Ocorreu durante essa semana em Los Angeles a E3, a exposição anual de eletrônicos mais aguardada pelos gamers do mundo todo.
As últimas edições foram pífias, com poucas novidades e uma drástica redução de custos que tirou toda a graça da feira, deixando-a com cara de convenção de negócios.
Agora foi diferente: não só o formato antigo (ou parte dele) foi retomado, mas os anúncios e conferências foram muito bons!
Das três gigantes atualmente no mercado, a primeira a colocar suas cartas na mesa foi a Microsoft. Mesmo com alguns anúncios importantes, como o novo Halo, o que roubou completamente a atenção foi seu Project Natal, simplesmente sensacional.
Basicamente, o sistema Natal, integrado ao Xbox 360, é capaz de reproduzir fielmente qualquer movimento que o jogador faça na frente da televisão. É quase como o que o Nintendo Wii faz, porém num nível muito, mas muito mais avançado.
Melhor do que eu explicar, é melhor você assistir à demonstração. É impressionante, confira:
Se ele será bem utilizado, ou se ficará relegado a casual games, aí já é outra história.
Ah, e sabe por que ele tem esse nome curioso? Porque um dos principais desenvolvedores é brasileiro e o sugeriu para homenagear sua cidade. Legal, né?
No dia seguinte, a Sony não poderia deixar de apresentar grandes novidades, ou passaria vergonha.
E, apesar de também apresentar sua alternativa de controle sensível a movimentos (muito parecido com o do Wii), e a nova versão de PSP, o PSP Go!, o forte da sua apresentação foi... ora ora, jogos!
Fora o Metal Gear Solid Rising, que é multiplataforma e voltado mais para ação, para PSP foi revelada a verdadeira sequência de MGS4: MGS Peace Walker, prequel que mostra o que aconteceu com Naked Snake dez anos após MGS3.
Aliás o portátil talvez tenha sido a plataforma com mais novidades boas esse ano.
Para PS3, a Sony reservou como “megaton” Final Fantasy XIV. Antes mesmo do XIII estar perto de sair, já anunciam o XIV??? É que é um FF Online, nos mesmos moldes da décima primeira versão.
Além de Uncharted 2, que está lindíssimo, e God of War III, o momento mais aguardado desde olançamento do console, finalmente se materializou. A próxima obra-prima de Fumito Ueda, a continuação de Ico e Shadow of the Colossus, foi confirmada oficialmente.
The Last Guardian é o nome oficial, e o vídeo apresentado é bem parecido com o que vazou há algumas semanas (que, segundo contam e as diferenças entre as imagens confirmam, era de uma versão já bastante obsoleta).
Sensacional. Lindo. Emocionante! Apenas com esse trailer, o Sr. Fumito já humilha produtores medíocres que só sabem criar personagens brucutus de queixos quadrados, ou que confundem carisma com “ser bonitinho e engraçadinho”.
Shadow of the Colossus não é um mero “game”: está mais para ARTE mesmo. Foi um dos raros jogos que me deixaram (eu? haha quase todo mundo) com lágrimas nos olhos ao assistir seu final, e The Last Gardian já é o maior motivo de eu querer um PS3. Maior ainda que God of War III.
A Nintendo eu sinceramente não acompanhei muito, já que realmente não sou fã da postura da empresa hoje em dia. Mas, claro, adorei de saber que o próximo Metroid será em visão de terceira pessoa, e sobre o novo Mario Galaxy.
Shigeru Miyamoto, numa “mesa redonda” com jornalistas, revelou uma artwork do próximo Zelda, que segundo ele será bem diferente. Não foram permitidas fotos nem gravações,mas é claro que no dia seguinte a imagem do esboço já estava na rede (não vou postar, até porque se você é fã de Zelda, a essa hora já viu).
Outro anúncio que eu gostei foi o de Castlevania: Lords of Shadows. Aparentemente, trata-se de um reboot na série, ou seja, quase começar do zero.
A produção ficará a cargo de Hideo Kojima, o gênio responsável pela saga Metal Gear.
É bom, porque já cansaram os personagens andrógenos, a estética de anime que predominou nos últimos 10 anos. Pelo vídeo, parece que finalmente reconheceram o quanto God of War trouxe de melhorias a esse tipo de jogo: quando eu joguei o primeiro GoW, uma das coisas que me vieram à cabeça foi “olha aí Konami, é assim que você deveria fazer o próximo Castlevania em 3D!”.
É aquela história do influenciado influenciando a influência...
