Comecei a assistir à excelente série O Universo, da History Channel.
O documentário dedica cada episódio a um planeta ou tema relacionado. Basta olhar os nomes dos capítulos para entender a abordagem:
O Big-Bang
Os Segredos do Sol
Marte: O Planeta Vermelho
Lua
O Fim da Terra
Júpiter: O Planeta Gigante
Espaçonave Terra
Mercúrio e Vênus: Os Planetas Inferiores
Saturno: Senhor dos Anéis
Galáxias
Vida e Morte de Uma Estrela
Planetas Fora do Sistema Solar
O Lugar Mais Perigoso no Universo
Procura por ETs
Sempre, como era de se esperar de um trabalho inteligente, mostrado numa linguagem o mais compreensível que se pode fazer para leigos.
A todo momento são usadas analogias interessantes e que ajudam no entendimento, como por exemplo uma mesa de bilhar para explicar como os elétrons e partículas interagem, criando o combustível do Sol.
E claro, os números são sempre monstruosos e até difíceis de um ser humano imaginar. Tudo na casa dos bilhões x bilhões. Novamente as analogias nos ajudam a fazer uma idea melhor da grandiosidade que nos rodeia. Algo como “essa montanha em Marte é tão gigantesca que faz o monte Everest parecer um rochedo se colocado ao lado”.
Altamente recomendável.
Estou acompanhando também Flash Forward, a série que está sendo vista como sucessora de Lost (mas não era de Fringe essa vaga???).
A trama é a seguinte: sem explicação aparente, durante exatos 2 minutos e 17 segundos todos os seres humanos “apagam” e têm uma visão de suas vidas dali a 6 meses. Muitos se viram em situações desagradáveis envolvendo divórcio, recaída no alcoolismo, ou em circunstâncias que naquele momento seriam absolutamente bizarras, como a esposa fiel e feliz traindo o marido com alguém que ela nunca viu, a mulher que nem sequer namora dando à luz, outra vendo uma criança que ela nem faz ideia de quem seja a chamando de “mamãe”, etc.
Alguns afirmam não terem visto nada, acreditando que isso significa que morrerão em breve.
Quando retornam do “transe”, muitas pessoas morreram, pois estavam dirigindo ou em situações de risco. E aí que entra o FBI na história, para investigar o que aconteceu.
Se você gosta de Lost e da primeira temporada de Heroes, provavelmente vai curtir Flash Foward. Vou acompanhar, mas se começarem a pisar na bola, querendo prender os fãs com episódios só de enrolação, caio fora rapidinho.
Adorei a história original em quadrinhos, mas também não sou um fã hardcore, daqueles que lembram de todos os detalhes.
Talvez por isso mesmo tenha gostado tanto da adaptação. Alguns amigos mais fanáticos não curtiram tanto quanto eu imaginava. E, ora ora, justo quem eu pensava que fosse detestar, adorou!
Como foi muito bem divulgado nas melhores críticas: quem assistir esperando um filme de heróis normal, tipo Spider Man, sem saber do que se trata, dificilmente vai entender o que é Watchmen.
Um que vi esses dias foi Wall-e. Eu não ligo muito para animações e desenhos, mas esse aqui fiz questão de ir atrás.
Muito bom, adorei! O carisma do robozinho é tão marcante que, como um crítico disse: as próximas animações vão ter muito trabalho para chegar perto do nível que Wall-e atingiu. Não deixe de ver.
Peguei emprestado Caminho Para Perdição (não para a perdição, como é tentador falar). Nunca tinha ouvido falar, apesar de ser filme envolvendo máfia, tema que gosto muito, e o elenco ter nada menos que Tom Hanks, o atual James Bom Daniel Craig e o inesquecível Paul Newman.
Se passa na época de Al Capone, durante a Lei Seca nos EUA. Apesar dos poucos momentos de ação, é bastante violento. Hanks é uma espécie de capataz e filho adotivo do chefão local (Newman), e precisa fugir quando uma reviravolta acontece em sua vida.
Bom filme, apesar de não chegar perto de Os Intocáveis, por exemplo.
Agora, o troféu engodo desse post vai para Sombras do Mal.
Ganhei o DVD há muito tempo, mas só agora, no feriadão, resolvi assistir.
Já disse que gosto de filmes de máfia, certo? Agora imagine um chamado Sombras do Mal, com o Roberto De Niro, e que na capa diz:
“ele teve que enfrentar a máfia e a fúria de um marido traído!”
Opa, deve ser bom para quem gosta do estilo, hein!
Há-há!
Primeiro: o título em português não tem nada a ver com o filme. Nada. Na-da. Sugere uma trama tensa ou até macabra, quando o clima é de... quase comedia!
É uma mentira tão grande que seria como se os mesmos gênios traduzissem Corra Que a Polícia Vem Aí como “Perseguições Mortais".
Além disso, a já citada frase que vem na capinha, sugere o quê? Depois que você assiste, comédia, sátira, claro. Mas com ela impressa ao lado justo da figura do De Niro, um dos maiores intérpretes de filmes envolvendo máfia e crime organizado, é quase impossível não comprar gato por lebre.
E a sinopse, na contracapa? Sabe aquelas que contam mais da metade do filme? Que, depois do que ela conta, não sobra praticamente mais nada para acontecer na história? Pois é.
Ah, e a qualidade da imagem é exatamente a mesma de quando você passa aquele seu VHS caquético com cenas do Cine Privê para DVD-R. Um lixo.
Pior que o filme em si não é horrível: é nível daqueles que passam no SBT, legendados, de madrugada. Mas nada além disso, tanto que é obscuro e se encontra pouca informação dele na net. Descobri que é uma refilmagem.
A cena com a freira picareta sendo literalmente chutada do bar para o meio da rua é a melhor.
Mas enfim, cuidado com esse DVD, porque mesmo nas famosas promoções de R$ 9,99 não vale a pena.
Sugestão: guarde seus reais para E O Vento Levou, da coleção da Folha. Edição belíssima, em DVD duplo mais um terceiro com extras, e acompanhado de um livro cheio de detalhes do clássico. Dessa série, pretendo comprar Doutor Jivago ainda.
Big Brother, O Aprendiz, E24, Lost, etc
Gostei muito do resultado do BBB9.
Devido não só à chatice impressionante da insuportável Ana Carolina, mas também pela virulência e prepotência da sua torcida, acabei criando raiva dessa infeliz, e torci muito pelo tal “lado B”.
Principalmente pela Francine, que viveu aqui pertinho, em SBC e rendeu os momentos mais engraçados dessa edição. O Max mereceu, mas se dependesse de mim, pelo menos o segundo lugar iria para a Fran.
Estou achando O Aprendiz: O Universitário mais fraco que os anteriores. Ainda não “pegou no breu”, e eu não tenho nenhum palpite sobre quem pode ganhar.
O CQC continua excelente. Por mim, tirava apenas o CQ-Teste, único momento que eu mudo de canal, e o novo quadro Palavras Cruzadas, que não pegou. Em compensação, o Fala Na Cara é ótimo!
O Jô, faz tempo que eu apenas zapeio, vejo quando me interessa o entrevistado. Semana passada dei sorte e vi o divino INRI Cristo, foi muito engraçado, como sempre.
