jogo: quando eu joguei o primeiro GoW, uma das coisas que me vieram à cabeça foi “olha aí Konami, é assim que você deveria fazer o próximo Castlevania em 3D!”.

É aquela história do influenciado influenciando a influência...

Só espero que não se esqueçam que se trata de um Castlevania, e portanto alguns cuidados precisam ser tomados para não descaracterizar a série com um game genérico apenas rotulado com a grife. Por mim, quanto mais se inspirarem em Super Castlevania IV, melhor. Convencido

Se você quiser muitos vídeos sobre tudo o que foi anunciado, recomendo, além do óbvio Youtube, o site especializado www.gametrailers.com. Jóia



Categoria: Games
Escrito por mequinho às 02h21
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Yes - In the Present Tour

Ano passado escrevi aqui sobre a infeliz decisão do Yes, que teimava em fazer uma tour comemorativa dos seus 40 anos de carreira mesmo sem o vocalista Jon Anderson.

Que, à época, se declarou publicamente “decepcionado e desrespeitado”, não só pelos colegas insistirem em fazer shows como “Yes” sem ele, mas também por não ter recebido sequer um telefonema perguntando sobre sua saúde e recuperação (à exceção do baterista Alan White).

Resumindo a história: sabe quando fica “chato”, aquele clima constrangedor? Pois é. Nervoso

Os meses passaram, e eu me esqueci do assunto. Até que, dia desses, passei pela Galeria do Rock e, dentro de uma loja, lembrei: ué, e o Yes, que fim será que deu aquela turnê?

Obtive um bootleg com a gravação de um show em Hampton (EUA), gravado em novembro último.

A solução encontrada pelo grupo (a propósito: Alan White, Chris Squire, Steve Howe e o filho de Rick Wakeman nos teclados) foi parecida com a do Journey: convocar Benoit David, vocalista de uma banda chamada Mistery (bem apropriado!) e também de outra que faz tributo ao Yes, chamada Close to the Edge.

Como se esperava, a voz de Benoit é extremamente parecida com a de Jon Anderson. E muito mais limitada, óbvio. Para uma banda cover, está excelente. Em dúvida

Os primeiros shows da In The Present Tour, a fim de amenizar o mal estar com boa parte dos fãs, foram anunciados como “Howe, Squire and White of Yes”.

Mas a solução mais inteligente foi preparar um setlist que fosse interessante para o fã hardcore.

Resgataram músicas do injustiçado Drama, álbum de 1980, o único registro em estúdio sem a presença de Jon Anderson. Tempus Fugit é uma aula de baixo do Squire, e a quebradeira de Machine Messiah não é apenas a mais pesada, mas uma das melhores músicas nesses 40 anos de história do Yes. Dos momentos em que a banda flertou com o Heavy Metal / Hard Rock, esse sem dúvida foi o melhor. Diabólico

Outras músicas que nunca foram muito executadas ao vivo estão presentes: Parallels, ótimo som do Going For The One (1977), e Astral Traveller, de Time And A Word (1970).

 

Parallels em NY

Houve espaço também para uma nova música, composta e cantada pelo Chris Squire: Aliens (Are Only Us From The Future). É boa, e parece tirada direto de algum álbum solo dele de 30 anos atrás (sem contar o título, um tanto hippie haha).

Sim, teve também Owner Of a Lonely Heart, daquela fase que o Steve Howe morria de ciúmes, que sempre falava mal mas fazia muito pior em seu Asia.

E Close to the Edge. Ahhhh… Apaixonado

Recentemente a turnê precisou ser interrompida por problemas de saúde com o Chris Squire. Os shows serão retomados em breve, com abertura do Asia (Steve Howe se apresentando com as duas bandas).

E assim o sub-Yes, ou “More Or Less”, tenta seguir em frente. Dos males, o menor: deixaram claro que essa não era uma nova formação, mas um “quebra-galho”. O set é interessante, trazendo momentos interessantes, e o “zé ninguém” que canta não faz feio. Alegre

As arestas com Jon Anderson, que está se recuperando e voltando aos poucos a fazer shows solo bem light (esquema banquinho e violão), parecem ter sido resolvidas, e o vocalista já deu a entender que em 2010 pode reassumir o posto. Jóia

O que eu queria mesmo é um novo trabalho em estúdio. Magnification foi muito, muito bom, mas já completou 8 anos...

O set list:

Firebird Suite

Siberian Khatru

Your Move / All Good People

Heart Of The Sunrise

Tempus Fugit

Onward

Astral Traveler

Close To The Edge

Parallels

And You And I

Mood For A Day (interrompida)

Clap

Long Distance Runaround/The Fish (Schindleria Praematurus)

Aliens (Are Only Us From The Future)

Machine Messiah

Soon

Starship Trooper

Owner Of A Lonely Heart

Roundabout



Categoria: Música
Escrito por mequinho às 02h06
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Play Him Off, Keyboard Cat!

Você já viu o Keyboard Cat por aí?

É uma dessas manias que se alastram rapidamente pela internet, os chamados “virais”.

Essa é muito simples: é a cena antiga de um gatinho “tocando” teclado, que é mesclada a um momento constrangedor.

Vou postar alguns, mas você pode encontrar muito mais no blog http://playhimoffkeyboardcat.com, ou pesquisando diretamente no Youtube.

 

 

Lembra do Geraldo, aquele telebarraco enlatado que o Silvio Santos trouxe nos anos 90? Fica muito melhor com o Keyboard Cat! Jóia

 

 

 

Esse clássico nacional também foi lembrado:

 



Escrito por mequinho às 00h16
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