Só espero que não se esqueçam que se trata de um Castlevania, e portanto alguns cuidados precisam ser tomados para não descaracterizar a série com um game genérico apenas rotulado com a grife. Por mim, quanto mais se inspirarem em Super Castlevania IV, melhor.
Se você quiser muitos vídeos sobre tudo o que foi anunciado, recomendo, além do óbvio Youtube, o site especializado www.gametrailers.com.
A EGM Brasil que está nas bancas traz uma matéria especial sobre a febre dos games musicais.
A capa aproveita o lançamento do Guitar Hero: Metallica e faz referência ao clássico Black Album.
É impressionante como, a partir de Guitar Hero e depois com Rock Band, os jogos desse tipo ganharam espaço e popularidade no mundo todo.
Esse é o lado fato. O que a revista coloca em discussão é se eles, neste momento de decadência alarmante da indústria fonográfica, realmente contribuem para o surgimento de uma nova geração de aficionados por música pop.
Ou melhor: consumidores.
Acredito que incentivam sim muita gente a ir atrás de bandas clássicas. Um garoto de 15 anos, que não presenciou o Van Halen no auge ou nunca ouviu falar em Blue Oyster Cult, pode muito bem ficar alucinado ao ouvir (e tentar “tocar”) uma Running With the Devil ou Dont Fear the Reaper.
O problema é que ele não vai, necessariamente, comprar os CDs, e sim cumprir o ritual mais praticado pela geração torrent: baixar a discografia...
Apesar de admirar e achar bacana, eu não jogo Guitar Hero e similares. Nunca fui muito fã de jogos musicais. Aqueles de dançar então, que empestearam os shoppings, eu tenho nojo. Os únicos até hoje que eu gostei foram o genial Parrapa The Rapper e o experimental Rez.
E o fim da Electronic Gaming Monthly, a EGM USA hein? Que baque.
Comprei todo mês por uns dez anos, até 2002. Apesar de cara, valia o preço porque era muito superior às equivalentes nacionais. Como ainda não havia o imediatismo da informação na internet, era mais essencial ainda.
Essa é a capa da primeira que eu comprei, quando Super Street Fighter 2 estava para ser lançado nos arcades americanos.
Depois encontrei algumas mais antigas.
No auge da geração 16 bits, algumas edições atingiram tamanha quantidade de conteúdo, que ultrapassaram 400 páginas! O recorde foi a nº 65, com X-Men na capa, em dezembro de 1994.
Foram muitos os momentos, matérias e acontecimentos marcantes na história da revista. Por exemplo, quando pegaram o mundo todo pela segunda vez com Sheng Long em seu april´s fool de 1997, incluindo aí a Capcom americana, que reclamou com a matriz japonesa por não ter sido avisada sobre o suposto personagem secreto em Street Fighter 3.
Inclusive a Ação Games caiu na pegadinha, mas os editores não tiveram depois a humildade de reconher a "barrigada".
É triste, mas várias publicações impressas já acabaram ou estão condenadas. Recentemente li que a brasileira Set também já se foi.
Os últimos jogos longos que eu terminei foram Sillent Hill 2 e 3, no finzinho de 2008. Depois terminei novamente Resident Evil: Code Veronica. A versão X, para PS2.
Neste último um detalhe foi curioso. Apesar de ser um dos melhores RE, possui uma falha de design lamentável, grotesca: perto do final, dependendo do que você fizer com suas armas fica impossível terminar o jogo. Por sorte eu tinha um save um pouco mais antigo, e pude consertar tudo.
Winning Eleven tenho jogado semanalmente, como sempre.
Contra o lendário “homem de 1 milhão de gols perdidos”, fui campeão com o faraônico EGITO (!).
Já avisei: campeão mais inusitado que esse, só se for algo no nível Nepal, Vietnã...
Estamos usando um patch chamado Torcidas Future 2009. Está atualizado até fev-09, as camisas estão bonitas e até as telas de fundo nos menus humilham os oficiais da Konami, que parecem remendos de festa junina.
Antes testamos outro, o Mix Rivals 2009, mas está muito bugado, não recomendo. Até tentamos usá-lo apesar de alguns erros ridículos, mas quando um merchandising sonoro disparou e ficou se repetindo até o fim da partida, foi a hora de jogar a toalha.
Se alguém estiver com dificuldade para encontrar esses patches, entre em contato.
Não bastasse todo o alvoroço e repercussão que envolvem a chegada de um megaton chamado Street Fighter 4, na última semana outros acontecimentos curiosos acabaram aumentando ainda mais o falatório em cima do jogo.