E um programa novo que me chamou a atenção foi o E24, na Band. Lembra um pouco o também ótimo Profissão Repórter. São mostrados, em blocos de 4 ou 5 minutos, atendimentos no setor de emergência, desde fraturas expostas a enfartos.
Não é apelativo nem sensacionalista, muito menos tem um apresentador estúpido xingando a produção e fazendo discurso.
É apenas a realidade do que acontece nos hospitais. Não estava muito a fim de ver, mas como a Record jogou O Aprendiz para quase meia-noite, dei uma chance e gostei, não consegui mudar de canal.
Lost estou acompanhando, mas está ainda mais complicado (!) e acho bobagem querer entender tudo neste momento. Já Heroes parei de vez, não vi nada da temporada atual.
Sábado fomos num lugar aqui de SBC que eu nem imaginava que existia.
Perto do centro, no bairro Baeta Neves, há um pequeno centro cultural, onde ocorrem mostras de clássicos do cinema.
Detalhe: entrada franca. Basta pegar antes os ingressos, gratuitamente.
Cada mostra tem como foco um diretor específico. Já teve do Kubrick, o próximo será do Tim Burton, e o último foi com Brian De Palma. Passou Scarface, O Pagamento Final, e no dia que nós comparecemos, foi exibido Os Intocáveis, que é sempre bom rever.
Claro que, por ser grátis, não se pode esperar a qualidade de um cinema normal. Na verdade as exibições ocorrem num teatro, em um telão com a metade das dimensões de um comercial. O objetivo não é ter uma imagem e som de primeira. Independente disso, a sensação de poder assistir a clássicos numa tela grande, e com aquele clima de cinema, é garantida.
Engraçado é que nós chegamos em cima da hora, e eu desci na frente para ir adiantando os ingressos; na entrada, que parecia uma repartição pública, naquele exato momento não havia ninguém! Nem um visitante, um atendente, uma alma viva, nada. Pensei “tudo bem que vem pouca gente, mas NINGUÉM??? Que vergonha!”. Mas logo descobrimos onde era a real entrada do teatro.
Tinha umas 25, 30 pessoas, e o bom disso é que é um público selecionado, que curte mesmo cinema. Nada de molecada besta e mal educada. E o senhor que organiza tudo, e que nos informou sobre a programação, foi muito atencioso, com aquele sentimento de “obrigado por comparecerem, vocês têm mesmo que ver esses filmões!”.
A agenda e os próximos filmes podem ser conferidos aqui.
Assisti também a O Nevoeiro. Muito bom! Das adaptações dos contos ou livros do Stephen King que eu já vi, essa foi uma das TOP.
Como é característico das obras dele, a premissa é simples, mas as conseqüências imprevisíveis: após uma forte tempestade, uma estranha e densa neblina encobre uma cidade, e qualquer um que tente atravessá-la é imediatamente destroçado. Um grupo de civis se refugia num supermercado, na espera da “chegada da cavalaria”.Mas conforme os dias vão passando e o socorro militar não chega, os conflitos vão aumentando, ao ponto de a ameaça interna se tornar tão perigosa quanto a dos monstros do lado de fora.
Você assistiu a Madrugada dos Mortos e Cloverfield? Se gostou de ambos, com certeza vai adorar O Nevoeiro, porque ele tem semelhanças com os dois.
Inclusive o final... se prepare, porque é realmente forte.
E a trilogia O Poderoso Chefão? Mais um que eu nunca tinha assistido na íntegra, 100% concentrado. Não tem muito o que falar, é uma aula de cinema e pronto. A Parte 2 é a minha preferida.
Semana passada assisti a A Guerra dos Clones, a animação de Star Wars. Achei fraco. Longe de chegar perto aos filmes, é um desenho normal, com uma história simplória. Chega a ser uma propaganda enganosa, porque o fã que espera ver tudo o que aconteceu naquele período, conforme sugere o título, acaba recebendo uma trama das mais mixurucas.
E ontem, na Drogbuster, assistimos ao Arquivo X: Eu Quero Acreditar, o segundo filme oriundo da série que eu e meus amigos cultuávamos nos anos 90.
Não é lá essas coisas, mas para os fãs claro que é bacana ver o que aconteceu com a Scully e o Mulder. Bate com o que eu havia lido a respeito: é como um daqueles episódios sem ligação com extraterrestres, só que mais longo.
Tomara que a série continue mesmo no cinema, mas acho que desprezar a mitologia X-Files só se justifica se tiverem nas mãos um roteiro fora de série, uma história que justifique isso.
Tenho assistido a menos filmes porque ando vendo todo o conteúdo do excelente site Gametrailers (www.gametrailers.com), principalmente o sensacional Angry Videogame Nerd.
Vou comentar bem rapidinho sobre os últimos que vi. Fora os que fui ao cinema, claro: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, com suas referências ao Eram Os Deuses Astronautas, livro que me fascinou quando eu tinha meus 11, 12 anos, e o espetacular Batman The Dark Knight.
O Caçador de Pipas realmente é um filme bonito, mas não tão belo quanto eu esperava. A história é boa, sobre o refugiado afeganistão que, já adulto e vivendo nos EUA, volta ao país natal para tentar remediar uma traição que cometeu na infância.
É bom, com algumas cenas fortes e outras tocantes, mas seria muito melhor com uma solução mais convincente no desfecho. Um protagonista que lembra o desajeitado Monk (aquele da série mesmo, o vidente) se transformar em Chuck Norris de repente, num determinado momento, foi um tanto forçado.
Se você gosta de filmes como A Vida É Bela e O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, provavelmente vai curtir.
Certamente eu não teria ido atrás de Stardust: O Mistério da Estrela, se dois amigo(a)s que nunca se viram não tivessem me recomendado. Quando é assim, não custa nada dar uma conferida, não é?
Achei legal, e se soubesse que tinha participação do De Niro, já teria visto antes.
É um conto de fadas muito bem feito, muito mesmo. Típico filme para se ver com toda família.
Só discordo quando o comparam com O Labirinto do Fauno (maravilhoso!). Tudo bem, ambos são contos, fantasias, só que as semelhanças param por aí. Enquanto um pende mais para o lado Harry Potter, todo feliz e otimista, o outro é infinitamente mais profundo e nem é recomendável para crianças.
Por falar no De Niro, é fato que ele ser um dos maiores atores de todos os tempos não garante que só faça filmaços.
O Amigo Oculto é um verdadeiro ENGODO.
Ele interpreta o pai de uma garotinha (a “encantadora por decreto” Dakota Fanning) traumatizada pelo suicídio da mãe. Os dois se mudam para uma casa bem isolada, para tentar seguir em frente e tal, porém coisas estranhas começam a acontecer, e a menina afirma que a culpa é de um amigo que só ela vê.
O filme inteiro se sustenta nesse mistério: quem será o tal amigo oculto? Um espírito? Só a imaginação dela? O vizinho?
Um amigo me disse que o final parecia o de Sexto Sentido, e foi isso que me despertou interessse. Só que a explicação é tão idiota, tão babaca, que é uma insanidade sequer comparar as duas obras. O Amigo Oculto é uma tremenda picaretagem, que te faz se sentir enganado nos minutos finais após tantos buracos que ficam com a solução usada.