A revista americana EGM e sua versão online, o 1up.com, divulgaram que na próxima edição impressa a revista traria, em primeira-mão, todos os detalhes do jogo, com fotos e até primeiras impressões sobre a jogabilidade. Ou seja, um furo de reportagem daqueles!
A única foto que poderia ser divulgada até a revista chegar às bancas seria essa:
Legal né? O cenário da Chun-Li em 3D e tal, confirmando a opção da Capcom por cenários 3D e jogabilidade tradicional em 2D (ufa!). Ken, Ryu, Dhalsim e Chun-Li são os confirmados até agora.
Até aí, tudo bem.
Acontece que, num pequeno blog brasileiro, do nada, apareceram outras duas fotos extras de SF4, além de detalhes inéditos sobre personagens e sistema de luta. Segundo o autor do blog, “uma fonte secreta” forneceu as fotos e as informações.
Em fóruns internacionais especializados cheguei a ler algo como “essas outras fotos só podem ser fake! como que um blog brasileiro conseguiria essas informações antes da EGM???”.
Mas... quem é o autor do blog? Douglas Pereira, colaborador freelancer da EGM Brasil.
Pronto, a merda estava feita haha!
Tanto as fotos que ele postou, quanto as informações, eram exclusivas da EGM USA, e colocando tudo no ar ele jogou um pouco de água no chopp da própria empresa a qual presta serviços!
Claro que as represálias (ameaças) não demoraram a surgir, e logo o blog saiu temporariamente do ar.
Alguns sites publicaram artigos em defesa de Douglas, criticando duramente a suposta censura imposta pela gigante EGM contra um humilde blog brasileiro.
Dan Hsu, Editor Chefe da EGM USA, afirma ter provas (logs) de que Douglas entrou sem autorização na rede FTP da EGM e roubou o conteúdo. Douglas se defende, dizendo que não invadiu nada, que teve uma fonte que repassou as informações.
Até agora a situação está nessa. Se a EGM tiver razão, e portanto não existir fonte nenhuma conforme Douglas alega, a burrice foi imensa, porque depois dos 15 minutos de fama o que restará será a imagem de um profissional pouco confiável.
Se ele tem tanta segurança quando fala em fonte, acho que devia revelar logo quem se trata e assim pelo menos desmontar a acusação do Dan Hsu. Já que ele não pisa mais mesmo no escritório da EGM, o máximo que tem a perder é a amizade dessa fonte. Até porque, se ela também preza pela amizade do Douglas, vai ser macho e vir a público admitir “FUI EU!”.
Essa semana a Capcom está realizando um evento especial para mostrar seus próximos lançamentos. Alguns anúncios bastante interessantes, como o port de Lost Planet para o PS3 e a volta do clássico Bionic Commando foram completamente ofuscados por uma BOMBA: o histórico anúncio de Street Fighter 4!
Muita gente até já tinha desacreditado que isso aconteceria um dia, principalmente depois que a Capcom japonesa vendeu os direitos da franquia para a sua divisão americana. Hoje em dia o mercado de games de luta nem se compara com que foi nos anos 90, se restringe basicamente aos grandes nomes em 3D (Tekken, Virtua Fighter, Soul Calibur e eventualmente Mortal Kombat) e ao 2D Guilty Gear, uma série bem sucedida mas apenas de nicho. A primeira versão de Street Fighter 3 saiu há dez anos, seguida de duas atualizações.
Será que abrirão mão de desenvolver o jogo em 3D? Porque, infelizmente, hoje em dia existe aquela “neura” contra jogos 2D, muito sujeito babaca deixa de jogar se o game não for em 3D. Daqui até saírem mais detalhes, essa com certeza é a grande discussão entre os jogadores, e a maioria, pelo que eu percebo nos fóruns, prefere o tradicional 2D, ou pelo menos algo híbrido como em Marvel vs Capcom 2.
Nova artwork do Ryu!
Recentemente a Capcom anunciou seu primeiro arcade de luta 2D em muitos anos, Sengoku Basara X, desenvolvido em conjunto com a Arc Systems de Guilty Gear. Claro que isso pode ser encarado como um teste pra avaliar a viabilidade REAL desse gênero em pleno 2007/2008.