Um que, se não é ruim, também não é nada do que eu esperava, é Sentinela. Vi o trailer no cinema, não lembro em qual que fui assistir, e fiquei bastante interessado, principalmente por ter o Kiefer Sutherland, o Jack Bauer da série 24 Horas. Recentemente surgiu uma oportunidade de pegar o DVD, aí lembrei e aproveitei.
Mas nem valeu a pena. É um filme policial comum sobre uma conspiração para matar o presidente americano. Nada de mais. Não há uma história mais sofisticada, uma trama sensacional, nada que se equipare a um Os Infiltrados. É filme de passar no Supercine e ninguém notar.
E que coisa curiosa: é muito menos divertido que o cult Stallone Cobra, que é ruim de doer mas, como não se propõe a ser nada além de um típico filme de ação dos anos 80, se torna muito mais divertido. Principalmente se você puder compartilhar entre amigos as gargalhadas na antológica frase
“Cretino... você adora dar tiro... eu odeio gente assim. Você é um maluco. Você é um... cocô. Eu vou matar você.”
Só que para a experiência ser plena, tem que ser a versão com a dublagem clássica, a que passa no Sistema B de Televisão. E dá pra achar fácil por aí...
Ah, outro dia, passando por uma banca no centro de SBC, vi uma capinha diferente de O Iluminado. Perguntei se era DVD mesmo, e então descobri a interessante coleção Cinemateca Veja.
É boa mesmo, principalmente pelo livrinho que acompanha, muito caprichado e com muitas informações e curiosidades bacanas. A série completa tem 30 filmes, e eu pretendo pegar uns 7, 8, principalmente clássicos como o 2001 Uma Odisséia no Espaço. Vale a pena.
Heroes - Terceira Temporada
Já assisti aos cinco primeiros episódios da terceira temporada dessa série que foi tão legal no começo, e que depois estragaram.
O estrago foi tão grande, que é muito difícil voltar a ser como antes, ao tempo em que a série chegou a ser comparada a Lost.
Aparentemente estão tentando voltar às origens, mas criaram uma bagunça tão grande na história, banalizaram tanto os poderes, ressuscitações e reviravoltas, que fica quase impossível levar Heroes a sério de novo.
Até porque as lambanças continuam. No terceiro episódio os produtores tinham uma possibilidade legal de deixar as esdrúxulas viagens no tempo de lado, e partir para uma fase inspirada no Superman II. Mas não: rapidinho resolveram tudo no ep. seguinte e as papagaiadas retornaram.
Ok, é série de super heróis, mas há momentos que simplesmente ofendem a inteligência de quem assiste. A audiência caiu muito (óbvio: estão achando que os fãs são trouxas, aceitam qualquer porcaria) e acho que a série não sobrevive muito mais tempo não. Uma pena: Heroes tinha um potencial enorme na primeira temporada, mas jogaram uma mina de ouro no lixo.
Terça Insana
Vi também o DVD do Terça Insana, o grupo de humor que há anos faz muito sucesso no teatro.
Sinceramente: pensava que era muito mais engraçado. Rir, mas RIR mesmo, só nas participações do ator moreno, o que faz a velhinha do curso de pobreza, e na parte da freira.
O resto, tirando um e outro quadro (são uns 20, todos filmados diretamente no teatro, como se você estivesse na platéia), são naquele humor que você acredita que é engraçado, mas se sente culpado por não estar rindo...
Karate Kid - Final Alternativo
Já que sobrou um espacinho, nada melhor do que um final alternativo e, er... humilhante para o Karate Kid.
Quem me conhece sabe o quanto eu odeio as adaptações dos anos 90. O primeiro decente pra mim foi o excelente Batman Begins, que fugiu da estética mais infantil dos anteriores e colocou ordem na casa.
E não que isso me surpreendesse, mas The Dark Knight conseguiu ser melhor ainda. Muito melhor! Como não precisa gastar boa parte do tempo explicando as origens do herói (lembra da parte “oriental” no Begins?), é o Batman aparecendo e quebrando tudo desde o comecinho.
Não é filme de passar na Sessão da Tarde. Acho que nem pra criança é, porque vai ser difícil ter outro filme de um herói desses “clássicos” que seja mais dark, mais sombrio, quase gore.
O Coringa do Heath Ledger não parece um Bozzo, um vilão fanfarrão fazedor de gracinhas, mas um autêntico terrorista psicopata, que está mais interessado em ver o circo pegar fogo do que nos os milhões que rouba. É um dos melhores vilões que eu já vi na minha vida, e também uma das atuações mais impressionantes.
Não sei como farão para substituí-lo... talvez optem por não usar mais o personagem, porque quem quer seja o novo ator, sempre surgirá o inevitável “legal, mas com o Heath seria outra coisa!”. Lamentável.
Filmaço. Duas horas e meia que passam voando e valem não só o ingresso, mas também o DVD quando sair.
Ah, e tivemos azar: sentamos logo atrás de uma cambada de maloqueiros. Essa é a palavra: maloqueiros. Depois reclamam, falam que é preconceito, que todo mundo deve ter o direito de ir ao cinema... a dura verdade é que algumas pessoas simplesmente não tem educação para frequentar lugares públicos, e às vezes dá vergonha mesmo de ser brasileiro.
Heroes - Segunda Temporada
Ou como avacalhar uma série bacana...
Sexta terminei de assistir à segunda temporada de Heroes. Aquela série que, quando esteve no auge, chegou a desafiar Lost em popularidade.
E que também serviu de inspiração para a trash Caminhos do Coração. Bem...
Apesar que, olha, tô falando da cômica novela da Record, mas o que aprontaram com Heroes não fica muito melhor não.
Os primeiros episódios são em ritmo de ressaca. Dá até para dar um desconto, porque o fim da primeira foi bastante apocalíptico e seria natural a história demorar a embalar novamente. Só que a enrolação fica muito, muito evidente: se antes você tinha, desde o primeiro episódio, "ganchos" que criavam uma expectativa enorme, dessa vez não houve nada do mesmo nível, nada que prendesse, que gerasse ansiedade verdadeira.
Na metade da temporada o enredo melhora um pouco, e parece até que tudo vai entrar nos trilhos. O episódio Four Months Ago é bom.
Triste como alguns personagens antigos só fazem número, passam em branco a temporada inteira. Hiru, o japonês que esbanja carisma, chega a ser ridicularizado. Dos novos, com toda certeza a melhor novidade é Elle Bishop, interpretada pela sensual e gatíssima Kristen Bell, que roubou de Hayden Panettiere o posto de sexy simbol da série.
Uma pena que na reta final a péssima impressão do início se confirme. Tudo muito corrido, com mudanças bruscas de comportamento, soluções esdrúxulas (agora é festa regenerar e ressuscitar... daqui pra frente só decepando a cabeça e passando com um trator por cima se terá certeza que alguém realmente morreu) e até humor involuntário (olha o fantasma de Caminhos do Coração aí!).
Lá pela metade do season finale, eu estava rindo: simplesmente não conseguia mais levar Heroes a sério.