Street Fighter 3 é um jogaço, eu ainda jogo Third Strike, seu último upgrade. Mas ele desagradou muita gente com seus vários personagens bizarros ou sem carisma. Se dependesse de mim, traria todo o cast original de Street Fighter 2 World Warrior, mais a Cammy, dois ou três gatos pingados de SF3, provavelmente Alex, Elena e Dudley, e o mais uns 8 novos. As músicas precisariam voltar às origens também: nada de funks, technos, metal brega, etc, mas músicas que pelo menos TENTEM ser marcantes e diferenciadas, como foram as clássicas.
AH, e hoje apareceu a primeira imagem do remake em Alta Definição de SSF2 Turbo:
Segundo o Sirlin, um dos produtores, haverá mudanças na jogabilidade, ou seja, ao contrário do que tinha sido afirmado farão mais do que simples mudanças gráficas.
Esses
dias deu uma louca de parar com Winning
Eleven, God of War, etc, e jogar
pra valer algo bem antigo. Coisa de
retrogamer: claro que sempre jogo
velharias em emuladores, mas é raro encarar até o fim um game de 15, 20 anos,
pegar um game de NES e ter paciência de ir até o final.
Escolhi um clássico
absoluto: Ninja Gaiden II, um dos
melhores games de ação 2D já feitos (o primeiro da série sempre achei um lixo,
que hoje só serve pra passar nervoso). Não tenho mais um NES em casa, então comecei usando o
ótimo emulador NESTERDC, que simula
com perfeição um Nintendo 8 bits no Dreamcast. Já terminei o Castlevania II assim, mas dessa vez a
coisa ficou preta: NGII exige que você movimente o personagem pra baixo muito
rápido, e o controle do último console da Sega mais uma vez se mostrou ridículo, inviável para esse game. Por
sorte, lá pela quarta fase, numa hora de extremo nervoso, quase um delirium tremens, me atrapalhei depois
de uns palavrões básicos madrugada adentro e resetei tudo sem
salvar...
Resolvi dar uma
chance aos emuladores de PC mesmo. Meu PC é ligado à televisão e tenho um
controle USB que parece muito com o do Playstation 2. O Nester não ficou legal, preferi o JNES, que deu conta do recado. Agora
sim! Eu estava disposto a passar nervoso com o jogo em si, não com uma merda de
controle tosco. Aliás, não sei como terminei Ninja Gaiden em 1992 naquele controle
tipo manche de Dynavision
3...
Já falei que joguei
pra passar nervoso?
Haha! Impressionante
como os jogos antigos eram apelões.
Assim como em Megaman, aqui os
inimigos também ficam reaparecendo a qualquer recuada que você der na tela. Era
um truque fuleiro (e extremamente irritante) que os programadores usavam para
aumentar a dificuldade. Hoje em dia isso praticamente elimina a diversão de
vários games daquela época, sobrevivendo apenas os realmente bons. E, como diria
na Players, Ninja Gaiden II continua
belo e implacável, perdão.
Em seguida coloquei
Snake´s Revenge, a continuação
não-oficial de Metal Gear. Foi um dos primeiros que eu e meu primo jogamos, lá
por 1990 ou 1991. Mas aí a paciência durou pouco, e depois de uma olhadela em S.C.A.T., Heavy Barrel e outros, incluindo uma
bizarra versão de Sonic, coloquei Ninja Gaiden III e, assim como seu
antecessor, fui até o fim. A versão japonesa, a mesma que joguei em 1992, é
fácil até demais, porém não tive saco de encarar a americana, desbalanceada e
apelona demais. Na minha opinião esse jogo tem os melhores gráficos de um
console 8 bits, ao lado do Batman Return
of the Joker, que se aproximava de um jogo de Mega Drive. Sem contar a trilha sonora
nota 10.
Nunca deixarei de
jogar essas “velharias”.
Momento
patético: quando estava
terminando o NG2, fui colocar os fones de ouvido pra prestar atenção nuns
detalhes, mas o plug que o liga no system caiu, e como estava escuro fiquei me
sentindo o verdadeiro Mr. Bean procurando aquele puto daquele plug maldito no
chão, enquanto o jogo continuava! Ainda bem que tinha mais um guardado... ha-ha.
Até hoje não reencontrei o safado, nem vou tirar os móveis do lugar pra
procurar, não.... vou é comprar outro pra deixar de reserva.
Estava jogando com o Goiás, contra a Ponte Preta de Tripé, o folclórico, em nossa réplica do Campeonato Brasileiro. Primeiro gol de bike que eu faço no PS2. Acho que desde 2001 ou 2002 não saía um gol de bicicleta num campeonato nosso.