Enfim, um fiasco. Os “ganchos” não convencem, o grande vilão está inerte (Sylar mais ameaça que cumpre) e os produtores ainda não sacaram que é preciso colocar os heroes em ação juntos, usando seus poderes em conjunto para invadir algum lugar ou numa missão para salvar alguém. Incrível como até agora eles quase não aproveitaram essa possibilidade tão óbvia.
Não sei se compensa continuar acompanhando. Se as notícias sobre o começo da terceira temporada forem verdadeiras, a tendência é piorar, ficar mais esdrúxulo ainda.
Faz tempo que não posto aqui, mas espero retomar o ritmo assim que resolver uns probleminhas.
Faz mais tempo ainda que não comento sobre filmes, então vou falar bem rapidamente sobre os últimos a que assisti.
Tirei o atraso de dois antigões: Chinatown e Taxi Driver. Dois clássicos com alguns dos meus atores preferidos, Jack Nicholson e Robert De Niro. Até hoje só tinha assistido a trechos, ou quando era pequeno e ambos passavam na Globo (logicamente não entendia nada do que se passava).
Estava atrasadíssimo também com 300 e Terror Em Silent Hill. O primeiro achei fantástico, espartana e deslumbrantemente exagerado no visual e nas interpretações. A vantagem dele é justamente o modo como foi feito, sua estética fidelíssima aos quadrinhos, porque se não fosse isso seria um filme até comum. E Silent Hill, para quem conhece a clássica série foi um presente, porque nenhum diretor “gênio” decidiu “melhorar” a história. Surpreende por ser um filme baseado num videogame e que não parece trash, coisa mais rara que fã de Alexandre Nardoni.
Cloverfield também é terror, mas misturado com disaster movie, aquele gênero que explora terremotos, aviões descontrolados (em que sempre uma menininha de 10 anos, uma mulher histérica ou um piloto agonizante conseguem pousar um Boeing), etc. O barato dele não é o conteúdo, mas a forma: sabe aquele estilo de A Bruxa de Blair, que simula uma câmera amadora, como se fosse the real thing? Pois nesse sentido a idéia é a mesma, quando um grupo de amigos em Manhattan tem sua festinha interrompida pela invasão de uma criatura parecida com o Godzilla, e a partir dali tudo o que assistimos é o que está registrado na fitinha encontrada pelo exército americano na câmera de uma das vítimas.
Tem momentos forçados (óbvio), a começar pelo fato de que dificilmente alguém se preocuparia em continuar filmando 100% do tempo (até para um exemplar da geraçãoYoutube isso seria difícil), mas como “filme pipoca” é ótimo, com uma imersão absurda se você assistí-lo de madrugada, numa TV grande e com fones de ouvido. Melhor que isso, só se fosse no cinema.
E no cinema mesmo o que eu assisti foi o novo Indiana Jones. Muita gente não gostou da história, por envolverETs. Eu curti, primeiro porque absolutamente mais nada deveria ser acusado de inverossímil numa série em que já tivemos pontes invisíveis e gente olhando para o próprio coração arrancado. Segundo, porque conheço o livro Eram Os Deuses Astronautas, que serviu de inspiração para o roteiro (se não conhece, vá atrás que vale a pena!).
Alguns consideraram certos momentos forçados demais, como na cena da geladeira ou cataratas em pleno Rio Amazonas, mas aí eu pergunto: os outros também não eram assim? Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal exige que seja assistido com olhos de anos 80.
O Harrison Ford está ótimo, souberam envelhecer o arqueólogo com dignidade, e os únicos momentos que não gostei foram a cena ridícula com a fuga dos macacos e os clichês cômicos em computação gráfica de George Lucas, que parece não ter aprendido a lição após o vexame de Jar Jar Binks no retorno de Star Wars em 1999. Mas tudo bem, cenas como a sensacional perseguição de moto fazem justiça aos anteriores.
Graças a mais uma dica do crítico da Set-Folha de SP que vai ao programa do Ronnie Von (sim!) às quintas, conheci mais um filmão do Stanley Kubrick: Nascido Para Matar. No caso, seu penúltimo filme, agora relançado em DVD widescreen. Pelo título parece história de serial killer ou algum novo Braddock do Chuck Norris, mas se trata da visão do diretor sobre a Guerra do Vietnã. Já existem filmes demais sobre o assunto, mas esse aqui é dos bons.
É bem rigorosamente dividido em duas partes: a primeira mostra o treinamento de um grupo de recrutas, comandados por um sargento sádico, e a segunda enfoca alguns deles já no campo de batalha. Não é um filme com historinha bem definida, com começo, meio e fim: assim como Alucinações do Passado, o ideal é assistí-lo depois de conferir exemplares mais “normais” do gênero, como Pecados de Guerra, Platoon, etc.
Um que tem menos ainda de “normal” é o belíssimo Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, com o Jim Carrey (fazendo papel sério) e a Kate Winslet.
Pense rápido: você já não pensou em como seria se pudesse apagar por completo as suas lembranças de uma pessoa? Assim, literalmente do dia para a noite, aquela determinada criatura que te fez sofrer desaparecesse da sua mente, como se vocês jamais tivessem se cruzado? Eu já.
Pois é disso mesmo que o filme trata, e por isso mesmo que tanta gente se identifica, especialmente se já tiver uma certa idade. O personagem do Carrey percebe que sua namorada, durante uma crise no relacionamento, fez um tratamento psíquico especial para “apagá-lo” da memória, tratando-o como mero desconhecido logo no dia seguinte. Para suportar a decepção, decide fazer o mesmo. Logo se arrepende e tenta retroceder, mas será difícil porque durante a execução dessa espécie de lavagem cerebral ele está sem o domínio do próprio cérebro e não consegue mandar interromper.
Indiretamente, acaba abordando a fascinante teoria do caos também. “E se eu tivesse perdido aquele trem, chegasse 1 minuto atrasado... não a teria conhecido, nada disso teria ocorrido, minha vida seria completamente diferente e eu não estaria passando por isso agora!”.
Eu já pensei muito sobre essas coisas, e sempre cheguei à mesma conclusão (ou mensagem) que o filme transmite. Mesmo que na vida real o final não seja como no cinema, talvez valha mais a pena manter as lembranças daquela pessoa guardadas, ainda que numa gaveta bem lá no fundo. É sofrendo com momentos assim que nós aprendemos a evitar que novas situações decepcionantes de repitam.
E por fim, assisti neste final de semana ao documentário Senta A Pua!, sobre os pilotos brasileiros da FAB que combateram na Itália na Segunda Guerra Mundial. Fiquei curioso após uma entrevista com o diretor e dois veteranos no Programa do Jô.
É relativamente antigo, quase todos os entrevistados já morreram, e o próprio Jô disse que não deu a atenção devida quando do lançamento (1999) e que recentemente, numa reprise, chegou a chorar com alguns dos depoimentos.
É tocante mesmo, e alguns relatos daqueles heróis velhinhos realmente emocionam. Altamente recomendado. Se você gosta de História, aviação ou mesmo documentários que retratem fatos heróicos verídicos, não deixe de ver.
“Senta a Pua! Quem vai Sentar a Pua não tergiversa, arremete de ferro em brasa e verruma o bruto.”
Sexta passada assisti ao oitavo e último episódio da primeira parte da quarta temporada do Lost. Deu pra entender ou posso tentar ser mais complicado?
SPOILERS!!! Marque o texto só se já assistiu também.
Essa temporada está oferecendo mais respostas do que novas dúvidas. Agora já sabemos que são apenas seis os sobreviventes que sairão oficialmente da ilha, os chamados Oceanic 6. Incluindo aí o filho da Claire, adotado por... Kate(!), numa das maiores pegadinhas de toda a série. Será que a Claire ficará presa na ilha? Porque, se morresse, o sacrifício do Charlie não seria compensado por completo, com ela e a filha saindo da ilha.
Pegadinha maior ainda foi o da Sun / Jin, no ep. 7. Ninguém seria capaz de imaginar aquele desfecho. Havia uma grande expectativa com relação a esse episódio, pois o ator que faz o Hurley adiantara que ele teria uma morte, e de uma maneira bem diferente. Verdade.
As teorias que abordam viagem no tempo como explicação para os fenômenos da ilha vão se concretizando cada vez mais. Já se confirmou que existe uma diferença na passagem de tempo entre ela e o resto do planeta, e que há uma espécie de barreira que torna a ilha quase inatingível e invisível, deixando os sobreviventes literalmente perdidos e isolados.
Gostei da volta do Michael, e acho que uma das explicações para ele não conseguir se suicidar tenha a ver com o paradoxo do tempo, aquele sobre você não ter como voltar no tempo e matar seu próprio avô durante a infância dele, porque se fizesse isso você obviamente não nasceria. Recentemente a revista Galileu abordou esse tema.
A temporada está ótima. Tirando o episódio 6, com a Juliet, todos os outros foram ótimos. Talvez a maior dúvida levantada neste momento seja sobre quem é o verdadeiro vilão da série: Ben, que continua um personagem fantástico, ou Charles Widmore, sobre o qual ainda sabemos pouco.
Daqui até 2010 quem está acompanhando simplesmente não tem mais como deixar de assistir.
Onde Os Fracos Não Têm Vez
O ganhador do Oscar 2008 não é um “ganhador de Oscar” convencional, típico. Por exemplo, não tem trilha e o clímax é mostrado de maneira diferente, em segundo plano. Um amigo meu chegou a reclamar “pô que filme é esse que nem tem final?!?!”.
Na verdade ele tem sim, apenas é diferente. É um daqueles filmes que depois de vinte ou trinta anos ainda geram discussões filosóficas sobre qual seu real significado, qual a mensagem que ele passa.
A história é sobre um caçador do Texas que se mete numa fria ao encontrar uma maleta cheia de grana no meio do deserto. Ele passa a ser perseguido não por um mero gangster ou traficante, mas justo por um psicopata, numa interpretação sensacional de Javier Bardem, que levou o Oscar de melhor ator coadjuvante. O seu vilão Anton com certeza vai ficar na história do cinema, não só pela atuação magnífica mas também pelo seu método de matar, sua arma inusitada...
Tommy Lee Jones é um xerife velho e desanimado, às vésperas da aposentadoria, quase patético, que praticamente apenas assiste à caçada e se sente impotente.
É como se fosse um faroeste passado nos anos 80, misturado com algum filme do Tarantino e Stanley Kubrick. Como eu disse, o clímax, o momento mais aguardado, é surpreendentemente jogado para segundo plano, e você como espectador pensa ter perdido o melhor da festa. Na verdade é como se o grande confronto entre os personagens principais tivesse ocorrido algumas cenas antes, na forma de um diálogo franco, e o encontro entre os dois pudesse ficar na imaginação de quem assiste, na visão do coitado do xerife que sempre chega quando tudo já acabou.
Com certeza é um filme que muita gente não vai gostar. É diferenciado, tem diálogos que são difíceis de se ligar com o restante da história na primeira vez que se assiste, e é daqueles que ao final você fica pensativo. Eu adorei, mas quero assistí-lo mais vezes não por isso, mas para entendê-lo melhor.
Sangue Negro
Depois assisti a Sangue Negro, indicado ao Oscar 2008.
A história se passa no começo do Séc. XX e é sobre um empresário de poços de petróleo que recebe a visita de um pastor que lhe dá a dica sobre uma região onde ele pode instalar um novo poço. O petróleo, o tal “sangue negro”, na verdade é mais um pano de fundo para os conflitos entre o empresário, seu filho e o pastor.
Outro filme sem cara de Hollywood: é longo, bastante arrastado e com mais diálogos do que história propriamente dita. Não espere um grande épico sobre a fundação, auge e decadência de um império petroleiro, não é nada disso. E apesar do título nem é uma crítica à obsessão pelo “sangue negro”, algo do tipo “vejam o que custou essa busca desenfreada pelo petróleo!!!”. Na minha visão, fossem batatas ou minério de ferro, o protagonista agiria do mesmo modo, viveria os mesmos conflitos.
Infelizmente as legendas de quando eu assisti estavam ruins, e algumas cenas eu tive que assistir de novo para entender. Quando tiver uma chance, assisto novamente. De qualquer maneira, Onde Os Fracos Não Têm Vez me pareceu muito melhor.
Juno
Depois dessas duas pedreiras, filmes “pesados”, foi muito bom ter assistido à comédia Juno, que também concorreu ao Oscar.
Ellen Page, a atravessadora de paredes Kitty Pride em X-MEN 3, é Juno, uma adolescente bem desbocada e descolada, que acaba de descobrir que está grávida e não sabe se aborta, se doa, etc.
Interessante é que apesar de a história não passar muito disso aí, é um filme bem acima da média do chamado “filme da Sessão da Tarde”. É bem levinho e descontraído: nada de dramalhão clichê sobre gravidez na adolescência, ao mesmo tempo que não desdenha das conseqüências de tamanho problema. Eles estão lá, mas como o filme pende para a comédia e a Juno é rodeada de familiares e amigos com uma mente mais aberta, nem parece que ela está vivendo um drama pessoal.
Alguns diálogos e frases são ótimos, como nas cenas em que ela discute sobre “a melhor era do Rock”, ou reclama que está “parecendo um planeta”. Adorei a abertura e a trilha excelente sonora também!
Com certeza não era filme para ganhar Oscar, é despretensioso demais para isso, mas é muito bom. Curti.
C.Q.C.
Tô gostando do C.Q.C. (Custe o Que Custar), que tá passando na Band nas segundas e com reprises durante a semana.
Mesmo sendo um programa “franqueado”, tipo o BBB, é como se fosse a volta do estilo do saudoso Ernesto Varela, o repórter incoveniente criado pelo próprio apresentador Marcelo Tas e que inspirou as perguntas da dupla Vesgo e Silvio.
Aliás, mesmo que um ou outro quadro não seja tão engraçado assim, já está muito melhor que o decadente Pânico, que se afundou em merchans, quadros ridículos e repetivos e saída de integrantes / redatores.
Na última segunda o programa já foi apresentado ao vivo. Espero que continue assim.
Pra quem não assistiu, recomendo que procure no Youtube o “repórter inexperiente” entrevistando o Padre Marcelo, e o “repórter egocêntrico”, uma indigesta mistura de Jô Soares com Faustão. Este último inclusive entrevistando o Andreas Kisser do Sepultura, que manteve a calma sei lá como...