Aliás, tá um fiasco esse campeonato. 5 caras, 4 times pra cada um, em pontos corridos... não dá certo. Um de nós já disparou na frente e tá cheio de jogo mala, que se a gente não avacalhar não tem graça nenhuma. Fala sério, um Figueirense x Fortaleza sem valer nada é mais chato e torturante que fazer review de disco da Yoko Ono. Nós sabíamos que ia ser assim, mas quisemos pagar pra ver.
Eu só tô jogando sério agora com o Goiás, o único que ainda tem um fiapo de chances (ho-ho-ho...). Apesar que sobram calúnias e inverdades no tapetão: dizem até que houve um infame “cai-cai” no último jogo do Santos, com a partida acabando aos 25 do segundo tempo após 5 expulsões do Peixe. Mas é que o time tava de cabeça quente mesmo e saiu dando pontapé pra todo lado, manja?
Pensava que a estrela bizarra da vez seria o épico André Belezinha do Santos, mas quem roubou a cena acabou sendo o mágico bicicleteiro Johnson.
O PS3 acabou de sair, mas pelo seu preço faraônico pra mim por exemplo só será uma realidade lá por 2008. Faz tempo que não falo de games, então vamos lá.
Capcom Classics Vol. 2: 1 ano atrás comentei sobre o Vol. 1 aqui. Esse tá mais forte, com clássicos como Captain Commando, Strider, Magic Sword, Knights of the Round, King Of Dragons, etc. Pra quem é fãs de shooters, tem Eco Fighters e Varth, os dois inéditos em consoles. Mas nada de Alien Vs Predator, Cadillacs & Dinosaurs, Dungeons & Dragons e Punisher. Problemas de licenciamento, com certeza.
E claro, os dois maiores chamativos: o lendário Street Fighter 1, que na verdade só vale pelo (quase) ineditismo em consoles (é INJOGÁVEL hoje em dia), e Super Street Fighter 2 Turbo, teoricamente em sua primeira versão arcade perfect. Deve ser mesmo, porque o programador que cuidou desse game posta no shoryuken.com, fórum hardcore em jogos de luta que eu leio, e garantiu que seria uma emulação do arcade, ou seja, nada de port ou emulação de PSone, como aconteceu naquela aberração que saiu no Vol.1. Aparentemente ele fez o serviço direitinho, tá de parabéns. Lógico que nada substitui o MAME, mas ter essa coletânea oficial com jogos que marcaram a nossa adolescência é legal mesmo assim.
PSX: achei um bloquinho de anotações e listinhas que fazia quando ainda não tinha CPU. Tem uma com a relação dos games que joguei no Playstation em jul/96, que me fizeram escapar do Mocorongo64. SF Alpha, Darkstalkers, Alien Trilogy, Tekken 2, Destruction Derby, Twisted Metal, R.Racer Revolution, Skeleton Warriors, Resident Evil, Wing Comander 3, Loaded e Philosoma. Depois de um sábado jogando isso, desisti de esperar a concorrência. Pirei com a diversão do D. Derby, a abertura do Philosoma, o terror de RE.
God Of War: incrível, cinematográfico, com seqüências que achei que nunca veria num videogame. É como os bons jogos de ação dos 16bits, porém com a tecnologia atual. Muito bom mesmo.
God Hand: bem cômico, também inspirado nos 16bits, é como aqueles jogos tipo Final Fight e Streets of Rage, mas meio pirado. Mistura velho oeste com monstros, sem levar nada a sério, parece até uma paródia. No começo achei uma merda, mas agora já estou curtindo. Pra se jogar sem exigir muito.
Mortal Kombat Armageddon: melhorou alguns pontos em comparação ao Deception, mas piorou em outros. Vantagens: todos os personagens da série (mais de 60!) e modo Kreate a Fighter; desvantagens: sistema de Fatalities, joguinho extra mais fraco (o Motor Kombat). De resto, mantém o nível: excelentes cenários, abertura animalesca, etc.
Garotinha testando o Wii Sports (hilário demais, mas as meninas certamente dirão "ah... que fofa!" hehehe)
Terminei esses dias o MGS3: Snake Eater. Fazia vários meses que eu não jogava pra valer um game desse porte... acho que desde o Resident Evil 4. God Of War eu preciso retomar.
Bem melhor que seu antecessor, MGS3 conta a história do Big Boss, o agente americano que futuramente será clonado, dando origem a Solid, Liquid e Liquidus Snake, e que se transformará no vilão dos primeiros episódios mais ou menos como Anakin Skywalker em Star Wars. A ação se passa numa localidade fictícia da União Soviética durante os anos 60, auge da Guerra Fria, e mistura eventos reais com a genialidade do Ideo Kojima, altamente inspirado pelos filmes antigos do James Bond.