Já que meu exílio ocular (lol) dura mais alguns dias, não tenho assistido a praticamente mais nada. Esses foram os últimos filmes que eu vi:
Perfume: A História de Um Assassino - lançado em 2006, é adaptação de um romance alemão dos anos 80, por muito tempo considerado “inadaptável!”, inclusive por um mestre do naipe de Stanley Kubrick!
Jean-Baptiste Grenouille é um francês miserável, que nasce na imunda Paris do Século XVIII, pouco antes da revolução, com uma característica interessante: seu olfato é fenomenal, sendo ele capaz de perceber e decorar os cheiros e aromas de qualquer objeto ou ser vivo, e à distância ainda por cima. Só há uma exceção: seu próprio cheiro, que ele não consegue sentir.
Criado num orfanato no subúrbio, já adulto ele retorna pela primeira vez à Paris, onde desenvolve uma obsessão pela busca do “aroma perfeito”.
Quem for assistir tem que estar ciente de um detalhe importante: é um filme surrealista, não de serial killer, de investigação policial, e a conclusão pode decepcionar bastante quem espera por algo mais “certinho”.
Eu gostei. Grenouille é o típico protagonista que você sabe que está errado, que é o vilão, mas que é tão diferente e fascinante que você acaba torcendo por ele.
O Dustin Hoffman faz uma ótima participação, e está tão convincente que eu só percebi que era ele ao ler os créditos.
Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes - esse é do final dos anos 90, do diretor Guy Ritchie, e é indicado para o mesmo público que curte o Quentin Tarantino.
Em Londres, quatro jovens metidos a gangsters tomam uma enorme rasteira num jogo de cartas para o chefão local, e recebem um prazo de uma semana para pagar a aposta. Para arranjar o dinheiro eles acabam tentando dar um golpe numa outra quadrilha, que por sua vez também está armando para cima de outra. O resultado, como diriam as chamadas da Sessão Da Tarde, é muita confusão!
Confusão até demais: fica difícil entender o que se passa nos primeiros 15 ou 20 minutos, porque são muitos personagens aparecendo, sempre em cortes rápidos, e todos parecidos. Só depois mesmo do golpe no jogo de cartas que vai ficando divertido e mais fácil de entender.
Não é nenhum Pulp Fiction ou Cães de Aluguel, mas é divertido. E nem é um filme sério de mafiosos e bandidos: esttá mais para paródia alternativa de filme de gangsters, em que o tom cômico e o humor negro estão sempre presentes.
Se você gosta do Tarantino, recomendo.
Em Busca Da Felicidade - opa, até que enfim um filme normal!
Esse é do tipo “lição de vida”, daqueles que professores e palestristas sempre poderão usar quando o tema for motivação e superação.
Will Smith interpreta um vendedor fracassado no começo dos anos 80. Ele vende um apenas um tipo de equipamento odontológico, que adquiriu um lote inteiro e precisa vender pelo menos uma unidade por mês para sustentar o filho pequeno. O produto praticamente não tem mercado, e a situação vai piorando cada vez mais em casa, com o aluguel, as contas, as multas, o relacionamento com a esposa, etc.
A história, claro, é sobre como ele tenta melhorar isso tudo.
Chega a tal ponto, na metade do filme, que você não sabe de onde vem tanta criatividade para sujeitar um personagem a tantas humilhações e provações consecutivas. Sabe aquela expressão “o fundo do poço”? É por aí, quando o cara parece que não tem mais como sair do buraco, quando perde até o buraco.
Na verdade o roteiro é baseado numa história real, e as dificuldades que ele enfrenta até que não são maiores que as de muitos brasileiros.
Se você gosta desse tipo de história “lição de vida”, ou filmes como Kramer Vs Kramer, que mostram o drama de um pai cheio de problemas tendo que se virar com seu filho pequeno, não deixe de ver. É clichê, mas não deixa de ser emocionante.
E a parte da entrevista de emprego é divertidíssima.
Alguns filmes que vi nos últimos dias. Recomendo os três.
Bicho de Sete Cabeças: baseado no livro “Canto dos Malditos”, em que Austregésilo Carrano conta sua via crucis por manicômios e hospícios brasileiros. Quem interpreta Austregésilo, “Neto” no filme, é o Rodrigo Santoro. Após encontrar um cigarro de maconha em suas roupas, o pai dele o manda para um sanatório porco, imundo, verdadeiro depósito de loucos.
Uma vez eu vi uma entrevista no Jô em que um especialista na área contou sobre um hospício onde lavavam os internos com vassoura e sabão em pó. Nos anos 80 o Goulart de Andrade fez uma reportagem sobre o infame Juqueri, um chiqueiro. O filme retrata bem esse tipo de condição deplorável em que são largados os loucos brasileiros que não tem condições de ir para uma clínica decente.
Muito bom, mesmo com a trilha sonora de Arnaldo Antunes. Se bem que, cá entre nós, tem tudo a ver.
O Ano Em que Meus Pais Saíram de Férias: o indicado brasileiro ao Oscar 2008 (quer dizer, candidato a indicado) me pareceu no nível do Central do Brasil. Em 1970, enquanto o Brasil se prepara para a Copa do Mundo, um casal de jovens comunistas foge da repressão e deixa o menino do título com seu avô, prometendo voltar antes da estréia de Pelé e companhia no México.
Filme belo e bem “sessão da tarde” apesar do tema pesado que envolve. Assisti no dia do falecimento do Paulo Autran, que faz uma rápida participação especial. Gostei do modo como retrata a São Paulo daquela época, a convivência entre as colônias judaica e italiana, os jogos de várzea, etc.
Uma Verdade Incoveniente: excelente documentário sobre o Aquecimento Global. Al Gore recentemente ganhou até o Nobel da Paz por este trabalho, pois consideraram que um planeta em crise ambiental está mais propenso a guerras e matanças.
O ex-Vice Presidente americano mostra, de uma maneira fácil de entender, o que está acontecendo com a Terra, o que é esse tal “aquecimento global”, que todo mundo pensa que sabe o que é, mas não faz idéia da gravidade do assunto até ver algumas imagens e gráficos impressionantes que são mostrados aqui. O que professores arcaicos e chatos não conseguem fazer num semestre inteiro, ele o faz com uma linguagem super acessível, e até com algum humor.
Um lado interessante são as analogias que ele faz com o 11 de setembro. Uma delas está explícita, no gráfico em que ele mostra que se o nível dos oceanos subir conforme o previsto, a área dos atentados em NY ficará submersa. A outra, e que talvez não seja perceptível para a maioria dos norte-americanos, é que assim como o 11/09 foi a consequência da maneira irresponsável com a qual o problema do Oriente Médio foi tratado pelos EUA, podemos estar agindo da mesma forma com o problema da emissão de carbono, e quando uma quantidade de gelo do tamanho da Groelândia e do Ártico derreterem, não haverá mais volta...
Ah, caso você não se lembre, Al Gore era o vice de Bill Clinton, e só não se elegeu em 2000 devido àquele patético erro na contagem de votos, que acabou levando o Bush ao poder. Gore havia feito um “acordo de cavalheiros” para assinar o Protocolo de Quioto, que seria ratificado no seu mandato. Mas aí, infelizmente uma desgraça chamada George Bush chegou e tudo regrediu. Evidentemente que é impossível assistir a este documentário sem imaginar a que nível o rumo da Humanidade poderia ser diferente se os EUA não usassem mais cédulas de papel com furinhos em pleno ano 2000... já ouviu falar em Teoria do Caos?