Gostei mais desse do que do MGS2 porque a história é muito melhor, mais “pés no chão”, sem a viagem ala Matrix que quase estragava o anterior. Sem contar que aqui você joga com Snake mesmo, os vilões são mais interessantes e os gráficos são muito superiores ( os efeitos de água numa cachoeira impressionam ).
Dois momentos inesquecíveis: a demorada batalha contra The End, o velho que apesar de moribundo ainda é o melhor atirador sniper, e o climax SENSACIONAL que abre a última parte, com Eva e Snake fugindo de moto enquanto são perseguidos pelas tropas russas e pelo gigantesco tanque Shagohod, primeiro ainda dentro da base e depois no meio da mata. Essa perseguição tinha que ser esfregada na cara de muito diretor de Hollywood. Inclusive ( SPOILERS ) você é levado a crer que está perto do final nessa parte, tem toda a cara, mas depois ainda precisa fazer algumas coisas importantes, como socorrer Eva e enfrentar The Boss ( aliás, pra enfrentá-la eu pastei, mas depois que desconbri uma munição pra sniper entre uma árvore e um tronco caído, foi só colocar os óculos infravermelhos e ficar escondido na vegetação, acertando-a de longe... na verdade o maior inimigo é o tempo ).
Um dos melhores games já feitos, sem dúvida alguma. Quando começaram a rolar os créditos, com uma pequena explicação sobre os acontecimentos dos anos seguintes, tive a mesma sensação indescritível de quando os pais adotivos de Luke fecham o Episódio III, fazendo o elo perfeito com o futuro da saga.
PS: fiquei doido pra jogar novamente o MGS1, e depois os de NES/MSX. Mas não estou conseguindo ajustar o emulador de PSX, com filtros e tal... acho que vou ter que jogar no console mesmo.
Terminei ontem esse jogaço. O último RE que tinha terminado tinha sido o Code Veronica, no Dreamcast, há exatos 5 anos. Fora isso, lembro que terminei novamente o primeiro, que foi um dos motivos pra eu ter comprado um Playstation em 1996. Foi difícil entender qual a intenção da Capcom ao anunciar, em 2001, que a série passaria a ser exclusiva do Gamecube, justo um console que os fãs da série não iriam comprar. O diretor Shinki Mikami chegou a anunciar que poderiam cortar sua cabeça se o game saísse pra outros consoles, mas parece que a Capcom caiu na real e se tocou a tempo da enorme grana que deixaria de ganhar não lançando RE4 pro PS2.
E não é que a Capcom conseguiu mesmo fazer o melhor da série? Com certeza ela seria muito criticada se mantivesse afórmula dos anteriores. Os gráficos e som evidentemente são fantásticos, mas RE4 é melhor porque:
-a inteligência artificial é muito superior, com zumbis mais espertos e ágeis. Nada daqueles mocorongos apodrecidos. Logo no começo fiquei cercado e com pouca munição, então subi numa torre achando que com o tempo eles desistiriam... haha, que nada, jogaram um coquetel molotov lá em cima, me obrigando a descer pra não morrer queimado! Demais isso!
-o tamanho da aventura: já tinha achado o Code Veronica muito mais longo, mas RE4 é impressionante. ENORME, gigante mesmo. Foram 27 horas de jogo, e olha que eu nem joguei os extras. Acho que, tirando RPGs, os Final Fantasy da vida, só com Half Life e Tomb Raider 2tive uma sensação parecida, de ficar impressionado com a duração de um game
-jogabilidade! Bem melhor. Nos outros RE o personagem se move mais roboticamente, tem menos mobilidade e tal. Aqui não: ficou bem mais fácil andar, mirar e acertar
-mais ação, menos puzzles. Os enigmas foram bastante reduzidos, a ênfase é na ação mesmo. O mais chatinho de resolver foi um quebra-cabeça em que você tem um único espaço para mover as peças
É legal que, ao contrário dos anteriores, em que tudo girava em torno de você resolver puzzles e matar zumbis pelo caminho, aqui existem “situações”, tarefas muito mais variadas. Por exemplo: em determinada sequência você e um personagem controlado pelo computador se refugiam numa casa de madeira, enquanto uns 50 zumbis tentam invadir pelas janelas. É você e ele atirando e empurrando móveis desesperadamente pra tentar deter a invasão. Quando a coisa fica insuportável, vocês fogem para o andar de cima, onde continua a invasão em massa. Esse e outros momentos cinematográficos, em que você pensa “Putz, TÔF..., mas isso é muito foda!!!”,dão ao jogo uma variedade que os anteriores não tinham.