Scarface - Tony Montana, descendente de norte-americanos, chega aos EUA no comecinho dos anos 80 beneficiando-se de um indulto que permitiu a milhares de cubanos visitarem familiares fora da ilha. O Fidel, que de bobo não tem nada, aproveita pra mandar no meio da leva alguns “presentinhos” pro Tio Sam: marginais e delinquentes de toda espécie.
Adivinha quem logo se tornará o imperador da coca na região?
Scarface é como qualquer filme bom de máfia ou gangsters: muita violência, recorde de palavrões (ao ponto de ficar até engraçado) e a famosa ascensão-queda, a história de uma saga com auge e decadência ao longo dos anos, o que faz esse gênero ser tão legal. Al Pacino com sotaque hispânico é incrivelmente perfeito, carismático ao ponto de você até se esquecer que ele é um traficante safado como qualquer outro.
Clássico maravilhoso, imperdível. A parte final é simplesmente espetacular e sozinha vale o filme: épica e hilariante ao mesmo tempo.
you fucking maricone! say hello to my litte friend!!!
Trilogia Bourne - aproveitei o lançamento de O Ultimato Bourne pra tirar o atraso dessa série de espionagem.
Resuminho, com o máximo cuidado pra evitar spoilers:
A Identidade Bourne: um homem é encontrado por pescadores boiando e baleado no Mediterrâneo. Quem seria esse sujeito, poliglota, muito inteligente e com grande habilidade manual, mas que sofre de amnésia? A resposta: Jason Bourne, um super-agente secreto da CIA, do chamado grupo “black-ops”, usado para fazer serviços sujos ou “pouco éticos” para o governo americano.
A Supremacia Bourne: Bourne é acusado de participar de uma conspiração envolvendo russos e chineses, e agora além de fugir da CIA, precisa provar sua inocência em atentados recentes.
O Ultimato Bourne: agora com a memória praticamente recuperada, o agente inverte os papéis e parte pra cima dos seus criadores.
Além da ótima trama, o que chama a atenção são as perseguições de carro e lutas, bem acima da média. Eu sei que falar em “perseguição de carro” lembra um dos maiores clichês hollywoodianos, mas aqui elas são boas mesmo, com um realismo impressionante, assim como as lutas. É filme de espionagem internacional, com passagens em várias capitais da Europa e saltos fenomenais entre edifícios. Isso lembra alguma coisa? Hehe, a diferença é que o James Bond daqui não usa daquelas geringonças tecnológicas: Bourne usa praticamente duas armas permanentes: um celular e sua inteligência. Além dos braços, claro.
É o tipo de série que não faz o menor sentido assistir a apenas um, tamanha a continuidade. É na verdade um único filme dividido em três, e se você gostar do primeiro, com certeza vai querer conhecer o resto da história. Eu gostei muito e recomendo a quem gosta de filmes policiais e de espionagem cheios de reviravoltas.
Com
certeza este é o filme brasileiro que vai dar o que falar nos próximos meses.
Aliás, vai não, já está dando o que falar, porque é assunto em tudo que é fórum
e blog.
Merecida essa falação
toda? Totalmente!
Tropa de Elite mostra
o cotidiano do BOPE, o Batalhão de
Operações Especiais, que entra em ação no RJ quando a situação nos morros
foge do controle e nem a PM segura as pontas. É uma espécie de S.W.A.T.
brasileira, como mostra o título do filme a elite, a nata da Polícia Militar. O
protagonista e narrador da história, Capitão Nascimento, é interpretado pelo
Wagner Moura, numa atuação impressionante, perfeita.
O
personagem Capitão Nascimento é a junção de alguns policiais de verdade, e logo
no início se avisa que os depoimentos aos produtores foram destruídos (por
segurança, claro). Justamente por ser baseado em fatos reais que o dia-a-dia nas
entranhas da Polícia ficou tão convincente, desde as ações de vida ou morte nos
morros, que nós já estamos acostumados a assistir nos telejornais, até a
corrupção descarada, o “arrego” que traficantes e bicheiros pagam à “banda
podre” da Polícia. Uma parte legal também é a que mostra o treinamento, o curso
propositalmente desumano e humilhante que se faz para chegar ao BOPE: mesmo não
sendo um exemplo de ética, os policiais de tropa de elite não admitem colegas
desonestos ou traíras, e só assim conseguem uma filtragem.
As comparações com Cidade de Deus são inevitáveis, óbvias.
À primeira vista, Cidade parece ser mais profundo, mas isso acontece porque seu
foco é mostrar essencialmente o ponto de vista dos marginais, sejam eles
bandidos ou vítimas. Já aqui não: ao mesmo tempo em que a vida de bandido não é
glamourizada, não se pega leve com as
mazelas da Polícia, sobrando pra todo mundo. Pela primeira vez é mostrada a
hipocrisia das classes média e alta, que ao fumarem seu “cigarrinho do diabo”,
seu baseadinho inofensivo, cinicamente agem como se não fossem a raiz que
financia o tráfico. Uma das mensagens mais polêmicas do filme é justamente essa:
se você fuma ou cheira, pelo menos admita que pra você curtir o seu “barato”,
muita criança teve a vida desgraçada. É um soco no estômago na consciência de
muita gente.
Eu mesmo já estava
achando que essa temática de favelas e violência estava cansada, virando clichê,
mas Tropa de Elite prova que ainda há sim muito o que se mostrar. Se você acha
que não, que “filme com favela” já encheu o saco, ou que é mais uma obra que
defende o lado do bandido, pode acreditar: estará perdendo um filmaço. Problema
seu.
Sábado terminei a primeira temporada de Heroes. Foi bom, mas agora que pude ler os comentários, finalmente entendi o que os fãs acharam decepcionante, como tanto se falou.
SPOILERS!!!
Os últimos episódios foram bastante trágicos, com mortes de vários personagens, reviravoltas e traições. Não esperava que Linderman e Thompson partissem tão cedo, e acho que as próximas temporadas perdem muito sem esses vilões. Já o Isaac dançou mais pelo seu poder de prever o futuro: não faria mesmo muito sentido sua presença permanente na série.
A história melhorou muito do meio pro fim, com os últimos momentos dos episódios dando aquele gostinho de “preciso saber o que acontece agora!”. Five Years Gone foi sensacional, mostrando um futuro alternativo bastante sombrio, em que NY realmente explodiu e pessoas com capacidades especiais passaram a ser discriminadas e isoladas tal qual em X-Men. Mais legal que conhecer os personagens envelhecidos e desiludidos foi vê-los agindo em conjunto, com um Peter Petrelli superpoderoso e seguro fazendo dupla com o Hiro samurai. Com certeza o melhor da temporada.
E o season finale tinha tudo para ser tão bom quanto. So What´s the problem, dude?!?!
Simples: o esperadíssimo confronto entre Sylar e Peter foi um completo fiasco. Sylar foi um puta dum supervilão, daqueles que faz você até torcer por ele às vezes, e o Peter tinha se tornado praticamente tão poderoso quanto, até por já ter se aproximado fisicamente do sujeito e consequentemente absorvido seus poderes. A tomada com Sylar no terraço, explodindo as mãos todo ansioso pela destruição histórica que causaria a seguir, aumentou ainda mais a expectativa. Só que, na hora H, os produtores resolveram tudo de maneira simplória, com outros heroes saindo rapidamente do combate, sendo que Peter e Sylar praticamente... não se enfrentam! Quem decide a parada é o carismático Hiro, cravando a espada nas costas do todo poderoso Sylar. Que, estranhamente, nem esboçou reação...
Eu esperava algo mais ou menos na linha do embate de Superman II, com ônibus sendo arremessados, hidrantes estourando, raios, pessoas correndo apavoradas, etc. Tudo com os outros heroes tentando ajudar, usando seus poderes de maneira criativa. Mas não: como foi feito, NY parece até uma cidade absurdamente deserta, como se a população já soubesse da bomba e tivesse fugido.
Mas essa tremenda bola fora não tira o mérito da série. Apesar da execução tosca do que seria o clímax de tudo, a conclusão em si foi corajosa, praticamente fechando um ciclo como se não houvesse novas temporadas a caminho. Agora em setembro começa a segunda temporada, com 11 episódios. Acho que aguentam mais algumas, até que as habilidades especiais comecem a se tornar repetitivas ou ridículas.
PS: em tempo: sem querer, acho que encontrei o Sylar brasileiro! Haha... mas deixa pra lá.
Estou terminando de assistir à primeira temporada de Heroes, a série que rivalizou e roubou audiência de Lost nos últimos meses.
Tô gostando. Como comecei a ver logo após o espetacular final da terceira temporada da minha série preferida, claro que no comecinho foi dureza. Mas aos poucos você se acostuma, desde que tenha algum gosto por quadrinhos e aceite as “liberdades poéticas”, muito mais presentes aqui.
A história basicamente é sobre pessoas comuns que descobrem possuir poderes especiais, e cujas vidas aos poucos vão se cruzando em direção a um ponto comum. Há a líder de torcida que se regenera (e não consegue morrer), o enfermeiro que (aparentemente...) voa, a modelo de internet com uma dupla personalidade assassina (quase isso... no spoilers hehe), o policial capaz de ler pensamentos, o japonês atrapalhado capaz de viajar e parar o tempo, etc. Entre todos eles há um geneticista indiano tentando dar seqüência ao trabalho do pai, que possuía um mapa com a localização dessas pessoas e tentava encontrar uma explicação genética para seus poderes, antes de ser misteriosamente assassinado.
Pra quem curte X-Men é quase como uma versão alternativa, porque as semelhanças são várias. Os superpoderes não são uma dádiva, uma maravilha, e acabam trazendo mais problemas e traumas do que benefícios. Para diferenciar um pouco do desenho, existe uma espécie de Prof. Xavier, mas sem aquelas intenções pacifistas e humanitárias. E em Heroes também não ocorre, pelo menos até agora, um embate entre humanos e mutantes: os heróis aqui também se sentem perseguidos ou discriminados, mas por razões meramente individuais.
Uma das coisas que eu mais gostei, e que parece ser a grande sacada dos produtores, é a expectativa em torno do encontro de novos heróis. Até agora todos possuem um superpoder único e original, e você fica curioso pra descobrir o que ele faz de diferente. Além disso, claro que existe um supervilão, muito bom por sinal.
A box acaba de sair, e a Record parece que vai exibir na TV aberta até o começo de 2008. Quem gosta de séries totalmente seqüenciais, como Lost e 24h, dificilmente não gosta de Heroes.
PS: cada vez que vejo as imagens da tragédia da semana passada, fico meio baqueado. Acho que todo mundo fica, lógico. Só de pensar naquelas pessoas morrendo, no estado em que ficaram os corpos, no trauma dos familiares, etc. Aquela imagem da Michelle tentando se salvar é angustiante demais, dá vontade da gente também ter um superpoder pra voltar no tempo e impedir o acidente. Infelizmente não estamos no mundo de Heroes, mas no Brasil, e apenas como mais uma evidência de que esse desastre não será o último vale uma reportagem que vi há pouco, mostrando que as imediações do aeroporto de Guarulhos também já estão sendo ocupadas por moradias irregulares...
É tanto CD saindo que faz tempo que não falo de filmes, então vou comentar rapidinho sobre alguns que assisti recentemente.
Donnie Darko
Filme cult e com história viajante: Donnie, um jovem tão inteligente quanto perturbado, durante uma de suas crises alucinatórias recebe um aviso de que o mundo acabará em menos de 1 mês. Não é fácil entender rapidamente do que se trata: se é uma história de terror, se ele é apenas um louco, um vidente, etc. Se você quer um filme que não te deixe confuso, melhor passar longe. Por mim, só a trilha sonora linda, com hits dos anos 80, e as tiradas do garoto em cima da professora babaca e do charlatão interpretado por Patrick Swayze já valem a pena. E finalmente entendi de onde veio aquele coelho macabro que virou moda nos fotologs... vou até colocá-lo aqui só de sacanagem, assim quem não ler vai achar que eu tô respondendo aquele questionário ridículo. Há-há...
Fenda no Tempo
Adaptação para TV de uma história de Stephen King. A idéia é interessante: 10 passageiros acordam durante um vôo para Boston e percebem que todos os outros sumiram, inclusive a tripulação. Não há sinal de rádio e o avião está à deriva, isolado do mundo. Na verdade eles nem sabem o que encontrarão lá em baixo, caso consigam pousar. Até pouco mais da metade o filme se sustenta bem apenas no mistério sobre o quê afinal está acontecendo, que situação surreal é aquela. Infelizmente, perto do final tudo afunda, com efeitos especiais nojentos e cenas de terror de quinta categoria. Se ficasse mais no subliminar, sem mostrar, apenas sugerindo, seria melhor. Não recomendo. Veja apenas se tiver curiosidade pela ligação com uma das teorias que explicariam Lost.
Crash: No Limite
Crash se baseia em 5 ou 6 histórias paralelas que acontecem simultaneamente num curto período de tempo, e cujos personagens, de várias etnias e classes sociais, acabam se cruzando em algum momento. Não é novidade que essa porcaria de mundo pós-11/09 é recheado de preconceito, hipocrisia, paranóia e violência. O mérito do filme, ganhador do principal Oscar de 2004, é que ele leva você a olhar para o próprio umbigo. Todo mundo tem algum tipo de preconceito ou hipocrisia, ainda que não enxergue ou não queira admitir. Não é o tipo de filme ideal para se divertir, mas ótimo para refletir. Ah, e tem uma cena com o personagem árabe que faz você suar frio e se arrepiar com o desfecho, garanto.
Um Estranho no Ninho
Mais uma atuação brilhante do Jack Nicholson, que vive um condenado problemático que é internado num manicômio (prefiro chamar de hospício, é tão mais cool!) para concluírem se ele é mesmo biruta ou apenas um marginal. Claro que lá ele agita os loucos, conseguindo deixá-los mais malucos ainda. O filme alterna da comédia para o drama com uma sutileza absurda. Sensacional.