Bate um estranhamento nos primeiros 20 min, mas logo você percebe o quanto a Capcom caprichou nesta obra-prima. Obrigatório pra quem tem PS2 e Gamecube. Se não existisse Shadow of the Colossus, não teria nenhuma dúvida sobre qual o melhor game de 2005.
Terminei hoje. Antes de ler reviews e opiniões bastante positivas até de quem odeia a série, não esperava grande coisa, mesmo depois da recuperação apresentada pelo excelente MK Deception, que tirou de vez a saga da lama. É muito bom, principalmente pra quem conhece os primeiros MK.
O que a esperta da Midway fez foi pegar a história de Mortal Kombat 2, o melhor de todos até hoje, e transformar num jogo de ação, misturando características de games de plataforma com beat´em ups tipo Final Fight e Golden Axe. Deu certo, e quanto mais se avança, jogando com Kung Lao ou Liu Kang, mais se tem a impressão de se estar jogando um remake extremamente expandido do MK2. Toda a turma daquela época aparece, faz pelo menos uma ponta, inclusive os obscuros Ermac e Smoke. Sem falar dos cenários, que são recriações perfeitas em 3D.
Alguns momentos marcantes:
-a sensacional batalha contra Baraka
-a frase absurdamente patética de Liu Kang antes da mesma luta, ao amparar um monge destroçado pelo feioso... acho que foi intencional, só pode!
-Sub Zero, controlado pelo computador, lutando ao seu lado em cima de um barco durante uma travessia, jogando os esqueletos de volta pro rio
-A luta contra Scorpion, no meio de um inferno de lava lembrando o final de A Vingança do Sith e O Retorno do Rei
-a maravilhosa sequência final, uma réplica dos acontecimentos de MK2: na mesma arena você enfrenta Shang Tsung, o “Mr. Simpatia”Kintaro e o
falastrão Shao Khan, que continua com suas frases do tipo “So Pathetic!”, tendo ao fundo Sonya e Kano acorrentados
-matar Shao Khan acertando-o com a cabeça de Kintaro... que delícia
Pastei
um pouco pra liberar o MK2, que vem de bônus nos extras. É a mesma versão do
Midway Arcade Treasures, inclusive a Sony da Europa deu um ultimato à Midway: ou
eles corrigiam o bug do Smoke ( seu truque precisa do botão Start, que nas
versões caseiras pausa o game e impede a realização da dica ), que com certeza
gerou muitas reclamações, ou excluíam de vez o game. Por falta de tempo,
preferiam eliminar o MK2 da versão européia. Legal é que também libera o remake
do cenário The Pit 2, lindíssimo e que tem até o sujeito incendiado na outra
ponte.
Um
detalhe em particular me incomodou: a voz e o gestual do Raiden não combinam com
o que ele representa na saga. Deviam ter colocado uma voz mais grave,
envelhecido um pouco o personagem, porque às vezes ele parece jovial e normal
demais para um “Elder God”.
Peguei a coletânea de clássicos da Capcom que saiu recentemente, Capcom Classics Collection. São 22 clássicos do arcade, que vão desde a época da 1942 até alguns da saudosa placa CPS1.
Antes de falar dela, um detalhe pra quem tem PS2: evite a mídia prensada que vem com uma inscrição “CSD” na parte de trás. O meu console é destravado com Matrix e mesmo assim a primeira cópia não funcionou, nem chegou a ser reconhecida como mídia de PS2. Atualizei o firmware do chip e não adiantou. Após uma pesquisada descrobri que é essa mídia que está dando problema, por ser de má-qualidade. A prensada boa é uma que vem com o nome do jogo atrás, não esse “CSD”.
Infelizmente essa coletânea é decepcionante para quem, como eu, a comprou pensando em ter em casa versões arcade perfect das 3 primeiras edições de Street Fighter 2. Muitas vezes os fãs hardcore da série reclamam de detalhes absolutamente irrelevantes nos ports caseiros, mesmo em conversões excelentes como as do Dreamcast. Mas dessa vez a Capcom pisou feio na bola, porque a conversão é um verdadeiro SERVIÇO DE PORCO. Nem de longe dá aquela sensação de arcade: parece que você está jogando uma versão ruim para um console de 32bit. A imagem fica irreversivelmente com tarjas pretas: nem usando-se a opção para “esticá-la” ela preenche completamente a tela. As músicas rodam direto do DVD e as vozes ficaram distorcidas, agudas. E o pior: existe um ridículo LOADING entre os rounds! Isso é inaceitável quando se compara com o port de SF3: Third Strike, que é um jogo muito mais pesado e que não tem loading nenhum. Lamentável.
O outro grande motivo de eu comprar está belezinha: Final Fight roda perfeitamente e, pelo menos até agora ( terminei uma vez ), não percebi nenhuma falha grave. De resto, ainda há a série completa de Ghouls ´n Ghosts ( inclusive a versão de Snes, dificílima ), e outras jóias como o adorado Bionic Commando ( na verdade é a versão do Nintendinho que é cultuada ).
Da próxima vez seria melhor que a Capcom montasse uma coletânea diferenciada por placa. Acho que foi isso que ferrou com o SF: ele é o jogo mais sofisticado aqui, o mais difícil de emular, e tiveram preguiça de consertar seus bugs com medo de estragar os outros. Emuladores amadores, como o MAME e Final Burn, fizeram um trabalho muito melhor.
Por falar em Copa, ontem definimos os times pro novo camp. de WE. Vamos tentar fazer uma réplica da Copa do Mundo, na medida do possível porque algumas seleções não existem no PES5. Dei sorte, peguei Brasil, Holanda...
Ontem fizemos alguns amistosos e marquei dois gols de falta, ou seja, tá bem mais fácil do que no anterior. Se somar todos os gols de falta que saíram aqui no PES4, em 1 ano, não chega a 10. E fiz um golaço também com a Suécia, numa cobrança de escanteio: o Larson encheu uma bomba de primeira, indefensável, em vez de tentar cabecear.
Terminamos mais um camp. de WE ( sim, "camp. de WE" mano... se não sabe o que é, sinto muito ). E o Tripé foi campeão com o fraquíssimo Charlton, passando por cima de Juventus, Real e Arsenal. Sim, o fim dos tempos... esse mundo tá de cabeça pra baixo mesmo!
Aliás meu controle falhou no meu jogo ( estava com a Juve ). Um fiozinho preto tá esmagado e tive que emendar, porque se ele não dá contato o Dual Shock fica maluco e não pára de vibrar. Já tava pensando em desencanar, atacar essa merda na parede e comprar outro, mas aí fui ver o preço de um novo e veio aquele "ops..." tradicional. Consegui emendar o fiozinho, mas no meio da partida percebi que o botão de chute falhou nas cobranças de falta, como se não fosse analógico.
Esse foi o último que fizemos com o PES4. O próximo já será com a quinta versão.
Terminei o Shadow of the Colossus com umas 15 ou 16 horas. Jogo absurdamente espetacular, tão simples e ao mesmo tempo tão bem sucedido. Nada de menus complicados, inimigos saltitantes, toneladas de itens, excesso de diálogos, nada... acho que grande parte do sucesso é justamente deixar um pouco da história na imaginação de quem joga, não ficar explicando ou detalhando absolutamente tudo. Antigamente não era assim? Os games tinham conceitos simplórios, uma bolinha na tela podia ser um personagem... o resto era com você.
Alguns colossus deram muito mais trabalho que outros. Tive dificuldade pra passar do que fica numa espécie de arena coberta, uma torre. O 13º, alado e que fica no deserto, é coisa de cinema, principalmente quando você usa o cavalo. O da cidade perdida, que parece um bulldog de pedra, foi legal de matar porque você interage bastante com o cenário, fazendo tudo cair nele. O penúltimo, gigantesco, também foi bem legal. Nos momentos finais, perto da batalha com o 16º colossus, que é mais trabalhoso do que difícil, a dramaticidade aumenta muito. Um momento em especial ( não vou dizer o que é pra não estragar ) é de deixar o jogador chocado ( e revoltado hehe ). O final é emocionante, de chorar, bate aquela mesma sensação de grandiosidade de quando começam a subir os créditos num SW Episode 3 ou O Retorno do Rei no cinema. Muitas questões são respondidas, mas os criadores foram espertos ao deixar uma série de lacunas: tá cheio de discussão na internet sobre o que realmente acontece.
Jogo do ano. Resident Evil 4 detona, God Of War levou o PS2 ao limite nos gráficos, mas nenhum outro conseguiu fazer tanto usando tão pouco.